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Terra dos Samurais

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O Japão é um arquipélago formado por quatro ilhas principais e cerca de 4 mil ilhotas. Por muito tempo esse território fragmentado esteve dividido entre diversos pequenos reinos, até que, por volta de 660 a. C., esses reinos foram unificados por um líder chamado Jimu, que recebeu o título de imperador. Cerca de cem anos depois o budismo teria chegado ao Japão, onde se consolidou, junto com o xintoísmo, como uma de suas principais religiões.

Samurai japonês Samurai

A proteção do imperador e de seus cortesãos era garantida pelos samurais, guerreiros que lideravam  poderosos clãs provinciais. Os samurais tinham um rigoroso código de ética pautado pela coragem, honra e lealdade e contavam com diversos privilegiados, entre os quais o de receber grandes extensões de terra como presente do imperador.

Durante a dinastia Heian (794-1185), o poder imperial enfraqueceu gradativamente. Em 1185 o imperador concedeu a um dos chefes guerreiros, o samurai Minamoto Yoritomo, o título de xogum, que significa  “grande general, supremo conquistador dos bárbaros”. A partir de então, o verdadeiro governante passou a ser o xogum, escolhido sempre entre os chefes guerreiros, tornando-se o imperador uma figura praticamente decorativa.

Gislane e Reinaldo. História. ensino médio

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As viagens de Marco Polo

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Marco Polo (1254-1324) nasceu em Veneza na península Itálica. Membro de uma família de mercadores, em 1271 juntou-se ao pai, Nicolau, e partiu por uma rota terrestre em direção à China. Ali ele permaneceu por dezessete anos, percorreu todo o Império Mongol e se tornou pessoa de confiança de Kublai Khan. Depois viajou por outras regiões do continente asiático, como Índia, Pérsia e Ásia Menor, só retornando a Veneza em 1295, aos 41 anos de idade.

pintura do início do século XV, representa o imperador momgol Kublai Khan,, presenteando o mercador e viajante Marco Polo Kublai Khan, presenteando Marco Polo.

Publicadas na Península Itálica, as memórias de Marco Polo revelaram aos europeus a existência de civilizações complexas, ricas e culturalmente sofisticadas totalmente desconhecidas na Europa medieval. O livro contribuiu para estimular o comércio e a aproximação entre o Ocidente e o Oriente.

Gislane e Reinaldo. História. volume único.

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O final do governo Brejnev (Parte II)

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Com a morte de Brejnev, em 1982, intensificaram-se as dificuldades econômicas soviéticas, os entraves burocráticos ao desenvolvimento tecnológico e as dissidências internas, enquanto a ofensiva anticomunista do governo Reagan ganhava fôlego.

 

Leonid Brejnev Leonid Brejnev

Um bom exemplo foi a invasão do Afeganistão (1979), que deixou em aberto a questão da ocupação desse país após a morte de Brejnev. Ao condenar internacionalmente a invasão, o governo Carter promoveu uma grande ofensiva norte-americana, financiando e fornecendo armamentos aos guerrilheiros muçulmanos das montanhas afegãs. Durante a administração Reagan dizia-se que estava criado o “Vietnã” da União Soviética, pois o exército soviético vencia nas grandes cidades afegãs, mas era derrotado nas regiões interioranas caminhando para a derrota definitiva.

A Brejnev sucederam curtos governos da velha-guarda soviética: Iuri Andropov (1982-1984) e Konstantin Tchernenko (1984-1985), que mantiveram a deterioração política interna e externa e os elevados custos de manutenção da guerra do Afeganistão.

Com a morte de Tchernenko, ascendeu ao governo Mikhail Gorbatchev, que seria responsável por profundas alterações na política da União Soviética.

Cláudio Vicentino. Gianpaolo Dorigo. História para o ensino médio. História Geral e do Brasil.

 

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O final do governo Brejnev (Parte I)

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As medidas de força, como a repressão à Primavera de Praga, não eliminaram as crescentes críticas ao centralismo soviético. Pelo contrário, em 1976, os partidos comunistas da Europa Ocidental manifestaram sua oposição ao dirigismo e à tutela ideológica soviéticos. Divulgaram um documento por meio do qual defendiam a passagem do capitalismo para o socialismo de maneira autônoma, independente do Partido Comunista da União Soviética. Era a oficialização do eurocomunismo.

Na Polônia, já nos anos 1980, a pressão pela participação do operariado no governo liderada  pelo Sindicato Solidariedade, dirigido, por Lech Walesa, reativou a questão do socialismo democrático. Ganhando crescente  prestígio nacional e internacional, a atividade de Walesa e do Solidariedade acirrou as dificuldades nas relações Leste-oeste.

Comparativamente aos anos 1950 e 1960, a  perda do ritmo produtivo soviético – com diminuição das taxas de crescimento  industrial  e agrícola e de produtividade do trabalho, na renda per capita e no PNB – foi agravada pela não-participação da União Soviética no comércio mundial. O país deixou de exportar principalmente maquinaria, meios de transporte e equipamentos, como fazia nos anos 1960, para se concentrar cada vez mais na exportação de petróleo e gás, os quais representavam, em 1985, perto de 53% das exportações soviéticas.

Na mesma época, 60% de suas importações eram basicamente de máquinas e produtos industrializados. Tratava-se de um quadro que buscava satisfazer as necessidades mais prementes do país, segundo as determinações da nomenklatura (a alta burocracia soviética), suprindo necessidades localizadas, obtendo produtos importados e receitas imediatas, sem atacar com profundidade os impasses produtivos, ampliando a urgência de alteração de rumos.

Cláudio Vicentino. Gianpaolo Dorigo. História Geral e do Brasil

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Despotismo esclarecido em Portugal

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Em Portugal, o rei dom José I era adepto de algumas ideias iluministas. Logo que subiu ao trono, em 1750, nomeou  Sebastião José de Carvalho e Melo (depois marquês de Pombal) como secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra ( uma espécie de primeiro-ministro).

Durante 27 anos  - de 1750 a 1777 – em que esteve à frente do governo português, Pombal fez importantes mudanças administrativas, realizadas com o objetivo de modernizar a economia do reino.  Para isso procurou racionalizar a  administração pública em Portugal e controlar e explorar de forma mais eficiente as colônias. A racionalização da administração pública era uma das mais práticas sugeridas pelo iluminismo.

Marques de Pombal. Marquês de Pombal

Em relação à América portuguesa. Pombal empreendeu diversas reformas, como a extinção das últimas capitanias hereditárias, a elevação do Estado do Brasil à categoria de vice-reino, governado por um vice-rei subordinado ao Conselho Ultramarino, e a transferência da capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro, pois o eixo econômico do Estado do Brasil havia se transferido para a região Sudeste com o crescimento da atividade mineradora.

Fiel aos princípios de uma sociedade baseada na razão, o marquês de Pombal expulsou os jesuítas dos territórios portugueses e determinou a reforma do ensino na colônia, objetivando sua secularização (sem interferência religiosa).

Nelson Piletti. Claudino Piletti. Thiago Tremonte. História e Vida Integrada.

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África: O papel da mulher

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Se as tradições religiosas e culturais vêm possibilitando aos povos africanos resistir aos inúmeros problemas que os afetam, as mulheres são, sem dúvida, os principais agentes dessa resistência.

Apesar de serem vítimas de ações resultantes de uma sociedade que as considerava inferiores  - violência sexual, falta de acesso à educação e aos postos formais de trabalho – as mulheres da África são hoje responsáveis pela manutenção da maioria das famílias pobres. É com seu trabalho que se desenvolve a agricultura de subsistência , e são elas que permanecem criando os filhos quando os homens partem em busca de trabalho ou são requisitados pelas guerras.

Programas como o Cinturão Verde, por exemplo – criado pela queniana Wangari Maathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2004, que paga por muda de árvore plantada por mulheres –, baseiam-se na atuação e na solidariedade das mulheres para gerar renda e reflorestar parte da África.

É sobre elas também que se apoia a tarefa de  conter a epidemia de Aids na maior parte dos programas de prevenção que estão sendo desenvolvidos.

Rompendo séculos de opressão e domínio dos homens, as mulheres também começam a se tornar líderes políticas em seus países, como Ellen Jonhson-Sirleaf, atual presidente da Libéria que na campanha eleitoral afirmava: “Todos os homens falharam na Libéria, deixemos que seja uma mulher a tentar”.

Ou ainda a combativa Wangari Maathai, vice-ministra do Meio Ambiente do Quênia, que hoje comanda a luta continental pelo crescimento econômico sustentável e pelo fim da opressão feminina.

Se não são poucos os problemas que atingem o continente, também são poucos os sinais de que é possível pensar-se em construir uma nova África. Pois, como disse Wangari Maathai, “a África não é um continente pobre; é, sim, um continente empobrecido”.

Nelson Piletti, Claudino Piletti. Thiago Tremonte. História e vida Integrada.

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