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Focos de tensão e Crises Internacionais

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Existem vários focos de tensão internacional que contribuíram para o desencadeamento da I Guerra Mundial, dos quais podemos destacar os seguintes:

  • Conflito franco-alemão: devido à questão da Alsácia-Lorena. Essa região, que pertencia à França, fora anexada pela Alemanha ao término da Guerra Franco-Prussiana. Os franceses alimentavam um revanchismo contra a Alemanha, para voltar a ter sob sua soberania a Alsácia-Lorena;
  • Conflito ítalo-austríaco: devido à questão da Itália irredenta, que eram regiões  de população italiana, ao norte da península, que estavam sob a soberania austríaca. Os italianos alimentavam um ultranacionalismo contra a Áustria para tornar aquelas regiões parte da Itália;
  • Crise do Marrocos (1905-1906): entre a França e a Alemanha. A Alemanha tentou impedir a ação francesa no Marrocos e teve de curvar-se aos resultados da Conferência de Algeciras (1906), que significou, entre outros aspectos, uma derrota para a diplomacia alemã;
  • Crise balcânica (1908): a Bósnia e a Herzegóvina estavam sendo administradas pela Áustria-Hungria desde 1878, embora nominalmente fizessem parte do Império Turco. Em 1908, a Áustria-Hungria anexa esses territórios ao seu império, provocando protestos da Sérvia, tornando mais agudo o pan-eslavismo (união dos eslavos). A Sérvia não teria condições de enfrentar sozinha  a Áustria-Hungria, necessitaria do apoio russo. Por sua vez, o Império Russo voltava suas ambições para o controle do sul da região, na intenção de estender seus domínios aos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que faziam parte do território turco.

Neste momento, como o Império Russo não se encontrava em condições de arcar com uma guerra, recuou, assim como os sérvios. Foi uma vitória para o Império Austro-Húngaro, vitória esta que causou um amargo ressentimento entre os sérvios, que passaram a aguardar uma oportunidade para a vingança contra os austríacos, contando com o apoio do Império Russo;

  • Crise de Agadir (1911): novo conflito franco-alemão no Marrocos. Os alemães  exigem compensações dos franceses para que estes possam exercer seu "protetorado" sobre o Marrocos. Vitória política alemã;
  • Guerra Turco-italiana (1911); a Itália tirou vantagem da crise de Agadir (o Marrocos nominalmente pertencia ao Império Turco e efetivamente era dominado pela França) e exigiu Trípoli (Líbia) ao Império Turco. Embora houvesse protestos contra a ação italiana, as potências não interferiram e consideraram fato consumado;
  • 1ª Guerra Balcânica: Bulgária, Sérvia, Montenegro e Grécia lutavam contra a Turquia pela autonomia da Macedônia. Como a Bulgária desejava a maior parte do que restara do Império Turco na Europa, isto deu origem  à 2ª Guerra Balcânica;
  • 2ª Guerra Balcânica: Sérvia, Montenegro, Grécia, Romênia e Turquia contra a Bulgária.

Todas estas crises mal resolvidas foram fatores que contribuíram significativamente para o desencadeamento da I Guerra Mundial.

Fonte: apostilas ETAPA

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Os Caminhos para a Primeira Guerra Mundial

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Para muitos que viveram nos países da Europa Ocidental entre 1871 e 1913, aquele foi um período sem paralelo, de paz, progresso e esperanças. Havia um sentimento difundido de que a humanidade tinha ganhado a batalha da civilização, de que os temores da pobreza e da ignorância pertenciam a um passado enterrado. Seus contemporâneos chamavam o período de "Era do Progresso". Mas sob essa calmaria, havia uma turbulência cujo resultado foi a eclosão da I Guerra Mundial. O chamado período da "Paz Armada".

Sistemas de Alianças e Crises Internacionais

Enquanto a superfície da vida européia parecia prometer muito para a perpetuação da paz, havia forças poderosas orientadas no sentido da guerra. As principais eram o nacionalismo, o imperialismo e o militarismo. O conflitante sistema de alianças, os problemas não resolvidos nas negociações internacionais, o conceito de soberania nacional ilimitada, tudo isso fez com que um acidente de pequena proporção fosse o estopim para uma grande catástrofe. Os governos das nações eram sensíveis às considerações sobre "prestígio" e "honra", da mesma forma como eram os homens daquela época, que, por iguais razões, iam a duelo. Todos os estadistas tinham receio de que alguma potência rival pudesse tomar uma parte do território ou formar uma coalizão, ou que seu país fosse ignorado na definição de alguma "questão européia".

Montagem do Sistema de Alianças

Até o ano de 1905, as desconfianças mútuas entre as seis grandes potências - Inglaterra, Alemanha, Áustria-Hungria, França, Rússia e Itália - evitaram um claro alinhamento em dois blocos, e dessa forma tornavam improvável uma guerra generalizada. Após 1905, há uma cristalização do sistema de alianças: França, Rússia e Inglaterra formam a Tríplice Entente; Alemanha, Áustria-Hungria e Itália formam a Tríplice Aliança, sendo que essa última ocupa uma posição ambígua. Depois dessa separação da Europa em dois campos armados, incidentes e crises tornaram-se cada vez mais perigosos. Uma série de crises ocorreu durante os anos de 1905-1914 e, embora em cada caso a guerra tenha sido evitada, um crescente rancor acompanhava cada derrota diplomática, enquanto a arrogância crescia em cada vitória. Os perdedores resolviam não mais serem pegos e os ganhadores aumentar suas vantagens tanto quanto possível.

fonte: Apostilas ETAPA

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A unificação alemã

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A contra-revolução, articulada pelos setores reacionários tanto da Áustria quanto da Prússia e da Itália, esmagou temporariamente as manifestações em favor das unificações alemã e italiana.

No caso da Alemanha, o desenvolvimento industrial da região e o crescimento dos Estados alemães encontravam obstáculos para seu avanço na fragmentação política. Para a indústria, a unificação significava um mercado de grandes dimensões, capaz de sustentar seu desenvolvimento e de garantir a proteção governamental contra a concorrência inglesa. Alguns setores da aristocracia sonhava com a construção de um poderoso Império Alemão, governado por uma casa imperial forte. Outros setores, no entanto, temiam perder seus poderes locais, no caso de uma unificação.

Frustrada a tentativa de unificação pela revolução, a única saída era que a Prússia, o mais poderoso Estado germânico, liderasse um processo de unificação sob a coroa de um monarca prussiano.

Em 1834, sob a liderança do governo prussiano, havia se formado o Zollverein,(União Aduaneira, com a participação dos vários Estados alemães, exceto a Áustria), unificando o mercado de vários Estados alemães. Beneficiadas por essa ampliação de mercado, as indústrias prussianas tiveram um período de grande crescimento e desenvolvimento. Na década de 1860, surgiram os primeiros grandes centros urbanos-industriais alemães.

Com a morte de Frederico Guilherme IV, subiu ao trono da Prússia Guilherme I, que nomeou como primeiro-ministro Otto von Bismarck, o grande artífice da unificação alemã. Bismarck, membro da aristocracia prussiana, era um político conservador, partidário de um regime monárquico forte e concentrado nas mãos do rei.

Sua política interna tinha dois objetivos: a unificação do território alemão por uma extensa rede ferroviária que pusesse em contato direto todas as regiões de um futuro império e a modernização do exército. A frase de Bismarck pode resumir o espírito de seu projeto: a unificação da Alemanha será feita a ferro e sangue.

Esses objetivos favoreceram o desenvolvimento industrial da Prússia, já que as estradas de ferro e o novo armamento do Exército constituíram formidável mercado consumidor para as indústrias siderúrgicas e metalúrgicas alemãs.

Otto von Bismarck

 

Para conseguir a unificação da Alemanha sob a autoridade do rei da Prússia, Bismarck se aproveitou das rivalidades existentes entre as grandes potências da Europa: a Inglaterra e a Rússia. Em 1864, aliou-se à Áustria numa guerra contra os dinamarqueses que dominavam os ducados de Holstein e Schleswig, no norte da Alemanha. Schleswig passou para o domínio da Prússia e Holstein ficou com a Áustria.

Em 1866, o Exército prussiano avançou sobre Holstein. A Áustria estava envolvida numa guerra contra o reino do Piemonte, na Itália, e preocupada com um iminente insurreição húngara. Por isso assinou uma paz desvantajosa, dando à Prússia o controle de todos os territórios do norte da Alemanha.

Essa guerra contra a Áustria também consolidou a autoridade da Prússia sobre os territórios do norte da Alemanha que haviam participado da guerra. Em 1867 a Prússia criou a Confederação Germânica do Norte, cujos Estados membros aceitaram a autoridade do rei da Prússia.

PEDRO, Antônio. História da civilização ocidental. ensino médio. volume único.

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Um ano na blogosfera

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O lema do Marcos Lemos, criador do Ferramentas Blog,  é qualidade, seriedade e honestidade.

Marcos Lemos

O Ferramentas está completando um ano de vida, e, neste ano posso afirmar que aprendi muito lendo os artigos e tutoriais, assistindo aos vídeos que são disponibilizados no blog, sempre com muita qualidade, sempre de maneira inteligente e de fácil entendimento.

Fico feliz em fazer parte dos muitos leitores desse blog que, na minha humilde opinião é o melhor de seu nicho.

Fica aqui registrada minha gratidão, pois sem as orientações e ajuda do [Ferramentas Blog] eu não conseguiria realizar muitas tarefas,  em meu blog.

Hoje tenho uma boa visitação, tenho meus leitores fiéis, e também novos leitores se apresentando a cada dia.

FELIZ ANIVERSÁRIO, [Ferramentas Blog]

Desejo muitos anos de vida e  muito SUCESSO!

 

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Revolução na Alemanha, na Áustria e na Itália

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Os acontecimentos de fevereiro de 1848 na França desencadearam um processo revolucionário em grande parte da Europa. O período dessas revoluções, que se estendeu de 1848 a 1849, ficou conhecido como "primavera dos povos". A luta contra o absolutismo, que ainda predominava na maioria dos países europeus, foi um dos principais alvos dos movimentos revolucionários. Some-se a isso o crescimento da classe operária, que já começava a aderir às idéias socialistas e anarquistas. No entanto, um dos fatores que mais influenciaram as revoluções de 1848 na Europa foi o nacionalismo. Isso porque impérios, como o Austríaco e o Russo, dominavam outras nacionalidades. A Polônia (pelo menos grande parte dela), por exemplo, fazia parte do Império Russo, e a Hungria fazia parte do Império Austríaco. Nada mais natural que esses povos tentassem criar seus próprios Estados. Tanto na Alemanha como na Itália, a luta será por uma unificação política.

A Alemanha e a Itália, tal como as conhecemos hoje, não existiam na primeira metade do século XIX. No caso alemão, o que existia era uma Confederação de Estados Alemães. Dessa Confederação fazia parte vários pequenos Estados - monarquias, ducados, cidades independentes. Mas dela fazia parte também grandes Estados, como a Prússia e a Áustria. Não havia, porém, um Estado alemão com governo unificado. Mas, pelo menos na confederação, havia uma identidade entre os povos alemães.

A presença da Áustria na Confederação aumentava os já inúmeros problemas existentes entre os Estados alemães. A Áustria era o centro de um grande império que dominava outros povos que não eram alemães.

Havia portanto, uma acirrada disputa entre a Áustria e a Prússia pela hegemonia alemã. A Itália, na década de 40 do século XIX, estava bem dividida em vários Estados, entre eles, ao norte, o Estado autônomo do Piemonte. Lombardia e Veneza estavam sob o domínio da Áustria. Ao sul, o reino das Duas Sicílias tinha um regime absolutista feudal, controlado pelos Bourbon. No centro, os Estados Pontifícios, controlados despoticamente pelo papa.

A Prússia saiu na frente na corrida pela liderança alemã. Em 1834, foi formada uma União Aduaneira, com a participação dos vários Estados alemães, exceto a Áustria. Esse acordo, chamado em alemão Zollverein, unificou uma região habitada por cerca de 25 milhões de pessoas, incentivando atividades comerciais e industriais.Quando Frederico Guilherme IV subiu ao poder na Prússia (1840), havia esperanças de liberalização entre a burguesia prussiana. Mas os impostos aumentaram e, para piorar a situação, uma praga destruiu vastas plantações de batata.

A notícia de levante popular na França gerou um movimento de protesto, com grande participação de trabalhadores em todo o sul da Alemanha. A nobreza teve de fazer concessões, admitindo ministérios compostos por membros da burguesia, e não só da nobreza latifundiária.

Em Viena (Áustria), o levante tomou proporções maiores. Em 13 de março de 1848, as ruas da cidade amanheceram cobertas de barricadas. O imperador prometeu a promulgação de uma constituição e foi obrigado a demitir  o todo-poderoso ministro Metternich, o responsável pela política anti-revolucionária na Europa. Os povos dominados pela Áustria, incentivados pela rebelião de Viena, iniciaram movimentos de independência: os tchecos proclamaram a independência da Boêmia, na Hungria iniciou-se um levante, e a população de Veneza, no norte da Itália, armou-se para combater o Exército austríaco.

Em Berlim, toda a população se levantou contra as tropas reais, em 5 de março de 1848, o Exército reprimiu violentamente uma manifestação pacífica de operários.

No entanto, a revolução foi vencida em todos os lugares onde se manifestou.

Na Prússia, a debilidade da burguesia alemã e seu receio de se aliar às forças populares na luta contra os conservadores permitiram que estes últimos se articulassem e preparassem a contra-revolução em Viena, na Hungria, em Frankfurt. A Rússia prestou grande ajuda aos reacionários.

Na Itália, já havia por toda parte movimentos clandestinos de características liberais e com projetos de unificação. O mais famoso deles foi o movimento Jovem Itália, de Mazzini, um político liberal-radical. E, no norte, o rei de Piemonte desafiou a dominação austríaca, mas também, como no resto da Europa, o movimento foi derrotado.

As lutas, na Itália e na Alemanha, não cessaram. Mas tomarão o rumo da unificação por outras vias.

PEDRO, Antônio. História da civilização ocidental. ensino médio. volume único.

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Revoluções na França: 1830 e 1848

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Depois da queda de Napoleão, a dinastia dos Bourbon foi restaurada na França. O rei Luís XVIII estava à frente de uma monarquia parlamentar. O poder legislativo era composto por duas câmaras, mas somente pouco mais de 200 mil pessoas tinham o direito de escolher os deputados.

Luís XVIII 

De modo geral, a política dessa monarquia atendia aos interesses de uma ínfima parcela da alta burguesia e da nobreza. Antigos revolucionários e também partidários de Napoleão eram perseguidos. Um grupo de extrema direita, conhecido pelo nome de ultra-realista, pretendia a restauração do absolutismo. Apesar disso tudo, a situação econômica da França era boa. As indústrias e as manufaturas cresciam, o mesmo acontecendo com o comércio e a agricultura.

Com a morte de Luís XVIII, em 1824, subiu ao trono o conde de Artois, com o título de Carlos X. Apoiado por setores ultraconservadores, passou a restaurar os antigos privilégios da aristocracia. No entanto, a burguesia procurou reagir a tais medidas se agrupando em torno de O Nacional, jornal moderado que veiculava ideais liberais.

Quando, em 25 de julho de 1830, Carlos X suprimiu a Constituição, a população de Paris se rebelou, e o monarca foi obrigado a se refugiar na Inglaterra. Diante da possibilidade de se instaurar uma república, a burguesia francesa conservadora preferiu uma monarquia parlamentar. Daí a escolha para rei da França do duque de Orleans, Luís Filipe, apoiado pelos grandes banqueiros.

Carlos X 

O governo de Luís Filipe se caracterizou pela restrição ao direito de voto, o que garantiu a manutenção do poder da aristocracia financeira, isto é, os banqueiros, os grandes proprietários de ferrovias e minas, os reis da bolsa de valores e a parte mais rica dos grandes proprietários de terra.

Os demais setores da burguesia, juntamente com a pequena burguesia, os camponeses e os trabalhadores urbanos opunham-se ao chamado governo dos banqueiros. Nessa época, havia um constante déficit nas contas do governo, que recorria a empréstimos junto aos banqueiros. Os altos juros de tais empréstimos eram pagos com impostos arrecadados da população.

A Revolução de 1848 e a Segunda República francesa

O governo de Luís Filipe atendia os interesses de uma pequena parcela da população. Os avanços na indústria eram pequenos, prejudicando a economia como um todo. A situação piorou quando, em 1845 e 1846, uma praga desconhecida atacou as plantações de batata, que era o principal alimento popular. A fome rondava os lares da França. Alto custo de vida: aumento do preço da batata, estagnação das indústrias e do comércio.

Esse quadro geral de crise originou uma campanha contra a política do governo. A proibição de manifestações políticas levou a oposição a organizar reuniões na forma de banquetes para enganar as autoridades. Nessas reuniões políticas era discutida a crise e se propunham formas de ação.

Luís Filipe I

Manifestações populares realizadas no dia 22 de fevereiro de 1848 contrariaram as medidas repressivas do governo. A Guarda Nacional convocada para reprimir as manifestações aderiu à população. Depois de dois dias de lutas pelas ruas de Paris, Luís Filipe fugiu, em 24 de fevereiro de 1848.

Foi formado um governo provisório que, sob pressão dos grupos republicanos apoiados pela pequena burguesia e pelos trabalhadores em geral, proclamou a República, em 25 de fevereiro.

Do governo provisório participavam todas as frações da sociedade: de monarquistas que se opunham à dinastia de Orleans ao proletariado, passando por todas as camadas da burguesia.

Entretanto, as eleições para a Assembléia Constituinte, de abril de 1848, deram vitória aos deputados moderados do Partido Republicano, apoiados pela pequena burguesia e pelos camponeses proprietários das províncias. Dessa forma, com uma Assembléia Constituinte de maioria republicana e contrária às propostas  revolucionárias dos candidatos operários, terminou a primeira fase da revolução de 1848, quando, por curto espaço de tempo, os interesses operários estiveram representados no governo francês.

O controle da Assembléia Constituinte permitiu à burguesia pôr fim às pequenas conquistas do proletariado, aumentando o desemprego em Paris. Para impedir as manifestações dos trabalhadores foi formada a chamada Guarda Móvel, constituída por representantes da pequena burguesia, dos camponeses e de desocupados.

Nas eleições realizadas em 10 de dezembro de 1848, foi eleito para presidente da República Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho do antigo imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte.

O Segundo Império francês

Luís Bonaparte, como presidente, estava em constante atrito com o Parlamento. No dia 9 de dezembro de 1851, apoiado pelos proprietários rurais, por setores marginais da pequena burguesia, organizados numa sociedade chamada Dez de Dezembro, e pelo exército, Luís Bonaparte dissolveu a Assembléia e se proclamou presidente por dez anos. No ano seguinte, proclamou-se imperador.

Napoleão III, como passou a ser conhecido, era apoiado pelos pequenos camponeses, que tinham na lembrança a figura de Napoleão I, o grande benfeitor do campesinato.

PEDRO, Antônio. História da civilização ocidental. ensino médio. volume único.

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