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Histórias da Bíblia

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De acordo com os textos deixados pelos hebreus, sua história era resultado da interferência de Javé. De acordo com o livro da Bíblia chamado Êxodo, os hebreus só puderam escapar do cativeiro no Egito sob a liderança do profeta Moisés porque Javé teria enviado sete pragas contra seus opressores. Mas a maioria dos historiadores rejeita essa versão dos acontecimentos.

Apesar dessas divergências, muitos fatos narrados no Antigo Testamento foram confirmados pela pesquisa histórica. Além disso, o texto Bíblico foi utilizado no século XX para justificar a criação de um Estado que reunisse os judeus dispersos pelo mundo desde que foram expulsos de seu território pelos romanos por volta de 100 d.C.

O Estado de Israel foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948 criando tensões e enfrentamentos armados no Oriente Médio. Israel é o único Estado judeu em todo o mundo, faz fronteiro com o Líbano no norte, Síria e Jordânia ao leste e Egito no sudoeste.

A capital é Jerusalém, porém não é reconhecida pela comunidade internacional. A lei básica (1980) estabelece que “Jerusalém completa e unida é a capital de Israel”, apesar de as autoridades palestinas considerarem que Jerusalém é a futura capital da Palestina.  Apesar de Jerusalém ter sido proclamada a capital de Israel em 1950 a  sede da maioria das representações diplomáticas fica em Tel Aviv.

Além de ícone da existência nacional e do conteúdo religioso do povo judeu, é a sede de todos os símbolos de soberania de Israel, o presidente do Estado, o parlamento e a corte suprema . Para o Estado de Israel e para o povo judeu Jerusalém é a capital, o centro de suas decisões e de sua visão de si mesmos.

Fenícios – Mestres da Construção

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Os fenícios se notabilizaram por suas atividades comerciais, pela invenção do alfabeto e pela tecnologia de tingimento de tecidos. Além disso, deixaram o registro de sua cultura em construções portuárias urbanas.

 

histoblogsu ruinas008 Ruínas de construção do século VII a.C da antiga cidade fenícia de Tiro, ao sul da costa do atual Líbano.

histoblogsu ruinas008 (1) Ruínas fenícias do século XIV a.C localizadas na cidade mediterrânea de Sidon, no atual Líbano.

 

A cor Púrpura

Os fenícios eram grandes produtores de uma tintura de cor púrpura, retirada de alguns moluscos encontrados principalmente próximo à cidade de Tiro. Para produzir 30 gramas dessa tintura, era preciso usar milhares de moluscos, e por isso só pessoas muito ricas podiam comprá-la. Mas  uma vez tingido com ela, o tecido não desbotava.

Tiro e outras cidades fenícias vendiam finas vestimentas tingidas de púrpura – ou roxo-avermelhado – e difundiam a tecnologia de fabricação de tinturas por suas colônias em todo o Mediterrâneo.

Os arqueólogos encontram hoje pilhas enormes de conchas de moluscos próximas às ruinas fenícias. Essas pilhas ficam em locais separados de onde os fenícios viviam, pois o cheiro causado pelas criaturas marinhas em água quente e salgada durante o processo de extração da tintura era bem forte.

Depois das Guerras Púnicas, entre Roma e Cartago, o Estado romano, que venceu o conflito, acabou assumindo a produção da tintura e o imperador Nero decretou que apenas ele tinha o direito de usar roupas na cor púrpura.

 

A escrita dos fenícios

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Os fenícios eram um povo que vivia principalmente do comércio. Eram chamados de fenícios por causa da tinta cor de púrpura que comerciavam, eles precisavam de uma escrita simples e prática para fazer o controle de suas transações comerciais. Os sistemas disponíveis, a escrita cuneiforme e o hieroglífico, eram muito complicados para serem utilizados no dia-a-dia, precisavam de uma escrita mais dinâmica, fácil para que seus negócios fossem realizados com rapidez. Assim eles criaram uma escrita nova e original baseada em 22 caracteres (letra ou símbolo com que se escreve). Cada um desses caracteres representam um som diferente. Surgia assim o primeiro sistema fonético de escrita, que logo seria adaptado pelos gregos e, mais tarde, pelos romanos. Dessas adaptações surgiria o alfabeto moderno hoje utilizado por muitas línguas.

caracteres da escrita fenícia e ao lado alguns caracteres do alfabeto moderno.

Hebreus e Fenícios

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Os hebreus povo de origem semita organizado em tribos nômades que viviam supostamente na Mesopotâmia por volta de 1850 a.C Sua história é contada no Antigo Testamento, um conjunto de livros sagrados que ao lado do Novo Testamento compõe a Bíblia.

O Antigo Testamento mistura personagens que provavelmente existiram com outros personagens fantásticos e sobrenaturais.

De modo geral, os povos da Antiguidade acreditavam na existência de diversos deuses. Suas religiões, portanto, eram politeístas. O faraó Amenófis IV do Egito (1377 a.C – 1358 a.C) tentou instaurar o culto a um deus único, substituindo as divindades tradicionais por Aton, mas, após sua morte os egípcios voltaram ao politeísmo. Na antiguidade, apenas os hebreus adotaram de modo mais sistemático uma religião monoteísta, cultuando uma única divindade: Javé, ou Jeová.

Segundo o texto bíblico, o patriarca Abrão teria migrado com sua família da cidade de Ur, na Mesopotâmia, para a região conhecida na época como Terra de Canaã, ou Palestina. A migração teria sido ordenada por Javé, que teria escolhido Canaã com a terra prometida para os hebreus, descendentes de Abrão. Em Canaã, o nome do patriarca foi mudado por Javé para Abraão, que significa ‘pai de muitas nações’.

A terra prometida

Organizados em doze tribos, por volta de 1600 a.C, os hebreus enfrentaram na Palestina um longo período de seca e de fome. A solução foi migrar novamente, dessa vez para o Egito. Um documento egípcio confirma sua presença em 1220 a.C. Nesse momento, os hebreus haviam sido reduzidos à condição de escravos do faraó. Segundo o Antigo Testamento, por volta de 1200 a.C eles teriam fugido da escravidão no Egito e empreendido a volta a Canaã sob a liderança de Moisés.

Moisés teria morrido antes de seu povo alcançar a Terra de Canaã. Séculos mais tarde em 1010 a.C., um rei de nome Saul teria unificado doze tribos hebréias e fundado o reino de Israel. Seu sucessor foi Davi que fez de Jerusalém a capital do reino. Davi foi sucedido no trono por seu filho Salomão (966 a.C – 933 a.C), que mandou construir o templo de Jerusalém e deportaram (levar para fora) grande parte da população local, no episódio conhecido como “cativeiro de Babilônia”. No século I a.C., os romanos conquistaram a região e, em 70 a.C destruíram novamente o templo de Jerusalém, que fora reconstruído. No século seguinte, os hebreus foram expulsos de Jerusalém, pois se recusavam a adorar os deuses romanos. A partir de então, eles se dispersaram pelo mundo.

Comerciantes e navegadores

Os fenícios se fixaram na região onde hoje se encontra o Líbano por volta de 3000 a.C. Mais tarde, quando os gregos começaram a entrar em contato com outras sociedades deram a essa região o nome com o qual ela passaria à História. Phoíníke, Fenícia, que em grego antigo queria dizer terra da púrpura.

Ao contrário dos egípcios, os fenícios não constituíram um império territorial com governo único e centralizado. Sua forma de organização política foi cidade-Estado, sistema pelo qual cada cidade tinha seu próprio governo independente das outras. Dessa forma, quando se fala da Fenícia fala-se de um conjunto de cidades-Estado que abrigavam a população fenícia. As cidades fenícias mais importantes eram Sidon, Tiro, Ugarit e Biblos.

Entre 1580 a.C e 1085 a.C., a fenícia esteve sob domínio dos egípcios. Apesar disso, foi à partir de 1500 a.C que os fenícios se consolidaram como os principais marinheiros e comerciantes do Mediterrâneo. Seus mercadores centralizavam principalmente cedro, azeite e perfumes. Além disso, fundaram muitas colônias e feitorias no litoral do Mediterrâneo. As primeiras delas foram provavelmente instaladas na ilha de Chipre, no delta do rio Nilo e na Sicília, onde fundaram as cidades de Mócia. Panormo e Solos.

No norte da África, os fenícios estabeleceram-se em Útica no século XII a.C e construíram Cartago no século IX a.C. Na península ibérica, fundaram Gades (atual Cádiz) no século XII a.C. A partir de Cartago, os fenícios controlavam as ilhas de Malta e Ibiza.

O declínio das cidades fenícias

Por volta de 883 a.C., as cidades fenícias caíram sob o domínio dos assírios, que então governavam a Mesopotâmia. Com o fim do Império assírio, elas passaram para o domínio babilônico (573 a.C) e, mais tarde, para o do Império persa (539 a.C) – As cidades fenícias foram ainda conquistadas pelos macedônios em 322 a.C e pelos romanos em 64 a.C.

Hebreus e Fenícios - Cronologia

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  • 3000 a.C  Os fenícios se estabelecem na região ocupada pelo Líbano.
  • 1850 a.C  Segundo a Bíblia, Abrão e sua família, levando criados e gado, saem da Mesopotâmia e se dirigem para a região de Canaã, ou Palestina.
  • 1600 a.C  Os Hebreus migram de Canaã para o Egito, onde são escravizados.
  • 1500 a.C Os fenícios inventam o alfabeto e dão início à sua expansão comercial.
  • 1200 a.C  Os Hebreus fogem do Egito e voltam para a Palestina.
  • 1010 a.C  Os Hebreus unificam suas tribos e criam o reino de Israel.
  • 933  a.C  O reino de Israel se divide nos reinos: de Judá e de Israel.
  • 587  a.C  O reino de Judá é invadido pelos babilônios, que destroem o templo de Jerusalém. Muitos Hebreus são levados como escravos para a Babilônia.
  •    70 a.C  Os romanos conquistam a Palestina.
  • 100 d.C  Os Hebreus são expulsos da Palestina pelos romanos.

Arte em relevo

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Por volta de 2900 a.C, os reis sumérios e também pessoas comuns tinham o hábito de colocar imagens de si mesmos no interior dos templos. Dessa forma, eles se faziam representar diante dos deuses em atitude de oração permanente.

Gudea, Príncipe de Lagash

Os alto-relevos e as pinturas dessa época mostram sobretudo cenas que envolvem deuses, reis e sacerdotes.

Sob o império assírio (1200 a.C. – 612 a.C), os artistas passaram a representar cenas de guerra e de caça. A vida cotidiana também foi representada, como vemos na figura abaixo.

Relevo em pedra  vida cotidiana

 

 

Porta de Ishtar construída por Nabucodonosor - leia mais...

A guerra entre americanos e ingleses contra o Iraque que começou em 2003 provocou perdas irreparáveis para o acervo cultural daquele país.

Em 2003, forças dos Estados Unidos e da Inglaterra atacaram o Iraque, com o objetivo de derrubar o governo de Saddam Hussein. De acordo com os governos americano e inglês, a invasão se justificava porque Saddam estaria promovendo a produção de armas de destruição em massa. Mais tarde ficou provado que a acusação era falsa.

 Notícia veiculada em 14/04/2003 no Uol notícias. (link corrompido).

Dano à cultura iraquiana é irreparável, dizem especialistas

Especialistas em antiguidades, consternados com o fato de os Estados Unidos não terem cumprido a promessa de proteger as relíquias históricas de Bagdá durante a guerra, disseram na segunda-feira que o tesouro saqueado do principal museu do Iraque talvez nunca seja recuperado.

O museu de Bagdá tinha peças importantíssimas da antiga Mesopotâmia – O acervo do museu foi destruído ou saqueado nos dias que se seguiram ao colapso (situação anormal e grave) do regime de Saddam Hussein. – Entre os mais de 170 mil objetos há peças como um vaso de alabastro de Uruk que data de 3500 a.C. – O local também abrigava tabletes com escrita cuneiforme nunca decifrados. – Alguns itens roubados já estariam sendo vendidos no mercado de antiguidades de Paris. – As peças mais valiosas devem ser vendidas por milhões de dólares a colecionadores, mas há outras peças, como as de argila, que atingem valores mais baixos.

Organizações de arqueólogos dos Estados Unidos e a Unesco (Órgão da Organização das Nações Unidas – ONU – para a cultura) disseram que entregaram ao governo norte-americano, meses antes da guerra, informações sobre o patrimônio histórico e os sítios arqueológicos do Iraque. (UOL notícias).

 

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