.bookmark{ padding:0px; margin-top:15px; background:#ddd; } .bookmark a:hover { position: relative; top: 1px; left: 1px; } .bookmark img { border: 0; padding:0px; margin-top:15px; } -->

Tamanho da Letra

-A - +A
Mostrando postagens com marcador Mercantilismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercantilismo. Mostrar todas as postagens

O metalismo

Twit This! |

As práticas mercantilistas vigoraram até o século XVIII, quando surgiram seus primeiros críticos, chamados fisiocratas e considerados os primeiros economistas. Para os fisiocratas, a terra era a única fonte de riqueza e, em vez do acúmulo de metais preciosos, a riqueza de um país vinha de sua produção agrícola. Eles defendiam o fim do monopólio comercial e a liberdade do comércio entre todos os países.

texto de Jean-Baptiste Colbert, século XVIII
[…] somente a abundância de prata num Estado faz a diferença de sua grandeza e de seu poder.
[…] saem todos os anos do reino, em gêneros de sua produção, necessários ao consumo dos países estrangeiros, cerca de 12 a 18 milhões de libras. Estão aí as minas do nosso reino, para a conservação das quais é preciso trabalhar cuidadosamente.
Os holandeses e outros estrangeiros fazem uma guerra perpétua a estas minas, e fizeram tão bem até o presente que, em lugar de que esta soma deva entrar no reino em prata corrente […], eles [a] […] trazem em  diversas mercadorias, […] de sorte que não entram todos os anos no reino, em [prata] corrente, senão 4,5 a 6 milhões de libras.
[…] quanto mais pudermos suprimir os ganhos que o holandeses obtêm sobre os súditos do rei e o consumo das mercadorias que nos trazem, tanto mais aumentaremos a prata corrente que deve entrar no reino por meio de nossos gêneros necessários, e tanto mais aumentaremos o poder, a grandeza  e a abundância do Estado.

CLÉMENT, p.Lettres, instructions et mémories de Colbert. Paris, 1873, T. II, p. CCLXIX e CCLXX. Apud: DEYEON, Pierre. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973, p. 98-100.

 

O proprietário, o rendeiro e o assalariado

Com os lucros propiciados pelo mercantilismo, muitos comerciantes aplicaram dinheiro na compra de terras, que passaram a administrar diferentemente dos senhores feudais. Em lugar de servos, os novos proprietários empregavam trabalhadores assalariados. Também costumavam arrendar parte da propriedade a rendeiros, pessoas que pagavam uma certa quantia para plantar ou criar animais em suas terras. Alguns rendeiros enriqueciam retirando das terras um valor muito superior ao que pagavam pelo arrendamento.

Rendeiro: pessoa que aluga uma propriedade rural para nela plantar ou criar animais. No Brasil atual, muitas terras são cultivadas por rendeiros, que por aqui também são chamados de meeiros. Essa palavra é utilizada para descrever as pessoas que não dão dinheiro em troca do direito de usar a terra, mas dividem a produção ao meio com seu proprietário. Um estudo publicado em 2003 pelo Banco Mundial afirma que o sistema de arrendamento é fundamental para facilitar o acesso à terra em países pobres.

Protecionismo alfandegário hoje

Ao longo do século XIX, as crenças mercantilistas foram sendo substituídas por outras doutrinas, chamadas liberais. O liberalismo econômico do século XIX defendia o fim do monopólio comercial e do protecionismo alfandegário.

Hoje em dia os governos empregam diferentes artifícios para proteger seus produtos no mercado internacional. Muitas vezes até por meio de práticas consideradas ilegais.

0 PROTECIONISMO ALFANDEGÁRIO

A formação dos trustes e dos cartéis conduziu gradativamente os países industrializados à adoção de políticas protecionistas, com o objetivo de evitar a concorrência, no mercado interno, de grupos semelhantes de outros países, que poderiam oferecer produtos similares a preços mais baixos. Os Estados Unidos, a Alemanha, a França e mais tarde o Japão, que emergiam como potências industriais de primeira ordem estimulando a concorrência no mercado internacional, começaram a erguer barreiras tarifárias aos produtos importados, tornando-os proibitivos em relação aos produzidos localmente.

Os Estados Unidos criaram suas primeiras taxas alfandegárias durante a Guerra Civil (1860-1864); a Rússia, a partir de 1877; a Alemanha, em 1879 e a França, dois anos depois. Apenas a Inglaterra permaneceu defensora do livre comércio, que tão bem servira aos seus interesses de pioneira do processo de industrialização. Mas o crescimento industrial dos demais países, com base no protecionismo, fez com que este fosse discutido dentro da própria Inglaterra.

Com os avanços tecnológicos alcançados, os países industrializados podiam produzir muito mais mercadorias do que conseguiam vender a seus habitantes. Assim, os empresários passaram a buscar novos mercados fora da Europa, onde pudessem vender seus produtos e ampliar seus negócios e seus lucros.

A partir de 1874, sofrendo forte concorrência no mercado internacional, devido ao protecionismo alfandegário adotado pelos demais países industrializados, a Inglaterra enfrentou a primeira crise de superprodução do sistema capitalista, que trouxe consigo estagnação e desemprego, Para enfrentar a concorrência, garantir o fornecimento de matérias primas às suas indústrias e buscar novos investimentos para seus capitais, superando a crise interna, a Inglaterra reiniciou a corrida colonial, conquistando e anexando vastos territórios da Ásia e da África.

fonte:trecho da Apostila:Dos Estados Nacionais à Primeira Guerra Mundial, 1995, CP1-UFMG. Autores: Olga Maria A. Fonseca Coulon e Fábio Costa Pedro

Princípios do mercantilismo

Twit This! |

Com a expansão do comércio, mudou também a forma de lidar com a economia. Os governantes europeus, interessados no enriquecimento de seus países e no fortalecimento do Estado, puseram em prática um conjunto de medidas que mais tarde foi chamado de mercantilismo.

Essa palavra só foi criada no século XVIII, apesar de descrever práticas econômicas que vinham sendo adotadas desde o século XVI. O termo  foi divulgado pelo economista escocês Adam Smith (1723-1790) em seu livro A riqueza das nações (1776). Eram chamadas de mercantilistas as pessoas que acreditavam na importância das reservas de ouro e prata como sinal de riqueza e poder de um país.

As medidas postas em prática pelos mercantilistas fortaleceram os lucros dos comerciantes, que assim, pagavam mais impostos, usados para sustentar o luxo em que viviam o rei e a nobreza. Para favorecer o comércio, os reis incentivaram a construção naval, a produção de manufaturas e implantaram o monopólio comercial.

Considerado a principal característica do mercantilismo, o monopólio comercial estabelecia que as colônias de países europeus na América e na Ásia só podiam vender seus produtos às respectivas metrópoles. Além disso, as colônias estavam proibidas de instalar suas próprias manufaturas sendo obrigadas a comprar de suas metrópoles os artigos manufaturados.

Outra característica do mercantilismo foi o metalismo. Para os mercantilistas, a riqueza de um país era determinada pela quantidade de ouro e prata que o país acumulava. Por isso, foi muito estimulada a busca de metais preciosos nos territórios coloniais. Quando diminui o trabalho para sua obtenção, eles perdem o valor.

Em 1545, os espanhóis descobriram grande quantidade de prata na montanha de Potosí, na atual Bolívia, então colônia espanhola. Por isso, na Espanha do século XVI, possuir muito ouro e prata não significou tanta riqueza assim, pois esses metais passaram a valer menos quando ficou fácil obtê-los nas colônias americanas.

A crença do metalismo estimulou a obtenção de ouro e prata por meio do comércio. Os governos acreditavam que deviam exportar (vender para outros países) para ter uma balança comercial favorável, isto é, um excedente das exportações sobre as importações.

Como o pagamento das transações comerciais era feito em moedas de ouro e prata, se o resultado das exportações fosse maior que os gastos com as importações, a balança comercial seria positiva e o país estaria mais rico, pois teria aumentado suas reservas de ouro e prata.

Para garantir uma balança comercial favorável. os Estados mercantilistas desenvolveram uma política de protecionismo alfandegário, isto é, cobravam impostos altos sobre as mercadorias importadas para torna-las mais caras do que as fabricadas no próprio país. Assim, o governo protegia os produtores internos da concorrência estrangeira e evitava a saída de moedas.

Os mercantilistas eram a favor de populações grandes para suprir o mercado de trabalhadores (mão-de-obra), compradores de mercadorias e soldados. Economizar era uma prática encorajada, pois naquele momento se acreditava que ela favorecia a acumulação de capital.

O mercantilismo esteve relacionado ao desenvolvimento inicial do capitalismo. Apesar disso, foi combatido a partir do século XVIII pelos capitalistas liberais, defensores da idéia de que todo comércio era benéfico ao país e de que o controle do governo atrapalhava a economia.

CARDOSO, Oldimar. coleção Tudo é História.ensino fundamental

Mercantilismo – Cronologia

Twit This! |

Tanto no cinema quanto na música, os piratas são retratados como sujeitos mal-encarados, barbudos e cruéis, que viviam escondidos no Caribe e andavam sempre com um papagaio no ombro. Tanto que no Brasil é comum ouvir a expressão “papagaio de pirata”.

Os piratas realmente existiram e  infestaram o oceano Atlântico e o Caribe nos séculos XVI e XVII a atacavam galeões (antigo navio a vela com quatro mastros usado no transporte de cargas de alto valor) abarrotados de ouro e prata. Sua ação foi conseqüência não prevista da exploração das riquezas da América, do intenso comércio transatlântico por essa época e de uma política que dava muita importância à acumulação de metais preciosos pelas nações européias. Essa política ficou conhecida como mercantilismo

  • 1492 – Os europeus chegam ao continente americano.
  • 1498 – Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para as Índias.
  • 1500 – Os portugueses conquistam as terras que viriam a se tornar o atual Brasil
  • 1533 – Os ingleses estabelecem postos comerciais na costa ocidental da África.
  • 1545  - Os espanhóis descobrem a existência da mina de Potosí, na atual Bolívia.

Na Europa ocidental, durante a Idade Média, a principal fonte de riqueza dos senhores feudais era a exploração do trabalho dos servos. Nessa época, o comércio era pouco praticado e poucas pessoas lucravam com essa atividade. A partir do século XI, entretanto, vários fatores contribuíram para a expansão do comércio, como as Cruzadas, o desenvolvimento de novas técnicas agrícolas e a associação de mercadores em torno de ligas.

Com a chegada dos europeus à América, em 1492, e a descoberta do caminho marítimo para as Índias, em 1498, o comércio alcançou escala mundial. Matérias-primas e mercadorias manufaturadas provenientes da Ásia, África, Europa e América passaram a circular de um lado para o outro do planeta. O transporte dessas mercadorias era feito por mar, em embarcações, ou por terra, no lombo dos animais.

Nesse novo contexto, o comércio passou a ser uma atividade altamente lucrativa. Vários produtos chegavam a ser vendidos na Europa por um preço sessenta vezes mais alto do que aquele pelo qual haviam sido comprados nos países de origem, pois não existiam similares no continente europeu.

CARDOSO, Oldimar. coleção Tudo é História – ensino fundamental.

 

©2009 HISTOBLOG - História Geral | Template Blue by TNB