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Apogeu e Decadência dos Olmecas

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Enquanto a cultura helenística vivia seu momento de esplendor, no continente americano a civilização olmeca entrava em decadência. Os olmecas se desenvolveram inicialmente na região do golfo do México e expandiram seus domínios até o litoral do Pacífico, onde hoje se encontram El Salvador e Costa Rica. Sua cultura floresceu por volta de 1400 a. C., com um notável desenvolvimento das artes e da arquitetura.

Cabeça Olmeca Cabeça Olmeca

Essa época foi marcada pela construção de pirâmides em centros cerimoniais, por pinturas refinadas e por enormes cabeças esculpidas em pedra, algumas com mais de vinte toneladas. Os olmecas também utilizavam um sistema de escrita e criaram o primeiro calendário da América.

Por razões desconhecidas, a partir de 600 a. C., os centros cerimoniais começaram a ser abandonados. Entretanto, muitos dos conhecimentos olmecas seriam incorporados por outros povos do continente, como os astecas e os maias.

Gislane e Reinaldo. História. ensino médio. volume único.

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Leia Também: Sociedades da Mesoamérica

descobrindo a américa antiga – informações complementares

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Teotihuacán ou Tollan. Maior cidade construída no continente americano antes da chegada dos europeus, localizada a 40 km da atual cidade do México. Seu nome , que significa “cidade dos deuses em nahuatl ( a lingua dos astecas), também é utilizado para designar a sociedade que construiu. Ao longo de sua história, foi habitada por vários povos, como os mixtecas e maias.
Caral:- A mais antiga cidade já encontrada no continente americano, localizada a 200km da atual cidade de Lima, capital do Peru. Foi descoberta em 1905, mas somente na década de 1990 testes de radioatividade realizados em rochas locais indicaram que Caral poderia remontar ao século XXVII a.C. As pirâmides ali  construídas são tão antigas quanto as de Guizé, no Egito ( pirâmides de Guizé datam de XXVI a.C)
Chavín de Huantar:- Cidade construída no século IX a.C., localizada a 250km da atual cidade de Lima no Peru. Foi habitada pela sociedade Chavín, que construiu dois templos principais, monumentos de pedra e diversas esculturas de animais.
Villahermosa:- No fim dos anos 1970, o sítio arqueológico de La Venta foi praticamente destruído por causa da extração de petróleo. Algumas das esculturas do sítio de La Venta foram então transferidas para o parque La Venta localizado na região de Villahermosa.
Science. Revista científica fundada em 1880 pelo jornalista americano (EUA) John Michaels. Em 1990 passou a ser a revista oficial da American for the Advancement Science (AAAS), Sociedade Americana para o Progresso da Ciência. Assim como a revista Nature Science publica artigos de cientistas das mais diversas áreas de conhecimento submetidas ao critério de peer review ( revisão por par, isto é, feita por cientista de igual condição profissional).
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A escrita olmeca: a mais antiga da América

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Reprodução do desenho do selo olmeca encontrado no sítio de San Andrés
Um grande achado acaba de retirar dos zapotecas o reconhecimento pela invenção da escrita no continente americano. A equipe da antropóloga Mary Pohl, da Universidade Estadual da Flórida (EUA), descobriu inscrições gravadas em pedra, datadas de 650a.C., no sítio arqueológico de San Andrés, na costa do golfo  do México. O artigo que relata a descoberta, publicado na revista Science, atribuiu aos olmecas - civilização pré colombiana que viveu entre 1300 a.C  e 400 a.C. - o uso pioneiro nas Américas de um sistema  formal de escrita e de calendário.
Os olmecas foram a primeira civilização na Mesoamérica, os primeiros  a ter uma arquitetura monumental e grandes centros urbanos, segundo a antropóloga Mary Pohl. "Seria  estranho que eles também não tivessem usado a escrita. Mas até aqui não tínhamos provas".
Foi por acaso, em meio a restos encontrados num sítio olmeca, que os pesquisadores encontraram objetos com inscrições que confirmaram sua suspeita: um selo cilíndrico de cerâmica de sete centímetros de comprimento e fragmentos de uma placa de pedra verde.
Na inscrição do selo, um pássaro aparece como marcador de discurso: os sinais que saem de seu bico são palavras, não um desenho. Para desvendar seu significado os pesquisadores fizeram associações dos pictogramas olmecas com hieróglifos maias posteriores e descobriram  que o primeiro texto conhecido do continente americano se resume a um nome: Rei 3 Ajaw . A palavra 3 Ajaw refere-se ao terceiro dia do 'mês' ajaw, uma das subdivisões  do 'ano'  no calendário de  260 dias adotado pelos olmecas. Seu uso segue a prática mesoamericana de adotar a data de nascimento como nome e representa a primeira evidência documentada de calendário.
Selo cilíndrico de cerâmica onde está gravada a assinatura do rei "3 Ajaw".
No selo está gravado o desenho do pássaro reproduzido na imagem anterior.

         

A arte dos olmecas

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No século XV, quando os espanhóis chegaram à América, a sociedade Olmeca tinha desaparecido havia séculos. Nessa época, a palavra olmeca era utilizada para nomear os habitantes do local onde foram encontrados os vestígios dessa população antiga.
Não se sabe exatamente qual era a relação entre olmecas do século XV e a sociedade surgida por volta de XV a.C., que chamamos hoje olmecas. Sabe-se apenas que, em nahuatl, a língua dos astecas, a palavra olmeca significa "habitantes da terra da borracha".
Abaixo Esculturas Olmecas localizadas em Villahermosa, México.
Cabeça Olmeca

Miniatura Olmeca


No fim dos anos 1970, o sítio arqueológico de La venta foi praticamente destruído por causa da extração de petróleo. Algumas esculturas do sítio de La Venta foram então transferidas para o Parque La Venta localizado na região de Villahermosa.

ruínas de Chavín de Huantar, situadas a 250 km de Lima, capital do atual Peru

Chavín Huantar. Cidade construída no século IX a.C., localizada a 250 km da cidade de Lima. Foi habitada pela sociedade Chavín, que construiu dois templos principais, monumentos de pedra e diversas esculturas de animais.
CARDOSO, Oldimar. coleção Tudo é História. ensino fundamental.

Sociedades da Mesoamérica

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Surgimento da sociedade olmeca na região do golfo do México 1400a.C.
Durante milhares de anos, os primeiros povoadores da América viveram em grupos dispersos. Com o passar do tempo e o aumento da população, alguns desses grupos começaram a se fixar principalmente no vale dos rios ou nas proximidades do mar. Surgiam, assim, as primeiras comunidades de agricultores ou de pescadores. Aos poucos, essas comunidades foram se tornando cada vez mais complexas.
Uma das mais antigas sociedades do continente americano foi organizada por volta de 1400a.C pelos olmecas no atual golfo do México, situado entre a América do Norte e a América Central. Os olmecas se tornaram conhecidos principalmente pelas enormes cabeças que esculpiam em pedra, mas foram também construtores de pirâmides e desenvolveram um sistema próprio de escrita.
cabeça olmeca esculpida há mais de 3 mil anos
Sua sociedade declinou a partir de 400 a.C, quando seu território sofreu invasões de outros povos.
Por volta de 800 a.C., alguns séculos antes dos declínio dos olmecas, um povo se estabeleceu na região do atual estado de Oaxaca, no México. Eram os zapotecas, que se tornariam conhecidos por suas obras de irrigação na agricultura e por seus trabalhos de cerâmica. Também tinham um calendário e um sistema numérico, com o qual faziam cálculos matemáticos complexos.
Os zapotecas ainda estavam estabelecidos na região quando os espanhóis chegaram à América, em 1492. Atualmente centenas de milhares de descendentes desse povo falam seu idioma no México
Sociedades da América do Sul
Cerca de vinte grandes sítios arqueológicos no território hoje conhecido como Peru, na América do Sul, revelam a existência nessa região de uma sociedade bem anterior à dos olmecas. Conhecida como Norte Chico, essa sociedade se desenvolveu entre 3000 a.C e 1800 a.C e foi responsável pela construção da cidade mais antiga da américa, Caral, erguida provavelmente em 2627 a.C.
A sociedade de Norte Chico desenvolveu técnicas de irrigação do solo de modo a aproveitar para o cultivo  terras secas antes improdutivas. Também construiu pirâmides. Seus agricultores cultivavam algodão, frutas e vegetais no interior, que eram trocados por peixes e outros produtos marinhos trazidos do litoral. A cidade de Caral contava com praças circulares  cercadas de residências, pirâmides e outras construções destinadas à realização de cerimônias religiosas. 
A sociedade do Norte Chico declinou por volta de 1800 a.C., quando outras sociedades começaram a florescer na região. Mais tarde, por volta de 1000 a.C., afirmou-se a sociedade Chavín, cuja cidade principal era Chavín de Huantar, próxima ao atual litoral peruano. Essa sociedade fabricava tecidos, peças de cerâmica e objetos de ouro, além de dominar avançadas técnicas agrícolas.

Ruínas de Chavín de Huantar situada a 250 km de Lima  capital do Peru.

Os Paleoíndios

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Dois crânios humanos muito antigos, desenterrados em locais tão distantes quanto o Vale do Ribeira, em São Paulo, e o Vale Central do México, estão ajudando a confirmar uma hipótese sobre o povoamento das Américas que costumava provocar risadas nos arqueólogos há muito tempo: e de alguns dos primeiros habitantes do continente eram mais parecidos com os aborígenes da Austrália do que com os índios atuais.

Os fósseis tem 8,8 mil a 10,7 mil anos, respectivamente, e estão entre os vestígios humanos mais antigos do continente. Medições realizadas em ambos mostram que eles eram fisicamente semelhantes a Luzia, a brasileira de traços africanos de 11 mil anos de idade que virou celebridade e se tornou símbolo da nova teoria.

A hipótese tem sido proposta desde 1989 pelo cientista Walter Neves, hoje professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), e seu colega Héctor Pucciarelli da Universidade de La Plata, Argentina.

Para Pucciarelli e Neves, a povoação do continente americano teve dois componentes biológicos: os primeiros povoadores das Américas vieram da Ásia, mas não eram mongolóides (asiáticos típicos), e sim “australo-melanésios”, embora não seja possível dizer se tinham pele negra, como os aborígenes.

Essa população teria cruzado o estreito de Bering, entre a Sibéria e o Alasca, há cerca de 15 mil anos, tendo sido extinta devido a algum tipo de competição com os mongolóides, o segundo componente biológico a povoar o continente americano.


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Sítios Arqueológicos - América Antiga

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Era Glacial ou Era do Gelo:- Período no qual as temperaturas caíram violentamente e grande parte do planeta ficou coberta por espessas camadas de gelo. Houve várias era glaciais. A última começou 70 mil anos atrás e terminou por volta de 12000a.C.
Monte Verde:- Sítio Arqueológico descoberto em 1976 próximo à cidade chilena de Puerto Montt. As primeiras pesquisas foram apresentadas em 1979, mas só em 1998 foram amplamente aceitas pelos cientistas. Nesse ano, os trabalhos do geólogo chileno Mario Pino e do arqueólogo americano (EUA) Tom Dillehay foram aceitos pela American for the Advancement of Science (AAAS) – Sociedade Americana para o Progresso da Ciência.
Lagoa Santa:- Sítio arqueológico no interior de Minas Gerais, na bacia do rio das Velhas. Na década de 1830, o cientista Peter Lund descobriu ali vários fósseis que enviou a um museu de Copenhague, Dinamarca. Foi entre esses fósseis que o brasileiro Walter Neves encontrou Luzia
Pedra Furada:- Sítio arqueológico localizado no Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí. Ali a arqueóloga paulista Niéde Guidon encontrou vestígios de presença humana que acredita datarem de 60 mil anos atrás. Essa tese é contestada por cientistas americanos (EUA) desde sua publicação na revista Nature, em 1986. Enquanto a arqueóloga afirma que encontrou pedras lascadas por seres humanos, seus opositores acreditam que se trata de pedras lascadas naturalmente sem interferência humana.
Vale Central do México:- Um dos estudiosos dos fósseis encontrados nessa região é o antropólogo argentino Rolando Gonzales-José. Segundo ele, ainda havia indígenas de traços negróides (como Luzia) no México em pleno século XVI: o grupo dos Pericus. Essa descoberta foi divulgada em artigo publicado em 2003 na revista Nature.

Américas na Antiguidade

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O continente americano pode ser compreendido como um local marcado por duas histórias. A primeira delas, ainda pouco explorada, remete-se à compreensão da trajetória dos povos que habitaram e formaram as diversas civilizações e constituíram as primeiras civilizações no continente. A segunda, tardia e ao mesmo tempo majoritária, fala de um local descoberto pelo espírito empreendedor dos europeus que “descobriram” as terras americanas no final do século XV.

pintura rupestre sítio arqueológico Parque Nacional da Serra da Capivara


Sabe-se que os fósseis mais antigos foram encontrados na África. Esse fato levou a grande parte dos especialistas a afirmar que o ser humano teria surgido no continente africano e de lá migrado para outros continentes.
Mas, como foi que as pessoas conseguiram chegar tão longe?
A resposta é simples, chegaram caminhando, sim, caminhando, pois não havia avião, carro,  trem, e isso todos nós sabemos. Mas, como pode ter acontecido isso, como as pessoas atravessaram os oceanos?
Isso teria acontecido na última Era Glacial, há milhares de anos, quando as águas do mar do estreito de Bering  estavam congeladas. Alguns grupos humanos provenientes da Ásia teriam chegado a região do atual Alasca  atravessando o estreito a pé. Outra hipótese foi a de que eles podem ter vindo de barco .
Por mar ou por terra
Como e quando os primeiros habitantes da América chegaram ao continente é um dos maiores mistérios da arqueologia. Foi por uma rota costeira ou por um corredor livre de geleiras, no interior do continente? Uma série de trabalhos apresentados na última reunião da Sociedade Geológica Americana lançou mais luz sobre o tema, além de indicar áreas para pesquisas futuras.
"A maior parte dos participantes  do simpósio (reunião onde se tratam assuntos literários, filosóficos, científicos)  acredita na hipótese da rota costeira, mas há muitos por aí que acreditam na do corredor. A maioria acha que os meios de transportes tenham sido barcos." afirma Charlotte Beck antropóloga.
Outra parte  segue a hipótese do corredor, uma ponte de terra ligando Ásia e América do Norte - surgiu durante um período de glaciação entre 70 mil e 50 mil anos atrás, "secando" o estreito de Bering, criando uma rota terrestre, a Beríngia, dando origem a "colonização" das Américas.
Vestígios Humanos
Na década de 1930, cientistas norte americanos (EUA) descobriram vestígios humanos de cerca de 11 mil anos em sítio arqueológico da região de Clóvis , no oeste dos Estados Unidos. A descoberta os levou a afirmar que o sítio de Clóvis é o mais antigo da América. Segundo eles os humanos teriam chegado ao continente há cerca de 11,5 mil anos caminhando pelo estreito de Bering.
Nas últimas décadas, foram descobertos em várias regiões da América sítios arqueológicos mais antigos que o de Clóvis. Um desses sítios é o de Monte Verde, no Chile, com vestígios humanos datados de 12,5 mil anos
Outro sítio muito antigo foi descoberto em Topper, na Carolina do sul, um estado dos Estados Unidos. Foram encontrados vestígios da presença humana há 16 mil anos.
Alguns dos sítios mais antigos da América estão no Brasil. Na caverna de Pedra Pintada, no município de Monte Alegre, Pará, foram encontrados pedações de cerâmica e pontas de lança com data entre 6 a 10 mil anos atrás. No sítio de Pedra Furada , em São Raimundo Nonato, no estado do Piauí, há vestígios ainda mais antigos, como fósseis humanos com mais de 11 mil anos e restos do que podem ter sido fogueiras com mais de 40 mil anos.

inscrições da Pedra do Ingá na Paraíba (3 mil a 10mil anos)
Luzia
A descoberta arqueológica americana mais surpreendente ocorreu no sítio de Lagos Santa, em Minas Gerais. Foi encontrado o fóssil humano mais antigo da América. Trata-se do crânio de uma mulher, com cerca de 11,5 mil anos . Recebeu o nome de Luzia dado pelo biólogo Walter Neves, que a estudou a partir de 1989. Ao medir o crânio e compara-lo com outros fósseis, incluindo europeus e asiáticos, ela apresentava traços negróides. Não se parecia com os indígenas brasileiros atuais, cujos traços mongolóides (pessoa que tem traço semelhantes aos dos mongóis, habitantes da Mongólia, país situado na Ásia, norte da China) os tornaram mais semelhantes a alguns asiáticos.
Para Walter Neves e outros cientistas, essa diferença surpreendente se deve as ondas migratórias, formuladas por pesquisadores norte-americanos (EUA). Segundo essa teoria, a América teria sido povoada por três ondas migratórias provenientes da Ásia. Essas ondas teriam dado origem a todos os povos indígenas que viviam na América antes da chegada dos colonizadores europeus em 1492.
reconstituição das feições de Luzia à partir do crânio encontrado em Lagoa Santa

Hoje no Brasil existem muitos sítios arqueológicos cuja pesquisa pode levar a novas descobertas sobre os antigos habitantes de nosso território. Alguns desses sítios estão localizados em cavernas ou em rochas a céu aberto, Mas há um tipo de sítio bem curioso: o sambaqui.
Os sambaquis são amontoados de conchas empilhadas pelos paleoíndios em várias regiões do Brasil. São encontrados principalmente no litoral e nas margens dos rios  Muitos paleoíndios moravam nesses sambaquis e ali enterravam seus mortos. Dentro deles podem ser encontrados ossos humanos e de animais, restos de alimentos, peças de cerâmica e pontas de flecha. Num desses sambaquis localizado no Vale do Ribeira, em São Paulo, foi encontrado o esqueleto de um paleoíndio que viveu na região há 8,8 mil anos. Esse homem tinha traços negróides. Pertencia ao mesmo grupo humano que povoou Lagoa Santa, em Minas Gerais e da qual Luzia fazia parte.
Apesar de sua importância para a ciência, nem sempre os sítios arqueológicos no Brasil são bem preservados. Por falta de fiscalização, alguns sítios vem sendo depredados, e vestígios da presença humana há milhares de anos em certas regiões tem sido destruídos.
Conforme levantamento feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e, 1998 existiam 12.517 sítios arqueológicos no Brasil. Hoje, acredita-se que  esse número tenha saltado para 20 mil.
Em geral, as descobertas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste tem contribuído para o esclarecimento de detalhes da história do povoamento do continente americano. Na região Sul, os sítios conservam conhecimentos dos recursos naturais marinhos brasileiros. Na Amazônia, manifestações simbólicas, como as inscrições rupestres e as cerâmicas policromadas ganham destaque nas descobertas, que se concentram  especialmente ao longo dos rios.


América na Antiguidade

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Cronologia
  • 20000 a.C -15000 a.C  -  Início do povoamento da América por grupos provenientes da Ásia
  •       8000  a.C                -  Primeiros vestígios de agricultura no Equador atual
  •       5000  a.C                -  Grupos humanos começam a cultivar a terra na região do México atual
  •       3000  a.C                -  Forma-se a sociedade de Norte Chico, no norte do Peru atual.
  •       2627  a.C                -  O povo de Norte Chico constrói Caral, primeira cidade da América.
  •       1300  a.C                -  Surge na região do golfo do México a sociedade olmeca
  •         850  a.C                -  Tem início a sociedade chavín, na cordilheira dos Andes, Peru
  •         800  a.C                -  É formada no México, próximo à região dos olmecas, a sociedade zapoteca.
  •         450  a.C                -  Os zapotecas desenvolvem um calendário e efetuam cálculos matemáticos.

 

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