.bookmark{ padding:0px; margin-top:15px; background:#ddd; } .bookmark a:hover { position: relative; top: 1px; left: 1px; } .bookmark img { border: 0; padding:0px; margin-top:15px; } -->

Tamanho da Letra

-A - +A
Mostrando postagens com marcador Maçonaria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maçonaria. Mostrar todas as postagens

A Maçonaria nos Tempos Coloniais

Twit This! |

Dom Pedro I foi da maçonaria por pouco mais de dois meses; lá fez pouco política e muito estrago

Cercado de lendas, o início da história da maçonaria no Brasil permanece um campo nebuloso. A começar pela exaltação à figura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, mártir da Conjuração Mineira de 1789. Muitos maçons não têm dúvida de que o herói pertenceu à organização. Não existem, porém, provas documentais nem da filiação de Tiradentes nem da existência de lojas maçônicas funcionando regularmente no Brasil do século XVIII.

O que existe são fortes indícios de que havia indivíduos nascidos no Brasil que entraram na maçonaria quando estavam na Europa, sobretudo em Portugal. Comprovadamente, porém, a primeira loja maçônica passou a funcionar no Brasil em  1801, no Rio de Janeiro, e foi chamada Reunião, de acordo com testemunho de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838). Teria sido fundada por um misterioso “cavalheiro Laurent”, vindo da França para esse fim.

Registra-se em 1809 a criação de um Grande Oriente ou Governo Supremo, em Salvador (BA), agrupando lojas maçônicas cariocas, baianas e pernambucanas. Do mesmo modo, existiram várias  agremiações maçônicas no movimento separatista e republicano que eclodiu, em 1817, na forma de luta armada em Pernambuco. Alagoas, Paraíba e Ceará. Mas não havia em nenhuma dessas agremiações ligações explícitas com um projeto de independência de todo o território brasileiro.

É somente em 24 de junho de 1822 que surge o Grande Oriente do Brasil (GOB), no Rio de Janeiro, cujo primeiro grão-mestre foi José Bonifácio. É exagero afirmar que a independência brasileira foi obra da maçonaria.É preciso reconhecer, porém que a agremiação foi um importante espaço de aglutinação política de setores das elites que permitiu a separação de Portugal, ao lado de outros espaços, indivíduos e grupos não maçônicos. Por exemplo, foram enviados emissários maçons para articular a adesão de outras províncias  à independência.

Já a passagem do imperador D. Pedro I (1798-1834) pela maçonaria foi meteórica e fulminante. Durou pouco mais de dois meses, ao fim dos quais o monarca proibiu as atividades da fraternidade no país e mandou prender vários dos que chamava de “irmãos”.

Essa história é curiosa. Em 2 de agosto de 1822, D. Pedro foi acolhido no grau mais elementar, como iniciante. Na sessão seguinte, três dias depois, foi elevado a mestre. E a 4 de outubro atingiu o grau máximo na hierarquia da Perfeição Universal, chegando a grão-mestre do GOB. Ficou nessa posição apenas 17 dias, quando usando seu apelido maçônico (Guatimozim, em homenagem ao “imperador” asteca), interditou os trabalhos da agremiação que o ajudara a chegar ao poder e proclamar a independência.

fonte: revista História Viva. por Marco Morel.

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: Presidentes do Brasil Maçons

Presidentes do Brasil Maçons

Twit This! |

Entre os 12 presidentes da Primeira República (1889-1930), oito foram maçons:

  • Deodoro da Fonseca
  • Prudente de Moraes,
  • Campos Salles
  • Rodrigues Alves
  • Nilo Peçanha
  • Hermes da Fonseca
  • Wenceslau Brás
  • Washington Luís

A filiação do marechal Floriano Peixoto, o segundo presidente do Brasil, ainda desperta controvérsias. Jânio Quadros (1961) foi o último presidente do país a pertencer à sociedade.

Presidentes Maçons

Presidentes do Brasil Maçons

 

No início de século XX, o poder da maçonaria se deve em grande parte ao fato de ela ser uma das instituições mais organizadas do país na época, com ramificações em todo o território nacional. A extensa malha de lojas espalhadas pelo Brasil funcionava como uma engrenagem que, uma vez acionada, articulava peças localizadas desde a capital federal até os rincões mais distantes da República. Em troca de apoio político aos membros da fraternidade, os “irmãos” tinham as portas da administração pública abertas para o que precisassem. Isso não quer dizer que o Brasil era uma “república maçônica”, diretamente governada pela organização como alguns acreditavam.

O poder da maçonaria, no entanto, entrou em declínio após a Revolução de 1930, que derrubou o regime oligárquico da Primeira República. Getúlio Vargas, passou a perseguir a fraternidade, que perdeu gradualmente sua força. O Brasil ainda ainda teria um último presidente maçom, Jânio Quadros, que foi eleito 1961 e renunciou pouco mais de seis meses depois de assumir o cargo.

fonte: revista História Viva. ano VI n° 71. por Marco Morel.

Assine nosso feed. É Grátis.

A Maçonaria na República Brasileira

Twit This! |

A maçonaria teve atuação intensa durante o período republicano no Brasil desde o começo, em 1889, mas sempre com seus integrantes trafegando em diferentes linhas políticas. Por isso, em alguns momentos, ela esteve presente nos mais altos postos de poder, com nove presidentes da República maçons, por exemplo, e em outros foi reprimida e até temporariamente proibida, como no caso da ditadura do Estado Novo (1937-1945), comandada por Getúlio Vargas.

Curiosamente, foi na era republicana que a organização deixou de ter atuação destacada na cena pública, rompendo uma tradição do Império. Aos poucos a fraternidade se transformou em uma agremiação voltada para a filantropia e a ajuda entre seus pares.Também ampliou o número de filiados e de lojas maçônicas em todo o país.

No apagar das luzes da monarquia, importantes líderes  maçônicos eram republicanos, mas prevalecia a proximidade com o trono de D. Pedro II. Eles se alinhavam ao governo imperial, como João Alfredo de Oliveira, grão-mestre do Grande Oriente do Brasil (GOB) e  chefe do gabinete ministerial que decretou a Lei Áurea (1888), abolindo a escravidão. A maior parte dos chamados “pedreiros livres” , porém, mantinha-se neutra em suas agremiações.

O próprio marechal Deodoro da Fonseca, a quem coube o gesto de proclamar a República, era maçom, e o primeiro ministro do Governo Provisório era todo composto de integrantes da maçonaria:

  • Rui Barbosa                       Fazenda
  • Quintino Bocaiuva             Transportes
  • Demétrio Ribeiro               Agricultura
  • Aristides Lobo                   Interior
  • Benjamim Constant           Guerra
  • Campos Salles                  Justiça
  • Eduardo Wandenkolk         Marinha

fonte: revista História Viva. ano VI n° 71. por Marco Morel.

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: Maçonaria - Sem Dogmas

Maçonaria – Sem Dogmas

Twit This! |

O primeiro olhar que o franco-maçom deve alterar é aquele que ele tem a seu próprio respeito. A abordagem iniciática pode ser resumida pela fórmula de Sócrates, “Conhece-te a ti mesmo”. Mas a frase completa é “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses”.

Para reunir pessoas de religiões e culturas diferentes, os franco-maçons tomaram emprestada de Voltaire a ideia de um Grande Relojoeiro, mas permanecendo fiel à tradição de construtor – a expressão franc-maçom quer dizer “pedreiro livre”, em francês. Daí a concepção do Grande Arquiteto do Universo, traduzida pelo princípio que não se opõe nem aos deuses das religiões nem ao materialismo científico.

Na maçonaria não há doutrina nem dogma, o que permite a todos, crentes, ateus ou agnósticos, compartilhar uma concepção de mundo. O Grande Arquiteto do Universo é representado pelo triângulo no centro do qual se localiza um olho, o olho da consciência, o Princípio Criador. É o olho que tudo vê, que protege ou julga, dependendo do caso. Esse símbolo já podia ser visto antes do surgimento da maçonaria, como representação divina nas pinturas pré-renascentistas e na antiga arte egípcia – no caso, aludindo a Hórus, filho de Ísis e Osíris.

O mais conhecido dos símbolos maçônicos, o esquadro e o compasso associados, apareceu em 1725. O esquadro remete à terra, ao número quatro e ao quadrado. O compasso alude ao céu, à unidade e ao círculo. Combinados, encontra-se a matéria (esquadro) e o espírito (compasso) indissociavelmente ligados.

 

esquadro e compasso maçom

Frequentemente se critica certo caráter “secreto” da maçonaria, a esconder talvez boa dose de perigo. Percepção errada. Desde a criação da primeira grande loja maçônica, em 1717, em Londres, começaram a circular textos detalhando seus ritos. O conhecimento verdadeiro, porém, está inscrito na vivência de cada maçom e é dificilmente transmissível.

Iniciado em 1750, Casanova exprimia com perfeição a ideia: “O segredo da franco-maçonaria é inviolável por sua própria natureza, já que o maçom que o conhece só o conhece por tê-lo adivinhado. Ele não o aprendeu de ninguém ele o descobriu à força de ir à loja, de observar, raciocinar e deduzir”

Philippe Benhamou

fonte: revista História Viva. Ano VI. n° 71

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

Mais símbolos maçônicos

Twit This! |

As imagens não contém mistérios nem magia: são utilizadas para fazer a mente trabalhar. Nada é sagrado nem há culto de adoração aos elementos.  Você jamais verá um irmão curvar-se  diante do que quer que seja.

Cada um deve se apropriar dos signos maçônicos e procurar em sua própria vida o que eles representam e acrescentam. Assim,  o esquadro, símbolo de retidão, provoca a reflexão sobre o que se pode construir com probidade. Os elementos são utilizados para designar os conceitos complexos de modo simples.

Aqui entramos no mundo do imaginário, no qual a razão desaparece. A esse respeito, os maçons costumam dizer que não sabem  nem ler nem escrever, pois as coisas do imaginário não se prestam à linguagem escrita ou falada. Eles reabilitam o pensamento simbólico e o colocam no mesmo plano que o pensamento racional. Isso requer um aprendizado lento e rigoroso.  

Veja mais alguns símbolos da maçonaria:

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   acacia

Acácia

Árvore de muitas espécies, disseminada no Egito, Arábia e Palestina. A Acácia era a árvore que fornecia sua madeira aos povos hebreus, a sagrada e aromática madeira Shittim ou Sitim (Êxodo 30;24 e Ese 27;220). Foi muito empregada na construção do Tabernáculo. Planta consagrada nas cerimônias, Graus e Espírito da maçonaria, como símbolo da inocência, iniciação e imortalidade da alma. Na lenda do 3º grau, o ramo de acácia indica o lugar onde os três companheiros homicidas haviam ocultado o corpo do Mestre Hiram, por eles assassinado no Templo de Salomão. Símbolo de imortalidade nos emblemas maçônicos . O famoso Diploma da Acácia é conferido ao maçom assíduo.

colunas maçonColunas

Na Maçonaria usa-se as Colunas de origem grega, a Jônica que corresponde ao Venerável Mestre da Loja a qual significa sabedoria. A Dórica que corresponde ao Primeiro Vigilante e que representa a força. Por último, a Coríntia que corresponde ao segundo Vigilante e representa a beleza. 
Na porta do Templo são colocadas duas Colunas efetivas que são chamadas Boaz ou Booz e Jachim. A primeira, Boaz, se localiza à esquerda e a segunda Jachim à direita da entrada do Templo. As duas combinadas representam “Deus se estabelecerá em força” ou “como fortaleza”.

 

delta luminoso (1)  Delta Luminoso

O triângulo é a figura geométrica que dá origem à pirâmide e ambos são parte da simbologia maçônica. Representa a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência. É um triângulo com um olho no centro. Também chamado de Triângulo Fulgurante, representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria e da Providência, que observa tudo que vê e provê.

 

Pavimento Xadrez Pavimento Xadrez ou Pavimento Mosaico

PAVIMENTO XADREZ: ornamento do centro das Lojas composto de ladrilhos brancos e pretos. Simbolizam seres animados e inanimados que decoram e ornamentam a criação, bem como o enlace do espírito e matéria, dá vida e forma por toda a parte, a união dos maçons do globo, apesar de suas diferentes cores climas e opiniões particulares. Representa também o dualismo. Oposição de diversos contrários,  o bem e o mal, espírito e corpo, luz e trevas. Somente o oficiante poderá pisar o Pavimento Mosaico na abertura e no encerramento dos trabalhos.

 

espada  maçomEspada

Acessório muito usado nas cerimônias maçônicas, geralmente como símbolo do poder e autoridade, e emblema dissipador das trevas e da ignorância. Nas reuniões de banquetes ritualísticos, é o nome que se dá à faca. É usada como jóia do Primeiro Experto, Cobridor Interno e Externo.

 

Pedra CúbicaPedra Cúbica

Depois da pedra desbastada pelo Aprendiz, o Companheiro, com o auxílio do esquadro, nível e prumo, torna-a a polida em forma cúbica. Desde os velhos tempos o cubo perfeito simboliza os seres angelicais, a alga de configuração emotiva e harmoniosa. Isso significa a evolução do Companheiro até chegar ao estágio de Mestre.

 

G. símbolo maçomLetra G

Sétima letra do alfabeto maçônico. Chama-se gimel em hebreu. Em geral significa Geometria, Geração Glória, Grande, Grão. No grau de Companheiro é o emblema misterioso que lhe conduz os passos e naturalmente alude a Geômetra (Deus)

Romã

Romã

Emblemas que coroam as colunas J e B dos templos e cujos grãos significam prosperidade e solidariedade da família maçônica.

 

fogo5 Fogo

O mais sutil, ativo e puro dos quatro elementos terráqueos (terra, ar, água e fogo) é o princípio animador, masculino em oposição à água, e fonte de energia. Nas Lojas Maçônicas mantém-se aceso sob a Estrela Flamígera, onde o Primeiro Diácono leva a luz aos seus Irmãos. 
O fogo sagrado jamais deverá ser soprado, para não ser poluído pelo hálito humano, segundo a antiga tradição persa.

Esses são mais alguns símbolos da maçonaria.

fonte: revista História Viva. ano VI. nº 71. www.brasilmacom.com.br

Technorati Marcas: ,

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também:Símbolos Maçons

Símbolos Maçons

Twit This! |

Os maçons foram buscar em fontes distintas os elementos que sinalizam e sintetizam seu mundo particular.

Pesquisar o significado dos símbolos maçons é o cerne do desenvolvimento iniciático. Essa busca começa no dia da iniciação. Não existem maçons que sabem e maçons que ainda não sabem, só existem os que ainda buscam.

O que significam, afinal tantos símbolos? A resposta é: “Se você quer saber, torne-se um deles e descubra por si mesmo”.

O objetivo da fraternidade é permitir que o homem “construa” a si próprio nos planos intelectual, moral e espiritual. Por isso, as ferramentas inspiradas no mundo da construção são importantes se entendidas no nível simbólico.

Os ritos, por sua vez, não podem ser resumidos a dicionários para ser compreendidos. O que eles propõem são pistas de reflexão. Os iniciados vão explorá-las sozinhos ou em grupos.

A evolução de um maçon é orgnizada em graus. Cada grau corresponde a um conjunto de símbolos, e há mais  de 90 diferentes originários dos ofícios ligados à construção civil:

Malho  

malho O malho é uma espécie de martelo de ferro ou pau, ele é usado para se bater  o ferro em brasa ba bigorna. Na maçonaria representa  a ferramenta de trabalho do Aprendiz, para alegoricamente, desbastar a pedra ou educar a agreste e inculta personalidade para uma vida ou obra superior. O malho simboliza a vontade, energia, decisão, o aspecto ativo da consciência, necessário para vencer e superar os obstáculos.

        Cinzel          

cinzelO cinzel é um instrumento cortante em uma das extremidades e é usado especialmente por escultores e gravadores. Para os maçons representa o intelecto e sugere o trabalho inteligente. Instrumento do grau de Aprendiz. Simbolicamente, serve para desbastar a pedra bruta da personalidade.

 

Compasso

 

compasso2

Instrumento com que se descrevem curvas que tem todos os pontos equidistantes de um centro. A Maçonaria adota o Compasso como um de seus grandes símbolos e o coloca sobre o Altar da Loja enlaçado com o Esquadro para simbolizar a Macrocosmo, e a Bíblia para significar a sabedoria que ilumina e dirige tanto o Macrocosmo como o Microcosmo (neste particular o maçom). Como instrumento simbólico, é emblema de medida e justiça.

 

Esquadro

 

esquadro

Na contrução civil: Instrumento para medir ângulos retos e tirar linhas perpendiculares e paralelas.

Maçonaria: Um dos símbolos mais usados, que, junto ao compasso, representa o emblema mais conhecido dos maçons. Simboliza a Equidade, Justiça e Retidão, e constitui a jóia do cargo de venerável Mestre, porque este deve ser o maçom mais reto e justo da Loja. 
Em conjugação com o compasso, que representa Deus, ou o Eu Superior, para o qual deve o iniciado dirigir constantemente suas aspirações, o esquadro substitui o quadrado para representar o mundo, ou o eu inferior com seus desejos e paixões subjugadas e dominadas, e recorda ao maçom que deve buscar unir-se à sua fonte de origem e desprender-se das ilusões terrenas.

 

Avental

 

avental maçon

É a peça mais importante na Maçonaria. Distintivo indispensável do trabalho. É o único que dá ao maçom o direito de entrar nos Templos e participar das reuniões. Sua forma e cores variam de acordo com os graus e Ritos, mas seu significado místico é o mesmo. O Avental Branco, sem adornos, do 1º grau, indica a pureza da alma, que se supõe tê-la alcançado neste grau.
O azul celeste está associado com a dedicação espiritual. Nos graus 1 e 2 não aparecem nenhum metal, pois o maçom esteve, teoricamente, se despindo de todos os metais e transmutando-os em riquezas espirituais
Azul: Cor da Safira que simboliza a piedade, o equilibrio, a lealdade e a sabedoria. Cor que figura nos graus 3, 4 e 14 do Rito Escocês Antigo e Aceito. É a cor celeste que caracteriza as Lojas Simbólicas e os maçons dos três primeiros graus.

 

Luvas

 

Tem sido usado pelos maçons como marca de distinção e pureza. Depois de sua recepção, o Aprendiz recebe dois pares de luvas brancas, dos quais um se destina a ele e o outro “à dama que mais ele amasse”. A Luva branca recebida no dia de sua iniciação, tem como objetivo lembrar os compromissos assumidos pelo maçom.

 

Nível

 

nivel

É a jóia móvel usada pelo Primeiro Vigilante das Lojas Maçônicas simbólicas ou azuis. Representa a igualdade  e está em relação com o enxôfre e a coluna Jachim.

 

Prumo

 

Fio de Prumo

indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem pela afeição.

 

Trolha ou Colher de Pedreiro

 

trola ou colher de pedreiro

A trolha ou colher de pedreiro é adotada pela Maçonaria como instrumento simbólico com a qual se aplica a argamassa humana destinada a realizar a unidade. Tal qual o pedreiro cimenta as várias pedras para formar um todo que é o edifício.

 

Régua

regua

A régua é o símbolo da Retidão. Representa a boa administração do tempo que deve ser divido no auto conhecimento, meditação, estudo e repouso.

 

Esses são os símbolos ligados à construção civil, existem outros, veremos num próximo post.

fonte: revista História Viva. ano VI. nº 71

 

Technorati Marcas: ,

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: Signos nas notas verdes

Signos nas notas verdes

Twit This! |

O dólar foi emitido pela primeira vez em 1789, pelo Banco Federal de Atlanta, e adotado como unidade monetária pelos Estados Unidos em 6 de julho de 1793. A nota de US$1, atualmente em uso, surgiu em 1935, no governo de Franklin Roosevelt.

O simbolismo maçônico está presente no dinheiro. No verso da nota, à esquerda há uma pirâmide, em cuja base está gravada a data da independência dos Estados Unidos, 1776, em algarismos romanos. A pirâmide é encimada pelo delta grego, irradiando o símbolo maçônico do Grande Arquiteto do Universo (GADU). Há dois lemas em latim: abaixo, Novus ordo deculorum (Nova ordem dos séculos), e, no alto, Annuit coeptis (Sê favorável ao empreendedorismo) – o princípio da liberdade de iniciativa.

nota de 1 dolar 

À direita do verso, existe a águia da liberdade, que traz no bico um lema sinárquico de 13 letras: E pluribus unum (Um em tudo). Uma nuvem de 13 estrelas simboliza as ex-colônias americanas, dispostas no formato do Selo de Salomão que, para os pais fundadores, foi um poderoso símbolo, com efeito de talismã. Na garra direita da águia, há um ramo de oliveira com 13 folhas e 13 frutos; na garra esquerda, 13 flechas: são os símbolos da paz e da guerra.

Na frente da nota encontra-se, no centro, George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos e maçom. De cada lado da efígie e como borda, figura um ramo de acácia, símbolo da imortalidade e sinal de reconhecimento utilizado pelos maçons.

fonte: Revista História Viva. ano VI. texto de Madeleine Du Chatnet.

Technorati Marcas: ,,,,

Assine nosso feed. É Grátis.

Washington, a capital da maçonaria

Twit This! |

Existe uma teoria conspiratória que diz que a capital dos Estados Unidos, Washington, foi planejada segundo princípios maçônicos. De acordo com essa formulação, na disposição das ruas e prédios da cidade seria possível identificar o desenho de símbolos utilizados da sociedade secreta, como o esquadro,  o compasso e o pentagrama. A teoria se baseia no fato de o primeiro presidente americano, George Washington, ter sido maçom e ter contratado para projetar a cidade um arquiteto e engenheiro francês chamado Pierre L’Enfant, que supostamente também seria membro da organização. Para os defensores dessa tese, os presumíveis símbolos impressos no traçado da cidade seriam uma prova  da influência secreta exercida pela maçonaria sobre o governo dos EUA desde a fundação do país, no século XVII.

 

Casa do Templo Casa do Templo

 A sede do Rito da Maçonaria é a única construção comprovadamente ligada à fraternidade que faz parte do roteiro da Washington maçônica. Adeptos da teoria conspiratória observam que o templo se situa sobre a Casa Branca no mapa da cidade, em uma linha reta. Esse seria mais um indício da ascendência da maçonaria sobre o governo americano.

 

Casa Branca 

Casa Branca

Segundo a teoria conspiratória, a residência do presidente dos EUA é o ponto onde  dois símbolos maçônicos se enconttram em Washington. A Casa Branca seria, ao mesmo tempo, a ponta de uma das pernas do compasso que parte do Capitólio e a ponta de um pentagrama invertido formado pelo traço das ruas ao norte do prédio Esse pentagrama seria uma prova da influência não só  da maçonaria mas também do ocultismo no planejamento da cidade.

 

Monumento a Washington Monumento à Washington

O grando obelisco que domina paisagem de Washington não faria parte do traçado maçônico da cidade, mas seria, ele mesmo, um símbolo instalado pela sociedade secreta no coração dos Estados Unidos. A fraternidade atribui alta carga simbólica ao obelisco, e a pedra fundamental do monumento foi colocada por um grupo de maçons na primavera de 1848.

 

Memorial de JefersonMemorial de Jefferson 

 O monumento em homenagem ao terceiro presidente americano Thomas Jefferson, foi construído entre 1939 e 1942. Segundo a teoria da Washington maçônica, ele seria a ponta da outra perna do compasso, que começaria no Capitólio. De acordo com essa ideia, tal perna seria interceptada por um dos segmentos do esquadro formado pelo prolongamento imaginário das avenidas Washington e Louisiana.

 

Capitólio - Washington  Capitólio – Wasshington. EUA

 

O Congresso dos Estados Unidos seria o coração da Washington maçônica, por sua localização e história. Em 18 de setembro de 1793, o próprio George Washington, vestido com os trajes de “pedreiro livre”, assentou a pedra fundamental do edifício. Segundo a teoria conspiratória, o prédio corresponderia à cabeça de um compasso cujas pernas se estenderiam até a Casa Branca e o Memorial de Jefferson.

Veja Pentagrama:

Pentagrama da Washington Maçônica Pentagrama

 fonte: revista História Viva. ano VI. nº 71 

Technorati Marcas: ,

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: Maçonaria na América

Maçonaria na América

Twit This! |

O processo de independência dos Estados Unidos foi apoiado e influenciado por maçons europeus. A esmagadora maioria dos presidentes pertenceu à fraternidade e se guiou por seus signos e valores.

 

O primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, era uma maçom. Ele emprestou seu nome à capital do país, justamente onde se encontram hoje as principais "pegadas" das convicções de ideais que embalaram sua vida política.

A ascensão de Washington ao poder máximo do recém-criado país faz supor que a organização em que ele militava estava profundamente envolvida no processo de independência das então colônias inglesas. E ainda que a França vivesse às turras com a Inglaterra no século XVIII, tinha grande interesse em infiltrar seus influentes franco-maçons no movimento norte-americano de emancipação política e territorial.

Tudo isso é pertinente, e não faltam pesquisadores a endossar tais teorias sobre o poder da maçonaria no processo revolucionário americano. O que talvez ainda não tenha sido totalmente desvendado é o papel exato dos maçons no eposódio.

É tentador acreditar na hipótese de uma guerra inspirada e desejada pelas lojas maçônicas da velha Europa. Nesse caso, a Declaração de Independência de 1776 seria a consagração de um ideal maçônico apoiado pela aristocracia francesa, com base nas idéias da filosofia das Luzes. Tudo muito puro e muito lógico.

Porém, a realidade pode ter sido mais complexa. É imperativo colocar nessa conta que, no fim do século XVIII, o futuro daquilo que viria a ser os Estados Unidos era decidido mais no interior das antecâmaras tradicionais do poder, em Londres e Paris, do que nas oficinas maçônicas francesas.

O que levou a França a apoiar os insurretos americanos foram considerações de ordem puramente política, que passavam ao largo da maçonaria. Um tratado assinado em 1763 tirava da França o Canadá  e a bacia do Mississippi, que passavam às mãos da Inglaterra. Alijada no Novo Mundo, a França só almejava conseguir sua revanche contra os ingleses.

    • Alijar: Jogar ao mar (a carga) para que se alivie o navio, desembaraçar-se de.

fonte: Revista História Viva. ano VI. nº 71.Maçonaria, nas sombras do poder. texto. Madeleine du Chatenet.

Assine nosso feed. Obrigado pela visita e volte sempre!

Leia Também: Idioma Maçônico

Idioma Maçônico

Twit This! |

Há quem diga que a maçonaria é discreta, mas não secreta. Ao longo da construção dessa organização, porém foi feito grande esforço para diferenciar a linguagem dos iniciados da usada pelas pessoas comuns – uma forma clássica de manter um círculo social fechado ou até mesmo clandestino. Veja abaixo a linguagem utilizada no interior da fraternidade.

  • Acácia: árvore que simboliza a imortalidade.
  • Acender dos fogos: cermônia de instalação de uma nova loja.
  • Aclamação: fórmula proferida em uníssono pelos irmãos.
  • Acolada: cerimônia e saudação usadas na admissão de um maçon ou na concessão de um novo grau.
  • Acolhida: outro nome para a iniciação.
  • Altar dos juramentos: plataforma sobre a qual são dispostas as “três grandes luzes”: a lei sagrada  (em gral, a Bíblia, o esquadro e o compasso.
  • Calendário Maçônico: calcula simbolicamente os anos passados desde a origem do mundo; basta adicionar 4 mil anos ao ano em curso.
  • Canhão: copo. Em um banquete ritual, “carregam-se os canhões”, ou seja, servem-se as bebidas.
  • Cadeia de União: os irmãos retiram as luvas e seguram as mãos uns dos outros para formar um círculo, símbolo de coesão da loja e da troca de energia.
  • Cinzel: ferramenta em forma de lâmina que o aprendiz recebe para lapidar simbolicamente o próprio intelecto.
  • Coluna de Harmonia: música de acompanhamento das cerimônias.
  • Colunas: são duas, Boaz e Jachim. Tem uma simbologia rica – vida e morte, aprendizes e mestres, passivo e ativo.
  • Convento: assembleia legislativa anual de maçons, representando o conjunto de lojas, para votar linhas diretoras do ano seguinte.
  • Cordão: fita que envolve o dorso, indo de um ombro ao quadril oposto. Reservado ao grão-mestre.
  • Filiação: admissão em uma loja de um irmão vindo de outra.
  • Franco-Maçon: literalmente “pedreiro livre” em francês. Pode significar ainda “filho da luz”.
  • Grão-Mestre: presidente do poder executivo da obediência.
  • Grau: nível na hierarquia – os mais altos são os superiores ao terceiro grau.
  • Idade Maçônica: idade simbólica atribuída aos maçons. Vai de três a 500 anos.
  • Livro de Arquitetura: volume das atas das sessões.
  • Loja: local ritualmente preparado para a reunião dos franco-maçons. Também chamda de oficina.
  • Luvas: obrigatórias nos encontros. São brancas para indicar que quem as usa é inocente do assassinato de mestre Hiram, construtor do Templo de Salomão.
  • Malho: martelo de madeira, símbolo da vontade e do comando do homem, capazes de transformar a matéria.
  • Mestre: terceiro grau da franco-maçonaria.
  • Obediência: conjunto de lojas que decidem se subordinar a um mesmo comando ou unidade admistrativa, como Grande Loja, Grande Oriente e Ordem.
  • Quadrilongo: forma simbólica da loja maçônica, correspondendo a um retângulo formado por dois quadrados justapostos.
  • Toque: sinal de reconhecimento. O mais famoso se faz no aperto de mão.
  • Oriente: o Leste, fonte de luz e de vida. Para um maçon, passar ao Oriente significa morrer.
  • Pedra: simboliza o ser humano. O aprendiz trabalha para esculpir a pedra bruta.
  • Rito: organização dos graus e seus respectivos rituais; há várias centenas deles; os mais conhecidos são o “rito escocês antigo e aceito”, o “rito escocês retificado”, o “rito de York” e o “rito francês”.
  • Sono: o adormecer de um irmão ou de uma loja significa que eles interrompem provisóriamente sua atividade. 
  • Templo: sinônimo de loja; referência ao simbolismo do Templo de Salomão.
  • Tronco da viúva: tronco que circula ao fim dos trabalhos, no qual os irmãos depositam seu óbolo (contribuição).
  • Venerável: presidente eleito da loja. Em princípio, não se pode ser venerável por mais de três anos seguidos.

 

fonte: revista História Viva. Ano VI. nº 71. texto. Philippe Benhamou.

Technorati Marcas:

Assine nosso feed. É Grátis. Obrigado pela visita e volte sempre!

Leia Também:  Maçonaria (Parte I)

Maçons, Revolucionários “Da Boca Pra Fora”

Twit This! |

Ao contrário do que defendiam os adeptos do complô contra a monarquia e a Igreja, depois de 1789 a franco-maçonaria chegou a ser qualificada como uma espécie de guardiã dos valores culturais do Antigo Regime. A maioria dos aristocratas maçons, mesmo esclarecidos, não deixava de se agarrar a seus privilégios.

O duque de Orléans, Philippe Egalité, ex-grão-mestre do Grande Oriente, foi guilhotinado em 6 de novembro de 1793. A partir de 1792, as lojas se recolheram, e foi preciso esperar a queda de Robespierre, em março de 1794, para que elas retomassem progressivamente as atividades. Tudo isso mostra que, ao passar pelo crivo da verificação histórica, a tese do abade Barrruel não se sustenta.

Alguns dos Maçons mais Famosos da História

Ludwig Van Beethoven (1770-1827): Compositor e pianista alemão, considerado um dos maiores gênios da música clássica de todos os tempos

 

 

Giuseppe Garibaldi (1807-1882): Um dos principais líderes do movimento pela unificação da Itália e herói da Independência do Uruguai.

Maria Antonieta (1755-1793): Arquiduquesa da Áustria e esposa de Luís XVI, foi  guilhotinada durante a Revolução Francesa

 

Dennis Diderot (1713-1784) – Filósofo francês do século XVIII, Um dos expoentes do Iluminismo, foi editor-chefe da primeira enciclopédia.

Voltaire (1694-1778) – Filósofo e escritor iluminista, ficou famoso na França do século XVIII por suas ferozes críticas à Igreja.

Luís XVI (1754-1793) – Último monarca do Antigo regime na França, foi executado na guilhotina pelos revolucionários jacobinos em 1793.

Marquês de Sade (1740-1814) – Escritor francês que revolucinou a literatura dos séculos XVIII e XIX com seus escritos eróticos e libertino.

Oscar Wilde (1854-1900) – Escritor, poeta e dramaturgo irlandês, foi um dos expoentes da literatura britânica durante o período vitoriano.

E muitos outros.

fonte: revista História Viva. ano VI, nº 71. texto.Philippe Benhamou. Dossiê Maçonaria e Poder

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis. Obrigado pela visita e volte sempre!

Os Franco-Maçons - Origens

Twit This! |

Uma das sociedades secretas de que mais se falou na face da Terra foi a Franco-Maçonaria.

Chamar a franco-maçonaria de sociedade secreta é provavelmente um  tanto inadequado, desde que membros da associação declararam que o grupo não é mais tanto uma sociedade secreta, mas sim uma sociedade que mantém alguns segredos. Muitos dos ex-membros maçons já publicaram artigos sobre os rituais franco-maçons, que é espantoso que qualquer de seus mistérios sejam abandonados.

As origens da franco-maçonaria são inteiramente obscuras. Existem muitas hipóteses em relação à sua formação.

Pelo menos três das explicações são as mais prováveis.

  1. Os primeiros maçons, ou pedreiros (em francês maçon, quer dizer pedreiro), foram, de modo geral homens livres. Em determinada época, as várias habilidades do ofício representavam um prêmio por causa da grande quantidade de igrejas, castelos e catedrais que estavam sendo construídos. Pedreiros e outros artesãos, ao contrário de servos e lavradores, tinham liberdade de ir e vir, porque eram competentes no negócio da construção e podiam viajar e encontrar trabalho à vontade. A partir de então se tornaram conhecidos como “pedreiros livres”, ou franco-maçons”.
  2. Eles trabalhavam em pedra de cantaria (um tipo de pedreira livre) e eram, “pedreiros de cantaria”, que evoluiu para “pedreiros livres”.
  3. A última e mais provável explicação vem do termo francês franc-macon, ou pedreiro livre, trabalhador a quem uma igreja concedeu um contrato para trabalhar na sua propriedade, sendo, portanto, “livre” de taxação ou regulação pelo rei ou pela municipalidade local.

Uma das principais tradições franco-maçônicas surgiu quando os maçons livres se reuniam para construir um edifício grande. Primeiro eles construíam um “alojamento” para abrigar-se e alimentar-se enquanto completavam a empreitada, podiam ser alojamentos temporários, para poucos meses de trabalho ou permanentes para muitos anos de trabalho. Essas estruturas evoluíram para as lojas maçônicas dos dias modernos, são os centros dirigentes dos franco-maçons.

fonte: Browne, Sylvia. Sociedades Secretas. e como elas afetam nossas vidas hoje.

Assine nosso feed. É Grátis. Obrigado pela visita e volte sempre!

Maçonaria (Parte II)

Twit This! |

A Lenda do Complô Maçônico

Apesar de toda a criatividade do abade Augustin Barruel, ele não foi o pai da ideia do complô que desencadearia a Revolução Francesa. Em 1791, outro abade, de nome Lefranc, tentava provar que o objetivo da maçonaria era derrubar o trono e o altar em um livro chamado: Retirando o veu para os curiosos ou O Segredo da Revolução revelado com a ajuda da franco-maçonaria. Mesmo sem fornecer nenhuma prova para sustentar a tese do complô, o livro de Lefranc expõe com precisão como os maçons e os filósofos iluministas tinham “mudado os costumes da França”.

A terceira obra célebre que difundiu o tal complô foi publicada em 1796 por Charles-Louis Cadet de Gassicourt, filho bastardo de Luís XV, com um título interminável: A tumba de Jacques Molay ou História secreta resumida dos iniciados antigos e modernos, Templários, franco-maçons, Illuminati. No livro, Charles-Louis defendia a tese de que os maçons, herdeiros dos Templários, tinham voltado à Escócia para desencadear a Revolução Francesa! Mais uma vez, nada de provas.

A primeira refutação séria da ideia da conspiração maçônica foi elaborada em 1801 pelo prefeito de uma cidade da região de Ille-et-Vilaine, na França, chamado Jean Joseph Mounier. Em seu livro, Sobre a influência atribuída aos folósofos, maçons e Illuminati na Revolução na França, ele contesta ponto por ponto os argumentos de Barruel.

Mounier demonstra que, se os franco-maçons contribuíram efetivamente para a difusão de ideais que alimentaram os revolucionários, não existe nenhuma prova de que eles tenham organizado um complô. Na verdade, o autor explica que as lojas maçônicas eram pouco organizadas na época. Talvez fossem revolucionárias em suas crenças, mas eram muito pouco articuladas no plano de ação concreta e, além disso, movidas por concepções filosóficas extremamente variadas entre si.

De fato, a diversidade no interior da maçonaria francesa era enorme no fim do século XVIII. A sociedade secreta havia chegado ao país graças aos viajantes e negociantes vindos da Grã-Bretanha, berço da organização. A primeira loja maçônica foi instalada na cidade de Dunquerque, em 1721, e em meados do século XVIII a França já contava com cerca de 200 lojas, 22 apenas em Paris. Na aurora da Revolução, elas eram cerca de mil, e seus membros giravam em torno da casa dos 30 mil.

Os maçons daquela época, eram essencialmente burgueses, aristocratas, militares e, surpreendentemente, eclesiásticos. A maçonaria fez grande sucesso na França, pois as aspirações da sociedade estavam em sintonia com as da fraternidade: reação contra o despotismo real, desejo de liberdade, gosto pelas ciências e pela ffilosofia e curiosidade pela Inglaterra, país de origem da organização.

Foram sobretudo as ideias defendidas pelo Iluminismo, a liberdade de expressão e uma relativa tolerância religiosa que atraíam as pessoas às lojas. Como escreveu Daniel Mornet em As origens intelectuais da Revolução Francesa, publicado em 1933, “os franco-maçons não eram revolucionários de coração, o eram apenas da boca pra fora, acostumando-se às fórmulas com as quais a Revolução transformou a realidade.

fonte: revista História Viva.ano VI. nº 71.Texto Philippe Benhamou.

Assine nosso feed. É Grátis. Obrigado pela visita e volte sempre!

Maçonaria (Parte I)

Twit This! |

A lenda do complô Maçônico

Não há dúvida de que a Revolução Francesa foi deflagrada em nome dos valores defendidos pelos maçons no fim do século XVIII. A luta contra o despotismo real e a defesa da liberdade eram temas recorrentes nas lojas francesas da época. Há, no entanto, quem acredite que o levante de 1789 teria sido a primeira etapa de um complô mundial orquestrado pelos maçons para destruir todas as religiões. Inúmeros historiadores já demonstraram quão absurda é essa teoria, mas até hoje ela sobrevive entre os amantes de teorias da conspiração.

É interessante acompanhar a história dessa rese. Tudo começou depois da execução de Luís XVI em 1793, quando um livro intitulado Mémoires pour servir l’histoire du Jacobinisme (Memórias a serviço da história do jacobinismo) foi discretamente introduzido na França, vindo de Londres. Segundo o autor da obra, o abade Augustin Barruel, a franco-maçonaria havia organizado um vasto complô contra a monarquia e a Igreja que teria culminado com a revolução Francesa.

Nascido em 1741, Augustin Barruel estudou com os jesuítas e posteriormente se tornou padre. Depois da revolução, foi obrigado a fugir para a Inglaterra. Lá, foi acolhido por um político e advogado londrino. Edmund Burke, que em 1790 publicou um importante estudo sobre as transformações políticas no país vizinho intitulado Reflections on the Revolution in France (Reflexões sobre a revolução Francesa.

Assim, foi de Londres que Barruel escreveu suas Memórias a serviço da história de jacobinismo. Um trecho desse livro resume bem a visão do abade: “Nessa Revolução Francesa tudo foi previsto, meditado, combinado, decidido, estabelecido – até os mais espantosos crimes: tudo foi resultado da mais profunda maldade, pois tudo foi preparado dirigido por homens que tinham como único objetivo as conspirações ha muito urdidas em sociedades secretas, e que espreitaram e souberam esperar pelo momento propício para o complô.

O abade ainda explica que membros de outra sociedade secreta, os Iluminati da Bavária, teriam se infiltrado na maçonaria francesa. Dessa fusão teria nascido uma organização ainda mais secreta, reservada à elite da elite, e no seio dessa “supermaçonaria”, é que a Revolução Francesa havia sido cuidadosamente preparada. Barruel chega a descrever o complô em detalhes. Segundo ele, em 1785 um emissário partiu da Bavária levando às lojas parisienses o plano secreto para desencadear a Revolução.

continua no próximo post…

fonte: revista História Viva. Ano VI. nº 71. texto Philippe Benhamou. Dossiê Maçonaria e Poder.

Assine nosso feed. É Grátis. Obrigado pela visita e volte sempre!

Leia Também: A Grande Revolução Francesa - Cronologia

 

©2009 HISTOBLOG - História Geral | Template Blue by TNB