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Religião Grega (Última Parte)

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As Pitonisas

No fundo do templo ficava o local onde os peregrinos recebiam as respostas, mas onde não eram autorizados a entrar. Aí ficava a Pítia ou Pitonisa, sacerdotisa de Apolo, que entrava em êxtase e proferia palavras sem nexo; os sacerdotes de Apolo tomavam notas e em seguida dispunham-nas em frases ordenadas e plenas de sentido.

Sacerdotisa de Delfos, John Collier, óleo sobre tela, Inglaterra, 1891 Sacerdotisa de Delfos, John Collier (1891)

O Oráculo tinha uma grande influência, não só porque predizia o futuro, mas porque aconselhava os homens nos seus conflitos e os ajudava a viver em paz com os deuses. O oráculo geralmente ditava a melhor conduta a seguir. Os sacerdotes eram homens sábios, possuíam grande experiência de vida, conheciam o que ocorria em cada região e assim podiam dar bons conselhos. Quando um ou outro Estado vinha perguntar como conduzir sua política, os sacerdotes sabiam quais eram as relações de força existentes, e sempre que possível ficavam em bons termos com o mais forte.

Os Sacerdotes

Para maior segurança, os sacerdotes anotavam cuidadosamente as perguntas e as respostas dadas, inscritas em placas de madeira, vindo a formar um grande “arquivo de informações”. Quando os sacerdotes se enganavam, no geral, podiam salvar as aparências graças à formulação de uma resposta vaga que permitia mais de uma interpretação. Delfos foi o centro religioso da Grécia e era considerado o centro do mundo.

Doações aos oráculos

Vinham, de todas as partes, presentes para o oráculo em tão grande quantidade que o templo de Apolo não podia mais conte-los. Os estados gregos mais poderosos mandaram então construir em Delfos casas-forte onde eram guardados os presentes à divindade. O templo foi destruído por um tremor de terra por volta do século IV a. C. Dádivas vieram de todas as partes para reconstruí-lo. Mas as riquezas de Delfos incitaram a cobiça.

Hordas de trácios fizeram a primeira visita, depois vieram os romanos e, finalmente, cristãos fanáticos acabaram por destruir “a cidadela do paganismo”. Inundações e tremores de terra acabaram por completar as devastações iniciadas pelos homens. Em 1812 tiveram início pesquisas arqueológicas que revelaram muito daquele mundo antigo.

Os mistérios e os festivais religiosos

Os mistérios eram rituais secretos nos quais só eram admitidos aqueles que passassem por certas provas e que, segundo a crença exerciam uma poderosa influência sobre o caráter dos participantes. Os mais importantes e famosos eram os mistérios de Eleusis consagrados à deusa da agricultura. Deméter. Sua origem era desconhecida. Escolhia-se o chefe oficial dos mistérios dentro de uma tradição. Realizavam-se celebrações em que os iniciados se reuniam, faziam procissões, jejuns e representavam dramas sagrados.

A crença geral considerava os iniciados nos mistérios de Eleusis como privilegiados. Os festivais religiosos, que podiam ser atléticos, musicais e dramáticos, eram patrocinados por um Estado determinado ou por grupos de estados, ou por todos os estados gregos. Em Atenas, celebravam-se as Grandes Panateneias, que incluíam concursos de ginástica, música, corridas e regatas, e culminavam com a grande procissão até a Acrópole. As festas anfictiônicas eram patrocinadas por grupos de estados vizinhos que possuíam alguma afinidade étnica. Reuniam-se em datas previstas para render culto a alguma divindade comum. Os festivais de toda a Grécia eram as Olimpíadas, as Píticas, as Nemeias e as Ístmicas. De todos esses, o mais famoso era o das Olimpíadas, celebradas a cada quatro anos. Segundo a tradição, a primeira realizou-se em 776 a.C., data considerada o início da Era Grega.

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HORDA: Tribo errante, bando indisciplinado, guerrilha.

TRÁCIOS: Guerreiros temíveis e hábeis cavaleiros, os trácios lutaram contra os gregos na Guerra de Tróia.

PANATENEIAS: Festividades.

ANFICTIONIAS: Assembléia de anfictiões.
Direito que tinham certas cidades gregas de participar da assembléia dos anfictiões para decidir questões de interesse geral.

fonte: Wikipédia/dicionário online de português

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Religião Grega (Parte III)

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Os Templos

O lugar consagrado para o culto das divindades compreendia um recinto no qual havia um altar para sacrifício. Os templos, diferentes das igrejas modernas, não eram concebidos para que os fiéis ficassem dentro deles. Ficavam fora e celebravam os sacrifícios num altar localizado na entrada do templo.

O interior do edifício se destinava a guardar as oferendas aos deuses, normalmente objetos de valor. O templo possuía um patrimônio que era vigiado e administrado por funcionários públicos. Às vezes, em situações de emergência, o Estado tomava dinheiro emprestado do templo e depois devolvia pagando os devidos juros.

O Culto

O culto envolvia o sacrifício e a oração, que normalmente ocorriam juntos. Eram utilizados para qualquer empreendimento público ou privado. O procedimento habitual do sacrifício era o seguinte: o sacerdote e seus ajudantes, com roupas de cerimônia, normalmente brancas, coroados de grinaldas, encontravam-se com os fiéis no exterior do templo. A vítima, uma ovelha ou boi, também vinha com grinaldas.

As pessoas eram purificadas com água santificada ao contato com um tição de fogo do altar. O sacerdote impunha o silêncio e dava início às orações. O animal era conduzido ao altar. Sua conduta era cuidadosamente observada e se lhe dava importância. A resistência ou docilidade eram interpretadas como sinais de maus ou bons presságios. Jogavam grãos de cevada, que eram trazidos numa cesta, na cabeça e no corpo da vítima, arrancavam alguns pêlos e o jogavam no fogo como uma primeira oferenda.

Sacrifício de Animais

Em seguida, o animal era abatido com um machado ou um porrete. Era degolado, seu sangue era recolhido em um recipiente e com ele se salpicava o altar e às vezes os fiéis. A cerimônia era acompanhada por gritos ou lamentos, ou ao som de flauta.

Os funcionários do templo abriam o animal, suas entranhas eram retiradas e cuidadosamente examinadas para fins de adivinhação, e a parte consagrada aos deuses, geralmente os músculos envolvidos na gordura do animal, era atirada ao fogo do altar. O resto era distribuído entre os presentes na cerimônia que, com frequência, só nessa ocasião comiam carne.

A adivinhação e os oráculos

A adivinhação tinha por fim averiguar qual era a vontade dos deuses, seja em relação aos acontecimentos em marcha ou em relação  ao futuro. Os oráculos mais famosos na Grécia foram o de Zeus em Dodona, no Épiro e o de Apolo em Delfos.

Em Dodona, os sacerdotes, para fazerem suas previsões, ouviam com atenção o sussurro resultante da brisa ou dos ventos nas folhas de um velho carvalho e interpretavam-no para responder as perguntas feitas pelos fiéis. Mais tarde colocavam vasos de bronze que com a brisa produziam sons especiais. Em Delfos, a sacerdotisa Pítia ou Pitonisa, depois de alguns rituais preliminares, punha-se a responder as perguntas dos fiéis. De todas as regiões vinham pedir conselhos ao oráculo, perguntavam sobre a colheita do ano, se seria boa ou má, se deviam ou não comprar um escravo, casar-se, etc.

Presságios e Provérbios

Delegações de aldeias e cidades vinham interrogar o oráculo sobre a vontade dos deuses quando tinham visto presságios que não conseguiam decifrar. Antes de penetrarem no templo de Apolo, em Delfos, purificavam-se com a água de uma fonte e, em seguida celebravam sacrifícios no grande altar diante do templo.

Na entrada do templo havia inscrições que exigiam a atenção e a meditação dos fiéis e que recomendavam moderação e domínio de si próprios. Consideravam orgulho uma grave falta. A mais importante inscrição no templo de Apolo era a seguinte: Conhece-te a ti mesmo. Liam-se também: Conserva em tudo moderação, Evita o exagero, Só é infeliz quem não pode suportar a infelicidade, A segurança precede a decadência.

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Leia Também: Religião Grega (Parte II)

A Religião Grega (Parte II)

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Os deuses e o futuro

Os deuses diferiam dos homens em outra importante questão: possuíam o conhecimento do que iria acontecer no futuro e, dentro de seus limites de atuação, podiam conduzir o futuro da maneira que desejassem até certo ponto. Assim, não eram como os homens, que ignoram os possíveis resultados de suas ações.

Quando os deuses transgrediam os limites de suas atribuições, sabiam o que estavam fazendo, pois possuíam uma visão do cosmos que os homens não tinham. Por essa razão, os deuses não eram heróis aos olhos dos gregos, pois não corriam qualquer risco na realização de seus planos. Mas como tinham um poder e conhecimento maior que o dos homens, eram invocados para guia-los, iluminá-los e ajudá-los toda vez que estes iniciavam a realização de algum projeto cujo resultado lhes era imprevisível.

Religião Incerta

Essa religião era incerta para os homens e, em último caso, levava à destruição da confiança dos homens nos deuses, pois havia coisas que nem mesmo os deuses podiam fazer. Assim sendo, nenhum  homem podia estar certo de que suas orações seriam respondidas, por mais simpáticos que os deuses fossem ao seu fiel. Como os deuses tinham todos os vícios e virtudes dos homens, não eram confiáveis. Como havia vários deuses, podiam colocar-se em lados diferentes de uma determinada disputa, e a ira de um deus poderia anular a boa vontade de outro, tornando a questão tão incerta quanto no momento anterior em que se pediu ajuda a tal deus.

Finalmente, como os deuses frequentemente interferiam nos assuntos humanos por interesses próprios – amor por uma mulher, ódio a um indivíduo, ciúme do poder ou da coragem de um rei – o fiel nunca podia saber se o deus ao qual fez uma prece já não estava envolvido na questão como participante interessado.

Ciência e religião entre os gregos

Todos esses fatores contribuíam para diminuir a confiança dos gregos em seus deuses. Os gregos temiam seus deuses, mas era muito difícil amá-los e quase impossível respeitá-los. Os gregos trataram de construir suas próprias defesas e tenderam a desviar-se da atitude contemplativa em relação aos deuses.

Procuraram desvendar o princípio cósmico, o destino que dispunha tanto sobre os homens como sobre os deuses. Achavam que, se a natureza desse princípio fosse entendida, então os homens podiam até superar os deuses e conseguir um tipo de harmonia que faria com que a vida humana fosse boa e estável.

Foi essa tentativa de descobrir o princípio pelo qual os deuses eram regulados que contribuiu para dar origem à filosofia e à ciência gregas.

Funcionários religiosos

Cada cidade-estado possuía seus próprios cultos, mas havia um sentimento de unidade religiosa que se fortalecia por ocasião dos grandes festivais em que os gregos se uniam para honrar a mesma divindade. Além dos deuses havia uma grande quantidade de deuses menores, patronos de atividades, de aspectos da natureza, personificação de forças, e os heróis, intermediários entre os deuses e os homens.

Os gregos recorriam aos deuses por meio da oração e do sacrifício segundo iniciativas individuais. Havia cerimônias religiosas, tanto públicas como privadas, que requeriam um desempenho correto, dando origem ao aparecimento de sacerdotes que realizavam tais operações. Entretanto, nunca chegou a existir uma classe sacerdotal que vivesse à parte da sociedade, não havia nada que parecesse com uma igreja tal como hoje a entendemos.

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Leia Também:  Religião Grega (Parte I)

A religião grega (Parte I)

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Os deuses são imortais

Os gregos, originalmente, adoravam deuses que eram concebidos como tendo poderes sobre o céu, o mar, o mundo subterrâneo; sobre fenômenos da natureza, como o vento, o trovão, a chuva; sobre questões de Estado, como a guerra ou a paz; e ainda sobre qualidades como a sabedoria, a beleza, a força.

O número convencional de deuses era doze e moravam no Monte Olimpo, a montanha mais alta da Grécia, governados por um deus maior, Zeus, e sua esposa, Hera. Periodicamente, os deuses abandonavam os cuidados com suas funções originais e interferiam nos assuntos humanos.

Zeus - HISTOBLOG ZEUS

As divindades gregas eram concebidas como motivadas pelos mesmos interesses, paixões e desejos que moviam também os homens e viviam uma espécie de versão superior da vida humana. Havia entretanto uma importante diferença: enquanto os homens eram mortais, os deuses eram imortais. Como os deuses não tinham de enfrentar a morte, realizavam suas ações com uma ousadia que um mortal jamais teria.

Antropomórficos.

A religião era antropomórfica, ou seja, os deuses possuíam forma de homem, e também humanística, pois a vida de um deus era semelhante à de um homem, só que dispondo de um poder maior.

O poder dos deuses não era, porém, ilimitado. Embora fossem imortais, não eram eternos. Foram criados a partir de uma determinada época e eram limitados pelo fato de que os acontecimentos que lhes deram origem eram imutáveis, os processos básicos da natureza não podiam ser mudados, nem mesmo pelos deuses.

A narrativa do nascimento e das aventuras em que os deuses estão envolvidos é costumeiramente chamada de mitologia. Um dos primeiros relatos de que se tem registro sobre os deuses da Grécia Antiga deve-se a um autor que teria sido contemporâneo da literatura homérica. Hesíodo. Atribui-se a ele uma obra sobre os homens, chamada Os Trabalhos e os Dias e outra sobre a origem dos deuses, chamada Teogonia.

Uma religião sem dogmas

As histórias sobre os deuses e heróis gregos são variáveis e muitas vezes contraditórias. Eram transmitidas pela tradição oral. Um poeta, acompanhado de um instrumento musical de cordas chamado lira, declamava para um público interessado nas histórias dos deuses. Esse tipo de poeta, na Grécia Antiga, chamava-se aedo. Segundo se afirma, Homero teria sido um aedo

Essas histórias eram contadas de região em região, de pais para filhos, e continuamente alteradas pela imaginação popular e pela fantasia dos aedos. Esta era outra diferença importante da religião grega. As religiões judaica, cristã e islâmica estão baseadas em textos escritos e regras definidas pela tradição e pelos seus sacerdotes. Tais regras são chamadas dogmas.

A religião grega nunca possuiu dogmas ou uma narrativa oficial que se impusesse a todos. Cada um podia imaginar os deuses à sua maneira. Um homem do povo aceitava ao pé da letra as aventuras que lhe contavam sobre os deuses, mas um pensador podia lhes dar outros significados.

Os deuses e o destino

Essas características levaram à crença de que os deuses eram basicamente uma espécie de departamento executivo de um sistema de governo cósmico, maior do que os próprios deuses. O princípio básico desse governo cósmico era chamado moira, que significa destino.

O destino comandava a ordem do mundo e nem mesmo os deuses podiam desafiar o destino impunemente. Cada deus administrava uma parte desse universo. Um deus em particular, como o deus do mar, Poseidon, podia mexer com as marés ou causar um maremoto, mas não podia fazer o que quisesse com a água e a terra, pois havia limites às suas ações. Um deus poderia até interferir numa guerra, adiar seu resultado por algum tempo, mas estava determinado que uma cidade como Tróia deveria ser destruída pelos gregos, não importando que mesmo alguns deuses desejassem o contrário.

Quando um Deus transgredia os limites de sua autoridade, era punido de acordo com as regras da justiça, a que tanto os deuses como os homens estavam sujeitos.

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Leia Também: Cultura Grega

A Odisséia (parte II)

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O canto das sereias

Da ilha de Circe, e de sua passagem pelo inferno, Ulisses passou pela ilha das Sereias, que eram monstros, meio mulheres, meio pássaros. Elas atraíam com seu canto os marinheiros que se descuidavam de seu serviço, fazendo com que as embarcações se despedaçassem nos rochedos e, em seguida, devoravam seus imprudentes ouvintes.

Ulisses, curioso por ouvir o canto das sereias, deu ordem para seus marinheiros taparem os ouvidos com cera, e quanto a ele, que o amarrassem bem, com cordas bem fortes, no mastro do navio e não o soltassem enquanto não tivesse passado pelas sereias. Assim foi feito e Ulisses conseguiu ouvir o canto das sereias sem ser  morto em seguida.

 Ulisses e as sereias

A caminho de Ítaca

Passou em seguida pela ilha de Trinácia, onde pastavam os bois do deus Sol. Os marinheiros de Ulisses estavam famintos e mataram alguns bois para comer, apesar da proibição de Ulisses, pois os animais eram sagrados.

Por esse ato, os marinheiros foram mortos em uma tempestade em alto-mar, vítimas de um naufrágio. O único sobrevivente, Ulisses, depois de vários dias à deriva, boiando com os restos do navio, chegou à ilha de Ogígia, onde vivia a ninfa chamada Calipso.

As ninfas eram deusas menores que viviam nos campos, bosques e águas. Calipso apaixonou-se por Ulisses e o reteve por muito tempo. Ulisses ardia de desejo de deixar a ilha e retomar o caminho para seu lar. A ninfa concordou em ajuda-lo a construir uma embarcação para voltar para casa.

Novo naufrágio ocorre e Ulisses desembarca na ilha dos Feácios, onde foi bem recebido por Nausicaa, filha do rei Alcinoo. Contou suas aventuras e conseguiu a ajuda deles para retomar viagem para Ítaca. Depois dessas peripécias, Ulisses volta ao lar.

A chegada de Ulisses a Ítaca

Ao desembarcar em Ítaca, a primeira pessoa que encontrou foi uma jovem pastora que ele reconheceu como sua protetora, a deusa Palas Atena. Ela o ajudou a esconder numa gruta os tesouros que havia trazido para sua família.

Depois transformou Ulisses num mendigo que, dessa maneira, disfarçado, procurou o fiel criador de porcos Eumeu. Este acolheu o mendigo e passou a contar-lhe o que se passava no palácio de Ulisses, povoado de pretendentes à mão de Penélope, sob o pretexto de que Ulisses havia morrido.

No dia seguinte, o filho de Ulisses, Telêmaco, visitou o criador de porcos e, dessa maneira, encontrou e reconheceu seu pai. Eumeu,Ulisses e Telêmaco combinaram que Ulisses não se identificaria, permanecendo incógnito como mendigo, e discutiram juntos a maneira de se desfazer dos pretendentes à mão de Penélope.

A vingança de Ulisses

Dirigiram-se ao palácio, onde muitos serviçais de Ulisses eram cúmplices dos pretendentes e maltrataram Telêmaco e o mendigo. Logo à chegada, Ulisses foi reconhecido pelo cão.

Na sala principal do palácio encontravam-se banqueteando os pretendentes à mão Penélope, os quais também maltrataram o mendigo. Penélope anunciou então aos presentes que escolheria o pretendente, mas exigia uma prova: ela se casaria com aquele que fosse capaz de vergar o arco de seu esposo e fazer a flecha passar pelo orifício do cabo de doze machados, colocados um ao lado do outro, como Ulisses era capaz.

Os pretendentes concordaram com a prova. Todos tentaram e nenhum conseguiu. O mendigo pediu uma oportunidade para tentar a prova. Para surpresa dos presentes, realizou o feito considerado impossível. Em seguida, com as outras flechas passou a atingir os pretendentes com a ajuda de Telêmaco e Eumeu.

Ulisses foi reconhecido por Penélope, terminando suas aventuras com um final feliz, e sua esposa ser recompensada pela fidelidade ao marido.

O significado da obra de Homero

Para além de seu valor literário, a Ilíada e a Odisséia fornecem elementos para se saber sobre o estágio inicial da organização cultural, religiosa, social e política da Grécia Antiga.

Ficamos sabendo sobre os deuses que cultuavam as formas de governo que tinham, um rei local, como o era Ulisses, e que, desde tempos remotos, a Grécia não formava um Estado centralizado, unificado, mas dividido, em várias cidades-estado.

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Leia também...  Mitologia Grega

A Odisséia (parte I)

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Atribuem-se a Homero dois poemas que fornecem elementos fundamentais para o conhecimento da cultura grega. A Ilíada e A Odisséia.

Vamos falar aqui sobre a Odisséia, que narra as aventuras de Ulisses em sua volta ao lar, na ilha de Ítaca, uma viagem que durou dez anos , logo após a destruição de Tróia.

Esperavam-no em Ítaca sua fiel esposa Penélope e seu filho Telêmaco, que havia deixado com um ano de idade.

Em Ítaca, consideravam Penélope viúva e apareceram numerosos homens que queriam sua mão em casamento. Um grande número de pretendentes se estabeleceu no palácio de Ulisses e tinham uma vida feliz na ausência do dono da casa.

A cada ano faziam mais pressão para que Penélope escolhesse um marido. Entretanto, ela não perdia a esperança da volta de Ulisses. Para ganhar tempo, teceu uma  tapeçaria e avisou que só faria a escolha quando terminasse o trabalho. Quando percebia que o tapete estava terminando e o marido não dava notícias, desfazia o que havia tecido e reiniciava o trabalho. Enquanto isso, seu marido em algum lugar, enfrentava adversidades e aventuras para retornar a Ítaca.

O ciclope Polifemo

Entre as aventuras de Ulisses em sua viagem de regresso, é citada a sua passagem no país dos ciclopes que, segundo a lenda, ficava na Itália. Os ciclopes eram gigantes que possuíam um só olho no meio da testa. O ciclope Polifemo morava em uma caverna, vivia do pastoreio e se alimentava de carne humana.

Acompanhado de doze homens, certo dia Ulisses entrou na caverna do ciclope levando consigo vinho. Seus companheiros alimentaram-se de leite, queijo e coalhada. Ao regressar à sua caverna, Polifemo apoderou-se dos estranhos e prendeu-os num canto de sua morada, tendo o cuidado de fechar a caverna com uma enorme pedra. Dali em diante devorava dois homens por dia.

Ulisses, vendo que bem depressa chegaria sua vez, ofereceu ao gigante o vinho que trouxera. Polifemo provou, gostou, bebeu mais e embriagou-se. Dormiu profundamente. Durante o tempo em que bebia, perguntara a Ulisses o seu nome. "Ninguém", respondeu o ardiloso Ulisses.

Vendo-o à sua mercê e completamente anestesiado pelo vinho, com uma ponta de madeira, furou o olho do gigante.

Polifemo, urrava de dor e, logo apareceram outros ciclopes para acudir Polifemo. "Que aconteceu?" perguntavam. E Polifemo gritava: "Estão me matando!". "Quem te fez mal?" perguntavam os outros ciclopes. Polifemo respondia: "Ninguém!" Os gigantes então foram embora.

Polifemo sentou-se na entrada da caverna onde estava a pesada pedra que servia de porta, e que só ele podia mover. Pela manhã, o gigante removeu a pedra para que seu rebanho saísse para pastar. Ulisses havia amarrado seus companheiros no ventre dos carneiros, de tal forma que pudesses escapar, pois o gigante passava a mão no dorso dos carneiros para se certificar de que os estrangeiros não estavam escapando da caverna. e foi assim que Ulisses conseguiu fugir e retomar sua viagem de volta ao lar.

Ulisses no inferno

A partir de então Ulisses corria sério perigo, pois o ciclope era filho do deus do mar Poseidon, que passou a odiá-lo e a criar muitos obstáculos para impedir sua chegada a Ítaca.

Do país dos ciclopes, Ulisses chegou à ilha onde reinava Éolo, o rei dos ventos, depois desembarcou no país dos Lestrigões, que também se alimentavam de carne humana.

Fugindo, conseguiu chegar à ilha de Aea, onde vivia a feiticeira Circe, que o instigou a ir aos infernos para consultar o adivinho Tirésias, que iria prever como chegaria à sua pátria. Nessa ocasião, Ulisses viu o fantasma de sua própria mãe, que lhe disse que a esposa Penélope e o filho Telêmaco estavam sofrendo muito em Ítaca, e que ainda esperavam pela sua volta.

 

Adivinho Tirésias (esquerda) e Ulisses no inferno

 

continua no próximo post...

fonte: apostilas ETAPA

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Leia também: Os doze trabalhos de Hércules

A cultura Grega

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A civilização grega antiga foi uma civilização brilhante sob vários pontos de vista: politicamente, permitiu a participação do cidadão no poder pela democracia; culturalmente, forneceu as bases para o pensamento filosófico ocidental, para o teatro e vários outros ramos das manifestações artísticas. Toda essa pujança se conseguiu graças ao sistema escravista, que liberava o cidadão do trabalho direto e manual.

O helenismo pode ser definido como a penetração do caráter urbano na tradicional sociedade oriental. Entretanto, o escravismo, uma das principais características da civilização clássica grega, não penetrou no interior do mundo helenístico oriental. O sistema básico de produção se assentava em trabalhadores que estavam submetidos a um rei, a quem pagavam tributos.

A relação entre o escravismo e a cultura.

A forma mais importante de produzir a riqueza para toda a sociedade grega era por meio do trabalho escravo. O escravo era empregado em praticamente todas as atividades produtivas. O cidadão grego podia, dessa forma, ter um tempo livre para dedicar-se às atividades culturais e físicas. Essas atividades eram exercidas por proprietários rurais nos centros urbanos, nos quais havia os recursos necessários para o exercício de todos os ramos da cultura.

Em outras palavras: graças à não-liberdade dos escravos, os cidadãos podiam gozar da mais absoluta liberdade. Foi essa liberdade que possibilitou a uma minoria produzir formas elaboradas de religião e mitologia, expressões artísticas e pensamento político bastante avançados.

Mitologia e religião

A cultura grega elaborou uma série de mitos para explicar o surgimento da Terra, dos mares, do céu, dos deuses e dos homens. Assim, do Caos, princípio do Universo, teria nascido Eros (o Amor), Gaia ou Géia ( a Terra) e Urano (o Céu). Estes se uniram várias vezes, gerando outras entidades, os titãs. Das várias uniões e sínteses entre esses seres resultaram novas divindades. A mitologia grega entende o universo como constituído pela sucessão de várias gerações divinas, que sintetizam uma evolução anterior e rompem as ordens que cada geração institui e representa. É esse princípio geral que nos permite entender como Cronos (divindade do tempo) destrona seu pai Urano e, posteriormente, é destronado por seu filho Zeus, o maior deus do Olimpo.

 Zeus, a mais importante divindade da mitologia grega

 

A religião dos gregos era politeísta e antropomórfica, isto é, possuía vários deuses com forma humana. Esses deuses tinham, além das qualidades divinas, os defeitos e as limitações dos humanos: alguns desses deuses amavam simples mortais, outros se embriagavam, dançavam ou ficavam furiosos e se vingavam. Por essa razão a religião dos gregos difere do cristianismo e do judaísmo, que marcaram a civilização ocidental.

Para os gregos antigos, havia uma íntima relação entre a religião e o Estado. Os deuses regiam tanto a vida privada como a vida pública. Havia, a crença absoluta de que foram os deuses que deram a vitória aos gregos nas guerras contra os persas.

Os jogos gregos realizavam-se em santuários, como o de Olímpia, pois eram uma homenagem aos deuses. Os jogos realizados nesse santuário deram origem aos Jogos Olímpicos, que se realizam até hoje e que em 2016 serão realizados no Brasil.

pujança: grande força, poderio, superioridade, robustez, grandeza.

 

PEDRO, Antônio. História da civilização ocidental. ensino médio. volume único.

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Os Doze Trabalhos de Hércules

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Uma das figuras mais ricas da mitologia grega. Hércules, filho de Zeus com a rainha Alcmena, que por sua vez era casada com Anfitrião, rei de Tebas.

Quando Hércules nasceu, Hera a esposa de Zeus, enciumada, mandou para destruí-lo duas enormes serpentes. A criança agarrou uma em cada mão e as estrangulou.

No palácio onde foi criado, teve uma educação aprimorada. Quando jovem, foi guardar rebanhos e teve a oportunidade de matar o leão que amedrontava os pastores do local. Quando voltava da caçada lutou contra inimigos de Tebas. Casou-se com Mégara, que lhe deu vários filhos.

Entretanto, acometido por um ataque de loucura provocado por Hera, matou a esposa e todos os seus filhos. Voltando a si, pediu ao deus Apolo instruções para purificar-se de seu crime. Apolo ordenou-lhe então que se dirigisse a Tirinto, colocando-se sob os serviços do rei Euristeu durante doze anos.

Os Doze Trabalhos

- Matou o leão da Neméia, de couro tão duro que o ferro não podia penetra-lo. Hércules deu-lhe um poderoso golpe, deixou-o tonto e em seguida sufocou-o com suas mãos. Mais tarde fez um manto com a pele desse leão para protegê-lo em luta.

- Matou a hidra de Lerna, um dragão com corpo de réptil e nove cabeças, que vivia nos pântanos junto à entrada dos infernos. Seu sopro envenenado queimava e devastava os campos. O monstro ainda devorava rebanhos. Nessa luta contou com a ajuda do sobrinho, Iolau. Quando Hércules cortava as cabeças de hidra, onde havia uma, renasciam duas. Iolau pôs fogo a uma floresta vizinha, e com o fogo ia destruindo as cabeças que renasciam, impedindo-as de se desenvolverem. Antes de ir embora, Hércules embebeu suas flechas no sangue venenoso do monstro, tornando-as, assim muito perigosas e mortais.

cerâmica etrusca, 525 a.C

 

- Hércules devia levar a Euristeu, viva, a corça  do Monte Cerineu, de chifres de ouro e pés de bronze, que corria muito e era consagrada a Artemis. A caçada durou um ano, até que Hercules conseguiu agarra-la pelos chifres e entrega-la a Euristeu.

- Capturou vivo o javali de Eurimanto, animal terrível que espalhava a destruição em toda a Arcádia.

- Abateu com suas flechas envenenadas aves monstruosas que viviam no lago Estínfalo, alimentavam-se de carne humana e usavam suas penas como dardos para atacar os caminhantes.

- Capturou vivo o touro do rei Minos de Creta, que devastava a região, e entregou-o a Euristeu.

- Limpou os estábulos do rei da Élida, Áugeas. As estrebarias estavam fechadas há mais de trinta anos e lá havia cerca de três mil bois, sem que jamais tivessem sido limpas. Hércules desviou o curso dos rios Alfeu e Peneu em direção às estrebarias e, dentro de poucas horas, os estábulos estavam livres do estrume acumulado.

- Diomedes, rei de um povo selvagem, possuía éguas que vomitavam fogo e que o rei alimentava com a carne dos estrangeiros que porventura passassem pela região. Hércules entregou Diomedes às éguas carnívoras e presenteou-as vivas a Euristeu.

- Lutou conta as amazonas, um povo de mulheres que se uniam uma vez por ano com os homens, e dos filhos que nasciam, se fossem homens, davam-nos aos pais ou matavam-nos e ficavam com as mulheres. Hércules foi encarregado por Euristeu de buscar o cinturão de Hipólita, rainha das amazonas. Euristeu queria da-lo à sua filha Admete. Quando Hércules chegou ao país das amazonas com seus companheiros, foi bem recebido por Hipólita, mas Hera, mais uma vez, colocou as amazonas contra o herói. Depois de muita luta obteve o cinturão e entregou-o à filha de Euristeu.

10º- Gerião era um gigante de três cabeças que vivia na ilha de Erícia. Sua riqueza consistia num belo rebanho de bois vermelhos, guardado por um gigantesco boiadeiro, Eurícion, e por um cão de três cabeças, Ortos. Hércules foi encarregado de roubar esse rebanho e entrega-lo a Euristeu. Teve de passar por muitos perigos e aventuras, matou o cão, o boiadeiro e Gerião para obter o rebanho e entrega-lo a Euristeu.

11º- Hércules foi em seguida encarregado de colher e levar para Micenas as maçãs de ouro do jardim das Hespérides. As Hespérides eram deusas encarregadas de vigiar, com o auxílio de um dragão, as maçãs de ouro, presente feito por Géia a Hera quando esta casou-se com Zeus. Entretanto não sabia onde ficava esse jardim. Depois de obter a informação de Nereu, um deus do mar, dirigiu-se ao país das Hespérides. Lá chegando, encontrou o gigante Atlas, que suportava em suas costas a abóbada celeste. Atlas comprometeu-se a pegar as maçãs de ouro desde que Hércules ficasse segurando a abóbada celeste. Atlas na verdade queria livrar-se do fardo, passando-o para Hércules. Percebendo a artimanha, Hércules pediu a Atlas que segurasse um pouco a abóboda celeste para que pudesse colocar uma almofada nos ombros para poder suportar tamanho peso. O gigante concordou. Tão logo se viu livre do fardo, Hércules tomou as maçãs e deixou o gigante Atlas reclamando da trapaça.

12º- Por fim Euristeu encarregou-o de trazer dos infernos o cão Cérbero, com três cabeças e cauda de serpente, que guardava a entrada do inferno. Com a ajuda de Hermes, Hércules conseguiu chegar ao inferno e fez a Hades seu pedido. Hades concedeu-lhe o desejado com a condição de que lutasse com o cão de mãos limpas. Hércules aceitou o desafio e, depois de muita luta, quase conseguiu sufocar o cão, e levou-o à presença de Euristeu. Este, aterrorizado com o monstro, mandou Hércules devolve-lo a Hades.

Guardião das portas do inferno

 

Depois desses trabalhos, Hércules percorreu o mundo realizando novas façanhas, casou-se com Dejanira que por ciúme do esposo, matou-o com uma túnica embebida em sangue envenenado. Como era filho de Zeus, e em reconhecimento às suas lutas, foi para o Olimpo. Lá reconciliou-se com Hera, que o adotou como filho, e casou-se com Hebe, a deusa da eterna juventude.

fonte: apostilas ETAPA. sexto ano.

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Jogos Olímpicos Modernos

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O Comitê Olímpico Internacional (COI), com sede em Lausane , Suíça é  que coordena e regulamenta os Jogos  Olímpicos em suas diversas modalidades esportivas. Inicialmente restrito a atletas amadores. O evento atual permite a participação de profissionais.
A definição sobre a sede dos jogos também é trabalho do COI. Sete anos antes do evento acontecer o COI decide em votação qual das cidades candidatas será a sede da próxima Olimpíada.
O renascimento das Olimpíadas se deu em 1896 em Atenas na Grécia. O COI escolheu Atenas como palco do evento, por seu passado histórico.
Jogos Olímpicos  e suas sedes:
  • I       Jogos Olímpicos:   Atenas, 1896
  • II      Jogos Olímpicos:   Paris,  1900
  • III     Jogos Olímpicos:   Saint Louis, 1904.

  • Olimpíada Intermediária: Atenas, 1906. Realizada em comemoração ao décimo aniversário de renovação dos Jogos Olímpicos, superou em técnicas e organização as três primeiras versões. O COI não reconhece oficialmente a edição de 1906, pois foge do ciclo clássico de quatro anos.
  • IV       Jogos Olímpicos: Londres, 1908.
  • V        Jogos Olímpicos: Estocolmo, 1912.
  • VI       Jogos Olímpicos: Berlim. 1916. Não foram realizados em virtude da Primeira Guerra Mundial.
  • VII      Jogos Olímpicos: Antuérpia, 1920.
  • VIII     Jogos Olímpicos: Paris, 1924.
  • IX       Jogos Olímpicos: Amsterdã, 1928.
  • X        Jogos Olímpicos: Los Angeles, 1932
  • XI       Jogos Olímpicos: Berlim, 1936
  • XII      Jogos Olímpicos: 1940. Não foram realizados em virtude da Segunda Guerra Mundial.
  • XIII     Jogos Olímpicos: 1944. Não foram realizados em virtude da Segunda Guerra Mundial.
  • XIV     Jogos Olímpicos: Londres, 1948.
  • XV      Jogos Olímpicos: Helsinque, 1952.
  • XVI     Jogos Olímpicos: Melbourne, 1956.
  • XVII    Jogos Olímpicos: Roma, 1960.
  • XVIII   Jogos Olímpicos: Tóquio,1964.
  • XIX     Jogos Olímpicos: México, 1968.

  • XX      Jogos Olímpicos: Munique, 1972. Durante os jogos uma terrível tragédia aconteceu, onze israelenses foram mortos por membros de uma organização palestina e, pela primeira vez, a bandeira olímpica foi hasteada a meio mastro, em sinal de luto. A partir daí, fortes esquemas de segurança entraram em ação em cada Olimpíada.
  • XXI     Jogos Olímpicos: Montreal, 1976.
  • XXII    Jogos Olímpicos: Moscou, 1980.
  • XXIII   Jogos Olímpicos: Los Angeles, 1984.
  • XXIV   Jogos Olímpicos: Seul, 1988.
  • XXV    Jogos Olímpicos: Barcelona, 1992.
  • XXVI   Jogos Olímpicos: Atlanta, 1996.
  • XXVII Jogos Olímpicos: Sidney, 2000
  • XXVIII Jogos Olímpicos: Atenas, 2004
  • XIX      Jogos Olímpicos: Pequim, 2008.
Estas foram as cidades-sedes dos Jogos Olímpicos, a próxima cidade-sede será Londres em 2012.
PE. Roque Schneider. SJ. A fascinante Grécia, seus Jogos Olímpicos, seus Heróis e sua Mitologia

Carta de Alexandre para os habitantes de Quíos, século IV a.C

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O texto a seguir faz parte de uma carta de Alexandre aos habitantes da cidade grega de Quíos. Ele reflete a nova realidade imposta às cidades gregas pelo domínio macedônio. Alexandre manteve a tradição grega pela qual cada cidade tinha sua própria Constituição. Mas os cidadãos já não tinham liberdade de escolha, pois a Constituição dependia da aprovação de Alexandre. As pólis gregas, eram totalmente autônomas, passavam a fazer parte de um  Império. O texto retrata os dois aspectos da cidade Helenística: autonomia legislativa interna e ausência de política externa e militar independente.
Os exilados originários de Quíos (cidade grega)  retornarão todos. Nomógrafos serão eleitos para redigir e refazer as leis, de maneira a retirar tudo que fira a democracia e o retorno dos exilados. As redações e correções serão submetidas a Alexandre. Os habitantes de Quíos fornecerão vinte trirremes (barco grego com três fileiras de remos) armadas, à sua custa: essas trirremes navegarão  pelo mesmo tempo que o restante da marinha dos gregos.
Aqueles que entregaram a cidade aos bárbaros, aqueles que fugiram, serão banidos de todas as cidades que assinaram a paz e serão passível de prisão, segundo a decisão dos gregos. Os que ficaram serão processados e julgados pelo sinédrio (tribunal) dos gregos. Se ocorrerem disputas entre os que ficaram e os que retornaram, serão julgadas por nós. Até que os habitantes de Quíos tenham preparado sua Constituição, haverá uma guarnição militar do  Rei Alexandre, grande o suficiente e custeada pelos locais.
FUNARI, Pedro Paulo A. Antiguidade Clássica: a História e a cultura a partir dos documentos. Campinas, 2002, p 128.
O período Helenístico
A Grécia ficou desgastada com as guerras internas, e o ideal das pólis estava praticamente destruído. Simultaneamente, o Império Persa, tendo reconquistado sua hegemonia na Ásia Menor, ameaçava a rota do trigo dos atenienses, que não tinham condições de combater.
A desintegração das cidades-estado facilitou sua conquista pelos macedônios, povo aparentado com os gregos. Esse povo submeteu o Império Persa e formou um grande império, que veio a se construir no chamado mundo helenístico.
O império de Alexandre
Alexandre, filho de Filipe II, assumiu o trono com  20 anos de idade e se transformou num dos maiores líderes militares da história.
A Pérsia continuou  sua  política expansionista , sob a liderança de Dario III. Na primavera de 334 a.C, o exército de Alexandre (agora também  com soldados gregos) iniciou guerra contra a Pérsia, invadindo o Helesponto e sagrando-se vencedor. Em pouco  tempo toda Ásia Menor estava sob o domínio de Alexandre.
Em seguida, Alexandre marchou sobre a Fenícia e dominou-a, enquanto os exércitos de Dario III batiam em retirada. Também o Egito, um dos mais ricos domínios do Império Persa, caiu nas mãos de Alexandre. Em 332 a.C, foi fundada, no delta do Nilo, a cidade de Alexandria, que se tornou o mais importante centro comercial e cultural do Mediterrâneo.
A derrota dos persas deu-se em Gaugamela, no Mediterrâneo, em 331 a.C. O rei destruiu completamente Persépolis, como vingança à destruição de Atenas pelos persas.
Alexandre encontrou nas cidades e palácios do Império Persa grande quantidade de ouro e prata.
A marcha militar de Alexandre prosseguiu até o interior do Irã, atingiu o Afeganistão e dominou parte da Índia.
Alexandre se casou com a princesa Roxana, filha de Dario III, rei dos persas, com esse ato, o rei incentivou as relações entre persas e macedônios (helênicos). Seus generais também se casaram com mulheres da nobreza persa.
Alexandre morreu em 324 a.C., aos 33 anos de idade. Seu grande império foi dividido pelos diádocos (generais sucessores) em quatro partes: a Mesopotâmia, o Egito, a Ásia Menor e a Grécia.
PEDRO, Antonio. História da civilização ocidental. ensino médio. v. único

Grécia Antiga – Aula em vídeo

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Assista aula em vídeo. parte 1

Grécia Antiga – aula em vídeo parte 2

Medicina – Filosofia - Ciências

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A Medicina se firmou como ciência no mundo grego. Um dos maiores responsáveis por isso foi o médico Hipócrates de Cós. Ele descobriu que as doenças possuem causas naturais, e isso numa época em que se acreditava  que as doenças ocorriam por força do destino.
Em muitos países, inclusive no Brasil, os médicos, ao se formarem prestam o juramento de Hipócrates. Veja um trecho do juramento.
Não darei medicamentos mortais a ninguém que me pedir nem sugerirei tal coisa… Nas casa em que entrar, irei em benefício do doente e abster-me-ei de todo o ato voluntário de malícia (…) O que (…) vir ou ouvir da vida dos homens (…) não divulgarei.
HADAS, Moses, Roma Imperial. p.   103
Hipócrates é tido como o fundador da Medicina.
 
Texto original em grego do juramento de Hipócrates
Filosofia
O clima de liberdade e debates políticos existentes na maioria das cidades gregas favoreceu o aparecimento de estudiosos, conhecidos mais tarde como filósofos.
Entre os maiores filósofos gregos da época estão Sócrates (470-399 a.C), Platão (427-347 a.C e Aristóteles (384-322 a.C).
O método usado por Sócrates era  dialogar com as pessoas sobre um assunto que elas acreditavam conhecer. Em seguida por meio de perguntas inteligentes, ele mostrava que as “verdades” em que o outro acreditava eram ilusórias. Mas Sócrates não deixou nada escrito. Seu discípulo Platão foi quem divulgou suas idéias.
Ao iniciar um diálogo,  Sócrates dizia: “Só sei que nada sei”. Com isso ele queria dizer que o ponto de partida para conhecemos um assunto é reconhecer que o ignoramos. Ele se preocupou com a construção dos conceitos de justiça, de beleza de felicidade.
Sócrates tornou-se muito conhecido em Atenas, por discutir os assuntos em praça pública. Por isso foi acusado pelos governantes de corromper os jovens de não crer nos deuses da cidade. Sócrates foi condenado e morto. Sua pena foi beber cicuta, um veneno que provocou sua morte.
quadro – A morte de Sócrates de Jacques Louis David de 1787
Platão, aluno de Sócrates, fundou em Atenas uma escola de filosofia chamada Academia. Platão também se preocupou com questões morais. Para ele, só seria possível melhorar a moral dos indivíduos se reformássemos também a sociedade.
Platão foi o criador da palavra idéia (eidos). Para ele havia o mundo dos fenômenos (ilusório) e o mundo das idéias universais (verdadeiro). Esse mundo das idéias é habitado pelas idéias universais de Verdade, Bondade, Bem Felicidade, Coragem, Justiça. A mais importante de todas, para Platão, é a idéia do Bem.
Aristóteles foi aluno de Platão e freqüentou sua Academia durante muito tempo, produziu trabalhos na área da física, da botânica, da zoologia, da química e da astronomia. Ele rejeitava o mundo das idéias criado por Platão e considerava que só é possível verificar a validade de uma idéia por meio de experiência. Para Aristóteles o homem é um “animal político”, ou seja, para ele, mais importante do que a família é o convívio humano em sociedade.
Por sua contribuição variada e rica, Aristóteles é considerado um dos mais influentes filósofos gregos.
Ciências
As ciências, especialmente a Astronomia, a Geografia, a Matemática, a Medicina e a Física tiveram extraordinário desenvolvimento nas terras conquistadas por Alexandre Magno. No império de Alexandre ocorreu, o entrelaçamento da cultura grega com a oriental, dando origem à cultura helenística.
A cidade de Alexandria, no Egito, foi um dos principais centros de reunião de sábios orientais e gregos. Entre os cientistas helenísticos mais importantes estão Aristarco, Euclides e Arquimedes.
Aristarco lançou a hipótese de que a Terra gira em torno do Sol, que foi comprovado mais tarde. Euclides produziu importantes conhecimentos no campo da geometria e Arquimedes foi um notável físico e matemático.
BOULOS JUNIOR, Alfredo. coleção História Sociedade & Cidadania. ensino fundamental 

Teatro – Esculturas – Poesia

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As artes gregas valorizavam o homem. É o que se pode concluir pelas obras de seus escultores, poetas e autores de peças teatrais.
O teatro grego, também originou-se da religião, como as olimpíadas, as peças eram representadas ao ar livre. Num mesmo dia eram encenadas várias peças. Freqüentar o teatro fazia parte da educação. Todos eram incentivados a comparecer aos espetáculos teatrais.
Em Atenas, todas aas atividades, inclusive o comércio e a rotina jurídica dos tribunais, eram interrompidas em dias de espetáculo.
Os atores e o coro trabalhavam num espaço em forma de círculo, como o que hoje chamamos de palco. Todos os artistas eram homens, para fazer o papel de mulher eles usaram máscaras e adequavam a voz e a roupa à personagem que representavam.
Os autores teatrais gregos escreveram peças que continuam sendo montadas hoje no mundo inteiro. Eles foram inventores de dois gêneros teatrais consagrados: a comédia e a tragédia.
Entre os autores gregos de tragédias destacam-se:
Ésquilo (525-456 a.C): escreveu entre outras peças, Prometeu acorrentado e Os persas. Esse autor sempre procurava passar algum ensinamento moral. Em Os persas pode-se ler:
Mortais, não vos mostreis excessivamente orgulhosos. Da flor do orgulho nasce a espiga da infelicidade, que só oferece uma colheita de lágrimas”
Sófocles (496-406 a.C): autor de Édipo rei, Antígona e Electra, procurou mostrar que nenhum ser humano podia fugir de seu destino.
Aristófanes: (445-386 a.C): autor de Lisístrata, As nuvens e As rãs, escreveu comédias em que, quase sempre, ridicularizava os políticos.
Esculturas
Os gregos sempre glorificavam o ser humano, mesmo quando faziam  estátuas de um deus. Pode-se notar essa característica nas obras de dois dos mais talentosos escultores gregos; Fídias, criador da estátua da deusa Atena, e Praxísteles, conhecido pela perfeição com que esculpia a figura humana.
 escultura: Atena deusa da sabedoria – filha de Zeus e Métis
Poesia
A poesia grega continua servindo de inspiração a muitos artistas atuais. A Ilíada e a Odisséia ambos de Homero, a tornaram conhecida no mundo todo. Alguns estudiosos entendem que esses poemas não foram obra de um só homem, mas eram poemas populares, transmitidos oralmente e que foram escritos depois de muito tempo. Ali são narrados  feitos heróicos dos gregos. A famosa história do cavalo de Tróia é contada no poema Ilíada.

Símbolos Olímpicos

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Filosofia de vida que defende a formação de uma consciência pacifista, democrática, humanitária, cultural e ecológica por meio da prática esportiva.
Os Símbolos Olímpicos:
Os Aros
Interligados sobre um fundo branco, nas cores azul, amarela, preta, verde e vermelha, os aros olímpicos foram idealizados em 1914 pelo Barão Pierre de Coubertin. Eles representam a união dos cinco continentes e pelo menos uma de suas cinco cores está presente na bandeira de cada um dos Comitês Olímpicos Nacionais vinculados ao COI. É a principal representação gráfica dos Jogos Olímpicos e a marca do próprio Comitê Olímpico Internacional. O símbolo do Comitê Olímpico Brasileiro une os aros olímpicos a uma representação da bandeira do Brasil. Os aros interligados simbolizam também o encontro dos atletas de todo o mundo durante os Jogos Olímpicos.
O Lema
Citius, Altius, Fortius significa, em latim, "o mais rápido, o mais alto, o mais forte". Essa citação, criada pelo Padre Didon, amigo do Barão Pierre de Coubertin, serve como lema do ideal olímpico e resume a postura que um atleta precisa ter para alcançar seus objetivos. Sua essência está na superação dos limites. Ou seja, mais importante do que terminar em primeiro lugar é explorar o próprio potencial, dar o melhor de si e considerar isso uma vitória.
A Tocha
É o elo entre os Jogos da Antiguidade e os Jogos da Era Moderna. A chama é acesa em Olímpia, na Grécia, onde se inicia o revezamento da Tocha, que passa por várias cidades no mundo até chegar à cidade-sede. O fogo sagrado, tido como elemento purificador, anuncia o começo dos Jogos e convoca o mundo a celebra-los em paz. A Tocha é transportada por atletas e cidadãos comuns até o local da cerimônia de abertura, quando a chama acende a Pira, no Estádio Olímpico, onde será apagada na cerimônia de encerramento. A cada edição, a cidade-sede cria a sua própria Tocha, que ganha novos desenhos e formas.
O JuramentoCompromisso solene feito em público, o juramento olímpico acontece desde os Jogos de Antuérpia 1920. O texto foi modificado nos Jogos de Sidney 2000, quando passou a ter uma referência ao desejo de competir sem recorrer às drogas. O atual juramento, apresentado durante a cerimônia de abertura, é o seguinte: "Em nome de todos os competidores, prometo participar destes Jogos Olímpicos, respeitando e cumprindo com as normas que o regem, me comprometendo com um esporte sem doping e sem drogas, no verdadeiro espírito esportivo, pela glória do esporte em honra às nossas equipes".

O Hino

Criado na Grécia em 1896 pelo compositor Spirou Samara, com letra do músico Cositis Palamas, o Hino Olímpico foi adotado pelo COI em 1958. É executado em todas as cerimônias olímpicas oficiais, enquanto a bandeira olímpica é hasteada.
fonte: Movimento Olímpico : Comitê Olímpico Brasileiro – COB.

Os Jogos Olímpicos ou Olimpíadas

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Certamente todos já ouviram falar das olimpíadas. Elas são organizadas pelo Comitê Olímpico Internacional, ocorrem de quatro em quatro anos, reunindo atletas de quase todos os países do mundo. A última olímpiada ocorreu ano passado (2008) na China. Sua periodicidade e seu nome são uma homenagem a disputas semelhantes que também ocorriam a cada quatro anos na Grécia antiga.
Os gregos acreditavam que seus deuses tinham poderes incríveis, eram imortais e dominavam as forças da natureza. Para homenageá-los, faziam festas regularmente. Uma dessas festas eram os famosos jogos Olímpicos.
Estudando vestígios deixados pelo tempo, como ruínas de antigas cidades e objetos ou fragmentos de objetos, os arqueólogos deduziram que os primeiros jogos olímpicos foram realizados no ano 776 antes de Cristo.
Os jogos eram uma homenagem a Zeus, o mais respeitado dos deuses gregos, Por isso, quando se aproximava a data de sua realização, as guerras eram interrompidas em todo mundo grego. Os habitantes de todas as cidades podiam viajar para Olímpia livremente, sem medo de serem atacados ou presos. Era um sacrilégio atacar um atleta que se dirigia a Olímpia ou entrar com algum tipo de arma no lugar em que se realizava a grande festa.
Mais estudos levaram à conclusão de que as competições eram inicialmente voltadas para os jovens. Estes eram agrupados por idade e submetidos a duras provas de força e resistência física para mostrar que já poderiam se tornar guerreiros. Como as disputas passaram a ser sediadas na antiga cidade de Olímpia, surgiu o termo moderno Olimpíadas para se referir aos jogos (os gregos, entretanto, os chamavam de panegírios e não jogos Olímpicos ou Olimpíadas.
As modalidades esportivas eram variadas. Havia corrida a pé, a corrida com armas, a corrida de cavalos, a corrida de carros puxados por cavalos. Além disso, ocorriam também as lutas corporais, o arremesso de disco e de dardo.
Os vencedores ganhavam uma coroa feita com folhas de louro e eram recebidos com enorme entusiasmo na volta à sua cidade natal, onde erguiam-se estátuas em homenagem a eles. As olimpíadas gregas continuaram por quase mil anos.
O Ressurgimento dos Jogos Olímpicos
Muitos séculos depois de seu desaparecimento, assistiu-se na França ao ressurgimento das olimpíadas.
O principal responsável foi Pierre de Fredi, barão de Coubertin. Esse educador francês não mediu esforços para convencer vários países de que a realização periódica de competições internacionais traria benefícios sociais a todos os participantes. Coubertin acreditava que o brilho da Grécia antiga devia-se, em grande parte, à importância que os gregos davam ao esporte.
Convencido da dificuldade de se fazer justiça durante as competições, o barão adotou a frase que resume o “espírito olímpico” : o essencial não é vencer, mas competir com lealdade.
Assim, na Grécia, onde as olimpíadas foram realizadas pela primeira vez, aconteceu o seu ressurgimento, entre 6 e 15 de abril de 1896, com a participação de treze países e 311 atletas, todos homens.
Para a realização do evento, construiu-se um estádio em mármore e durante os dez dias de competição, disputaram-se provas de levantamento de peso, esgrima, tênis, ginástica artística, natação (em mar aberto), tiro ao alvo, luta e várias provas de atletismo.
fonte: História Sociedade&Cidadania - Alfredo Boulos Jr - A civilização grega

Mitologia Grega

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Mitos são relatos por meio dos quais um povo tenta explicar a origem do mundo, dos seres humanos e de fenômenos naturais, como a chuva, a geada, os raios etc. O conjunto de mitos recebe o nome de mitologia. A Mitologia Grega é rica e variada.
Os gregos eram politeístas, portanto acreditavam em vários deuses. Ao longo dos séculos, eles criaram diversas histórias para explicar o surgimento dessas divindades. Tais histórias, ou mitos, compõem a mitologia grega.
Eram histórias muito imaginosas e interessantes. Os gregos achavam que os deuses eram movidos pelas mesmas paixões dos seres humanos – amor, ódio, vingança, etc.
Entre as divindades, estavam:

  • Zeus, o mais poderoso de todos os deuses. Governava os outros deuses e os homens. Lançava raios e trovões quando estava furioso.

  • Hera, irmã e esposa de Zeus. Era protetora das esposas, das crianças, dos lares e dos casamentos.

  • Deméter, deusa das colheitas e da fertilidade.

  • Ares, deus da guerra. Era odiado por seus pais Zeus e Hera, mas muito amado por seu tio Hades. Afinal, as guerras que Ares provocava aumentavam o número de mortos.

  • Hades, senhor do reino dos mortos.

  • Apolo, deus da luz, Era protetor dos músicos, médicos e profetas.

  • Posêidon, deus dos mares. Possuía um palácio no fundo do mar. Ele costumava ser representado num trono segurando um tridente. Os navegantes pediam proteção a Posêidon.

  • Ártemis, deusa da caça, protetora dos filhotes de animais, das cidades e das mulheres.

  • Hermes, deus das comunicações e do comércio; deus mensageiro.

  • Dionísio, deus do vinho e protetor do teatro.

  • Hebe, deusa da juventude.

  • Afrodite, deusa do amor e da beleza. Onde ela pisava nasciam flores, os passarinhos voavam e cantavam ao seu redor. Teve vários filhos com Ares.

  • Atena, deusa da sabedoria. Nas guerras protegia a vida de seus devotos. Diziam que foi ela que ajudou os gregos a vencer a Guerra de Tróia. Ela teria também ensinado aos homens a elaboração das leis. 
Os deuses gregos eram eternamente jovens, e, além de se casarem entre si, casavam-se também com os mortais, Os filhos desses casamentos eram chamados de heróis ou semideuses. Entre eles, Hércules era filho de Zeus e de Alcmena, uma mulher casada. Outros heróis ou semideuses eram Perseu, que matou Medusa, feiticeira cujos cabelos eram formados por serpentes e transformava em pedra quem a olhasse de frente; Teseu, que lutou contra o Minotauro, monstro de corpo humano e cabeça de touro; Belorofonte, que montou Pégaso, um cavalo alado (cavalo com asas).
Édipo ganhou fama devido à sua inteligência. Contam que a cidade de Tebas vivia aterrorizada por uma Esfinge, que devorava todos aqueles que não conseguissem decifrar seu enigma. “Qual o animal que anda em quatro patas ao amanhecer, duas ao meio dia e três ao entardecer?” . Édipo acertou respondendo ser o homem, que quando bebê engatinha, quando adulto caminha ereto e, quando idoso, apóia-se numa bengala para caminhar. Com isso a esfinge morreu e Édipo foi transformado em herói de Tebas.
Havia também os titãs, gigantes que se rebelaram contra Zeus, mas foram derrotados. Um deles, Atlas, foi condenado a sustentar o mundo nos ombros. Outros seres mitológicos eram nereidas, ninfas do mar, as três graças, as ninfas dos bosques, os centauros (seres metade homens, metade cavalos) e os faunos.

 

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