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Os Cananeus

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O Líbano é uma nação do continente asiático encravada entre a Síria, Israel e o mar Mediterrâneo. Com uma área de 10 mil quilômetros quadrados, seu território é formado por um pequeno e fértil planalto ao centro, cercado por duas cadeias de montanhas.

Por volta de 3000 a.C. estabeleceram-se ali povos de origem semita que se autodenominavam cananeus, uma vez que a região era conhecida pelo nome de Canaã. Os cananeus construíram seus aldeamentos sobretudo às margens do Mediterrâneo. Com grande atividade comercial, esse  povoamento deu origem a diversas cidades portuárias, como Biblos, Ugarit e Tiro.

Embora as cidades tivessem  idioma e hábitos culturais semelhantes, não estavam unificadas em torno de um reino. Eram  cidades-Estado. Tinham, portanto, autonomia política e administrativa. De modo geral, eram governadas por monarcas, em torno dos quais encontravam-se a aristocracia – composta de comerciantes e proprietários de terras – e um clero poderoso. A grande massa urbana era formada por marinheiros e trabalhadores especializados em fabricar jóias, vidros, tecidos e outros produtos.

O comércio pelo mar

A comunicação entre as diferentes cidades-Estrado era feita principalmente pelo mar; com o tempo, os cananeus passaram também a estabelecer relações mercantis com outras populações mediterrâneas. Por volta de 2.500 a.C. algumas cidades  cananeias haviam se transformado em ponto de encontro de caravanas de mercadores vindas das mais diferentes regiões, constituindo-se em verdadeiros entrepostos comerciais. Esse foi, por exemplo, o caso de Biblos, que se tornou o principal centro distribuidor do papiro fabricado no Egito.

Os cananeus se destacaram também pela produção de corantes, desenvolvendo uma sofisticada técnica de tingir tecidos. Teria sido por esse motivo que os gregos chamavam Canaã de Phoenicia (púrpura), palavra da qual derivam Fenícia e fenícios.

Gislane e Reinaldo. História. ensino médio. volume único.

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A Bíblia e a Historiografia

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Uma das principais fontes de estudo do povo hebreu e do monoteísmo religioso no mundo é o Velho Testamento. Segundo a Bíblia, os hebreus descendem de Abraão, patriarca que vivia na cidade de Ur  - na Mesopotâmia – e que teria recebido uma ordem de Deus para conduzir seu povo até a Terra Prometida, também chamada Canaã, ou Palestina, localizada onde hoje se encontra o Estado de Israel.

 

Velho Testamento Velho Testamento

 

Mais tarde, no decorrer do século XX a. C., um longo período de seca e fome teria obrigado os hebreus a deixar Canaã para se fixarem no Egito, onde acabariam escravizados. Ainda segundo o relato bíblico, no século XV a. C. eles teriam fugido de lá guiados por Moisés, profeta escolhido por Deus para conduzir o povo hebreu de volta à Terra Prometida. Depois de quarenta anos de travessia no deserto, os hebreus teriam chegado à Palestina.

Apesar das divergências de datas entre a historiografia e o Velho Testamento, a Bíblia pode ser usada como referência nos estudos de História. Juntamente com outras fontes, ela nos permite reconstruir a história dos hebreus e recuperar costumes de civilizações antigas, padrões de comportamento, mitos das regiões, etc.

(Fonte: Jaime Pinsky. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2001. p. 180-9; John Man. A história do alfabeto. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. p. 116-29; Paul Jonhnson. História dos judeus. Rio de Janeiro: Imago, 1989. p. 17-25.)

Gislane e Reynaldo. História. ensino médio. volume único.

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Leia Também: Religião e Cultura - Hebreus

Religião e cultura - Hebreus

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Os antigos hebreus não deixaram muitas formas artísticas ou monumentos  arquitetônicos. Entretanto, produziram escritos mundialmente valorizados, concentrados, sobretudo, em um conjunto de livros sagrados denominado Tanakh. Os livros que formam o Tanakh dividem-se em Torá (Lei), Profetas e Escritos.

Os livros do Tanakh foram redigidos com base em tradições orais e escritas dos hebreus, desde aproximadamente 1250 a. C até 150 a. C. Neles, há o registro de variados aspectos da vida hebraica, incluindo leis e sabedoria, esperanças, lendas e expressões literárias. Muito do que se sabe sobre a história dos antigos hebreus provém desses textos.

Os livros do Tanakh passaram à tradição cristã sob o nome de Antigo Testamento, no qual os livros da Torá são conhecidos como Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Há também os livros históricos (Josué, Juízes e Macabeus, entre outros), os livros poéticos e sapienciais (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos, entre outros) e os livros proféticos (Isaías e Jeremias, entre outros). Apesar de constituírem praticamente a mesma obra, nem todos os escritos do Antigo Testamento são encontrados no Tanakh.

O rolo da Torá Rolo contendo os escritos da Torá

O mais importante legado dos hebreus foi sua religião, que se destacava das demais religiões antigas por sua insistência no monoteísmo, ou seja, a crença em um Deus único. A maioria dos povos antigos era politeísta, isto é, acreditava em vários deuses. A religião hebraica também está na origem do cristianismo, que, sob essa perspectiva pode ser considerado uma dissidência da religião hebraica.

apostilas ETAPA

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Leia Também: Origens do povo Hebreu

Os Fenícios

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A Fenícia localizava-se numa estreita faixa de terras entre o monte Líbano e o litoral mediterrâneo, ao norte da Palestina.

Segundo consta, o nome "fenício" deriva do termo egípcio fenkhou, que significa "asiáticos". Os próprios fenícios designavam-se cananeus.

Organizaram-se em cidades-estado das quais sobressaíram Biblos, Sidon e Tiro. Não chegaram a formar um reino centralizado. Em Tiro, a monarquia chegou a ser abolida, sendo a cidade governada por magistrados escolhidos anualmente, chamados sufetas.

Atividades de Comércio

A localização entre os grandes impérios da Antigüidade, o Egito e a Mesopotâmia, deve ter influenciado no exercício de suas atividades. Destacaram-se no comércio e na navegação, tendo estabelecido entrepostos comerciais em toda bacia do Mediterrâneo. Mantiveram estreitas relações comerciais com o Egito. Entre os séculos XI e VIII a.C, com o declínio dos grandes impérios, tornaram-se senhores do comércio no Mediterrâneo.

Relevo em sarcófago, mostrando embarcação  comercial fenícia

 

Religião

Os fenícios eram politeístas e seus deuses associavam-se à natureza ou a seus fenômenos, sendo venerados em templos e santuários a céu aberto. Cada cidade cultuava seu próprio deus. Os principais foram Baal, Melkart e Astarté. Muitos deles foram incorporados por outros povos, inclusive os gregos, para os quais Astarté passou a ser Afrodite.

Expansão Marítimo-Comercial

Diferentemente dos gregos, os fenícios não formavam colônias, mas sim feitorias e entrepostos. Deixaram poucos documentos a respeito de sua própria história. Os principais estabelecimentos comerciais fenícios foram em Chipre, na Líbia, Tunísia, Sicília, Sardenha, Marrocos. Teriam excursionado para fora do Mediterrâneo, no Atlântico, e explorado a costa africana e, ao norte atingido as ilhas britânicas.

fonte: apostilas ETAPA. ensino médio.

feitoria: administração exercida por feitor; nome dos primeiros estabelecimentos fundados pelos portugueses no litoral do Brasil para negociações e contatos com os indígenas.

entreposto: Armazém onde se depositam mercadorias que esperam comprador; centro distribuidor de mercadorias; empório, feitoria

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Origens do povo Hebreu

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Por volta de 1800 a.C um pequeno grupo semita originário de Mesopotâmia e aparentado dos arameus, migrou de Ur em direção à Síria. Liderados por Abrahão, nessa época teriam passado do politeísmo ao monoteísmo. Mais do que qualquer outro povo, sua história confunde-se com seus mitos e crenças, tornando muito difícil diferenciá-los.

Segundo se afirma, estavam organizados em torno dos patriarcas (Abrahão, Isaac e Jacó). Os hebreus passaram a comerciar com o Egito. Durante a dominação dos hicsos sobre o Egito, teriam emigrado de lá, mantendo boas relações com os dominadores. Por ocasião da expulsão dos hicsos, passam a ser maltratados pelos egípcios  abandonando  o país.

Em sua passagem pela península do Sinai, segundo alguns autores, teria existido um líder chamado Moisés, que apresenta um código religioso (Os Dez Mandamentos). De acordo com a tradição, teriam partido do Egito em direção à Terra Prometida, Canaã, na Palestina, que já era habitada pelos filisteus. Infiltraram-se na região e chegaram a lutar, liderados por Josué.

Das Doze tribos à Divisão dos Hebreus

Entre 1.500 e 1.200 a.C., os hebreus dividiram-se em doze tribos, que foram conduzidas por líderes militares-religiosos conhecidos como juízes. Dentre os mais famosos, citam-se a profetiza Débora, Gedeão, Jefté e Sansão.

A ameaça representada pelos filisteus obrigou-os a unirem-se e formarem uma monarquia; coube ao juiz Samuel a escolha de um rei: Saul, misto de soldado e pastor que se destacara na luta contra os filisteus por volta de 1.050 a.C.

Davi, genro de Saul, sucedeu-o no trono e foi o verdadeiro criador do reino de Israel: estabeleceu as fronteiras do país e fez de Jerusalém sua capital. Foi sucedido por Salomão, que promoveu o crescimento econômico do país e construiu o Templo de Jerusalém.

Após a morte de Salomão (931 a.C), ocorreram crises políticas que resultaram na divisão do país. Das doze tribos, dez formaram o Reino de Israel que, governado por Jeroboão, tinha sua capital na Samaria. Ao sul, as duas tribos restantes formaram o Reino de Judá, governado por Roboão e com capital em Jerusalém.

Em 722 a.C o Reino de Israel é destruído com a conquista de Samaria, por Sargão II, rei dos Assírios. Seguindo as tradições assírias em relação aos povos conquistados, Sargão II determina a deportação dos hebreus para terras distantes do Império Assírio.

É o início da diáspora (dispersão) dos hebreus.

O Reino de Judá ainda sobreviveu um século ao Reino de Israel, por ter adotado uma política externa de prudente recolhimento. Entretanto, durante a época do Império Neobabilônico, Nabucodonosor toma Jerusalém e destrói o Templo. Os hebreus do Reino de Judá são deportados iniciando-se o "cativeiro da Babilônia". Não durou muito, pois os persas sob o comando de Ciro, conquistam o Império Neobabilônico.

Os persas, contrariamente aos babilônicos, adotaram uma política de tolerância religiosa e autorizaram o retorno dos hebreus à Palestina. Os hebreus tendem a perder sua identidade étnica e política. O que os unirá a partir de então será sobretudo a identidade religiosa. A região da Palestina torna-se objeto de várias dominações estrangeiras. Em 332 a.C passaram ao domínio do Império de Alexandre da Macedônia. No ano 6 d.C, a Judéia torna-se uma província romana. Uma revolta contra o domínio romano (70 d. C) provoca a destruição de Jerusalém e nova dispersão dos judeus.

Cultura e civilização Hebraicas

Os hebreus antigos não se destacaram no ramo das ciências ou das artes em geral, mas herdaram uma literatura que é mundialmente valorizada. Concentra-se sobretudo num conjunto de obras que formam o chamado Antigo Testamento, escrito a partir de traduções ao longo de 800 anos, a partir de 1.200 a.C. Destacam-se os Salmos, os relatos do Gênesis, o Cântico dos Cânticos e os Provérbios.

Religião

Sem dúvida, o mais importante legado hebraico foi sua religião. Em certo sentido, destacava-se por sua insistência no monoteísmo, algo menos freqüente em outros povos. Deu origem ao cristianismo que, sob essa perspectiva, pode ser considerado como uma dissidência da religião judaica.

Fonte: apostilas ETAPA. ensino médio

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Mais conhecimentos sobre os Hebreus e fenícios

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Antigo Testamento:- Também conhecido como Velho Testamento, é o conjunto de livros que formam a primeira parte da Bíblia. São as Escrituras, ou escritos sagrados do povo judeu, que relatam a vida do povo de Israel na Antiguidade ao longo de vários séculos. Foram escritos em hebraico ou aramaico, línguas faladas na região do atual Oriente Médio nos séculos XIII a.C a I a.C. O Antigo Testamento está dividido em 39 livros. Para os judeus, a parte mais importante é a Torá, os cinco primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os cristãos  chamam esse conjunto de Pentateuco, palavra grega que significa  “cinco livros”.

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Organização das Nações Unidas:- Instituição Internacional fundada após a Segunda Guerra Mundial (1945) para manter a paz e a segurança no mundo, estabelecer e estimular relações cordiais entre as nações, promover progresso social e melhores padrões de vida e fazer valer os direitos humanos. www.onu.brasil.org.br.

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Monte Sinai:- Monte localizado ao Sul da península do Sinai, no Egito, também conhecido como Jabal Musa ou Jebel Musa que significa “Monte de Moisés” em português. É um pico de mais de 2 mil metros de altura onde, segundo a Bíblia, Moisés teria recebido os dez mandamentos. Entre a base e o pico do monte existe uma  escadaria escavada na rocha com cerca de quatro mil degraus chamada de O caminho de Moisés. No século IV, a imperatriz Helena de Constantinopla mandou construir, na base  desse monte uma capela que mais tarde deu origem ao mosteiro ortodoxo de Santa Catarina, hoje Patrimônio da Humanidade.

Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina .

Histórias da Bíblia - continuação

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Não há registros arqueológicos ou histórico da existência de Moisés ou dos fatos  descritos no Êxodo.

Êxodo:  Êxodo dá continuidade à narrativa iniciada em Gênesis Relata o início da escravidão do povo de Israel no Egito, sua posterior libertação e aliança com Deus no Monte Horebe na Península do Sinai, onde Deus entrega a Moisés as duas tábuas de pedra contendo os Dez Mandamentos Também narra o nascimento e a vida de Moisés.

Os Dez Mandamentos

  1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
  2. Não tomar seu santo nome em vão.
  3. Guardar do Dia do Senhor e os das festas.
  4. Honrar pai e mãe.
  5. Não Matar.
  6. Não pecar contra a castidade.
  7. Não furtar.
  8. Não levantar falso testemunho
  9. Não desejar a mulher do próximo.
  10. Não cobiçar as coisas alheias.

 

Veja vídeo clip do desenho animado O príncipe do Egito que conta a história de Moisés e da fuga dos hebreus para a terra prometida. (The Prince of  Egypt)  Direção : Stephen Hickner, Simon Wells, Brenda Chapman, 1998.

Veja o  caso de Abraão, o patriarca dos judeus. Segundo a Bíblia, ele era  um comerciante nômade (sem residência fixa) que, por volta de 1850 a.C, emigrou de Ur, na Mesopotâmia, para Canaã na (Palestina). Na viagem, ele e seus filhos comerciavam em caravanas  de camelos. Mas não há registro de migrações de Ur em direção a Canaã que justifiquem o relato bíblico e, naquela época, os camelos ainda não haviam sido domesticados.

Então como surgiu o povo hebreu? Na verdade, hebreus e canaanitas são o mesmo povo. Por volta de 2000 a.C., os canaanistas viviam em povoados nas terras férteis dos vales, enquanto os hebreus eram nômades das montanhas. Segundo a Bíblia os hebreus conquistaram Canaã com a ajuda dos céus: na entrada de Jericó, o exército hebreu toca suas trombetas e as muralhas da cidade desabam, por milagre. Mas Jericó nem tinha muralhas nessa época. A chegada dos hebreus teria sido um longo e pacífico processo de infiltração.

Histórias da Bíblia

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De acordo com os textos deixados pelos hebreus, sua história era resultado da interferência de Javé. De acordo com o livro da Bíblia chamado Êxodo, os hebreus só puderam escapar do cativeiro no Egito sob a liderança do profeta Moisés porque Javé teria enviado sete pragas contra seus opressores. Mas a maioria dos historiadores rejeita essa versão dos acontecimentos.

Apesar dessas divergências, muitos fatos narrados no Antigo Testamento foram confirmados pela pesquisa histórica. Além disso, o texto Bíblico foi utilizado no século XX para justificar a criação de um Estado que reunisse os judeus dispersos pelo mundo desde que foram expulsos de seu território pelos romanos por volta de 100 d.C.

O Estado de Israel foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948 criando tensões e enfrentamentos armados no Oriente Médio. Israel é o único Estado judeu em todo o mundo, faz fronteiro com o Líbano no norte, Síria e Jordânia ao leste e Egito no sudoeste.

A capital é Jerusalém, porém não é reconhecida pela comunidade internacional. A lei básica (1980) estabelece que “Jerusalém completa e unida é a capital de Israel”, apesar de as autoridades palestinas considerarem que Jerusalém é a futura capital da Palestina.  Apesar de Jerusalém ter sido proclamada a capital de Israel em 1950 a  sede da maioria das representações diplomáticas fica em Tel Aviv.

Além de ícone da existência nacional e do conteúdo religioso do povo judeu, é a sede de todos os símbolos de soberania de Israel, o presidente do Estado, o parlamento e a corte suprema . Para o Estado de Israel e para o povo judeu Jerusalém é a capital, o centro de suas decisões e de sua visão de si mesmos.

Fenícios – Mestres da Construção

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Os fenícios se notabilizaram por suas atividades comerciais, pela invenção do alfabeto e pela tecnologia de tingimento de tecidos. Além disso, deixaram o registro de sua cultura em construções portuárias urbanas.

 

histoblogsu ruinas008 Ruínas de construção do século VII a.C da antiga cidade fenícia de Tiro, ao sul da costa do atual Líbano.

histoblogsu ruinas008 (1) Ruínas fenícias do século XIV a.C localizadas na cidade mediterrânea de Sidon, no atual Líbano.

 

A cor Púrpura

Os fenícios eram grandes produtores de uma tintura de cor púrpura, retirada de alguns moluscos encontrados principalmente próximo à cidade de Tiro. Para produzir 30 gramas dessa tintura, era preciso usar milhares de moluscos, e por isso só pessoas muito ricas podiam comprá-la. Mas  uma vez tingido com ela, o tecido não desbotava.

Tiro e outras cidades fenícias vendiam finas vestimentas tingidas de púrpura – ou roxo-avermelhado – e difundiam a tecnologia de fabricação de tinturas por suas colônias em todo o Mediterrâneo.

Os arqueólogos encontram hoje pilhas enormes de conchas de moluscos próximas às ruinas fenícias. Essas pilhas ficam em locais separados de onde os fenícios viviam, pois o cheiro causado pelas criaturas marinhas em água quente e salgada durante o processo de extração da tintura era bem forte.

Depois das Guerras Púnicas, entre Roma e Cartago, o Estado romano, que venceu o conflito, acabou assumindo a produção da tintura e o imperador Nero decretou que apenas ele tinha o direito de usar roupas na cor púrpura.

 

A escrita dos fenícios

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Os fenícios eram um povo que vivia principalmente do comércio. Eram chamados de fenícios por causa da tinta cor de púrpura que comerciavam, eles precisavam de uma escrita simples e prática para fazer o controle de suas transações comerciais. Os sistemas disponíveis, a escrita cuneiforme e o hieroglífico, eram muito complicados para serem utilizados no dia-a-dia, precisavam de uma escrita mais dinâmica, fácil para que seus negócios fossem realizados com rapidez. Assim eles criaram uma escrita nova e original baseada em 22 caracteres (letra ou símbolo com que se escreve). Cada um desses caracteres representam um som diferente. Surgia assim o primeiro sistema fonético de escrita, que logo seria adaptado pelos gregos e, mais tarde, pelos romanos. Dessas adaptações surgiria o alfabeto moderno hoje utilizado por muitas línguas.

caracteres da escrita fenícia e ao lado alguns caracteres do alfabeto moderno.

Hebreus e Fenícios

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Os hebreus povo de origem semita organizado em tribos nômades que viviam supostamente na Mesopotâmia por volta de 1850 a.C Sua história é contada no Antigo Testamento, um conjunto de livros sagrados que ao lado do Novo Testamento compõe a Bíblia.

O Antigo Testamento mistura personagens que provavelmente existiram com outros personagens fantásticos e sobrenaturais.

De modo geral, os povos da Antiguidade acreditavam na existência de diversos deuses. Suas religiões, portanto, eram politeístas. O faraó Amenófis IV do Egito (1377 a.C – 1358 a.C) tentou instaurar o culto a um deus único, substituindo as divindades tradicionais por Aton, mas, após sua morte os egípcios voltaram ao politeísmo. Na antiguidade, apenas os hebreus adotaram de modo mais sistemático uma religião monoteísta, cultuando uma única divindade: Javé, ou Jeová.

Segundo o texto bíblico, o patriarca Abrão teria migrado com sua família da cidade de Ur, na Mesopotâmia, para a região conhecida na época como Terra de Canaã, ou Palestina. A migração teria sido ordenada por Javé, que teria escolhido Canaã com a terra prometida para os hebreus, descendentes de Abrão. Em Canaã, o nome do patriarca foi mudado por Javé para Abraão, que significa ‘pai de muitas nações’.

A terra prometida

Organizados em doze tribos, por volta de 1600 a.C, os hebreus enfrentaram na Palestina um longo período de seca e de fome. A solução foi migrar novamente, dessa vez para o Egito. Um documento egípcio confirma sua presença em 1220 a.C. Nesse momento, os hebreus haviam sido reduzidos à condição de escravos do faraó. Segundo o Antigo Testamento, por volta de 1200 a.C eles teriam fugido da escravidão no Egito e empreendido a volta a Canaã sob a liderança de Moisés.

Moisés teria morrido antes de seu povo alcançar a Terra de Canaã. Séculos mais tarde em 1010 a.C., um rei de nome Saul teria unificado doze tribos hebréias e fundado o reino de Israel. Seu sucessor foi Davi que fez de Jerusalém a capital do reino. Davi foi sucedido no trono por seu filho Salomão (966 a.C – 933 a.C), que mandou construir o templo de Jerusalém e deportaram (levar para fora) grande parte da população local, no episódio conhecido como “cativeiro de Babilônia”. No século I a.C., os romanos conquistaram a região e, em 70 a.C destruíram novamente o templo de Jerusalém, que fora reconstruído. No século seguinte, os hebreus foram expulsos de Jerusalém, pois se recusavam a adorar os deuses romanos. A partir de então, eles se dispersaram pelo mundo.

Comerciantes e navegadores

Os fenícios se fixaram na região onde hoje se encontra o Líbano por volta de 3000 a.C. Mais tarde, quando os gregos começaram a entrar em contato com outras sociedades deram a essa região o nome com o qual ela passaria à História. Phoíníke, Fenícia, que em grego antigo queria dizer terra da púrpura.

Ao contrário dos egípcios, os fenícios não constituíram um império territorial com governo único e centralizado. Sua forma de organização política foi cidade-Estado, sistema pelo qual cada cidade tinha seu próprio governo independente das outras. Dessa forma, quando se fala da Fenícia fala-se de um conjunto de cidades-Estado que abrigavam a população fenícia. As cidades fenícias mais importantes eram Sidon, Tiro, Ugarit e Biblos.

Entre 1580 a.C e 1085 a.C., a fenícia esteve sob domínio dos egípcios. Apesar disso, foi à partir de 1500 a.C que os fenícios se consolidaram como os principais marinheiros e comerciantes do Mediterrâneo. Seus mercadores centralizavam principalmente cedro, azeite e perfumes. Além disso, fundaram muitas colônias e feitorias no litoral do Mediterrâneo. As primeiras delas foram provavelmente instaladas na ilha de Chipre, no delta do rio Nilo e na Sicília, onde fundaram as cidades de Mócia. Panormo e Solos.

No norte da África, os fenícios estabeleceram-se em Útica no século XII a.C e construíram Cartago no século IX a.C. Na península ibérica, fundaram Gades (atual Cádiz) no século XII a.C. A partir de Cartago, os fenícios controlavam as ilhas de Malta e Ibiza.

O declínio das cidades fenícias

Por volta de 883 a.C., as cidades fenícias caíram sob o domínio dos assírios, que então governavam a Mesopotâmia. Com o fim do Império assírio, elas passaram para o domínio babilônico (573 a.C) e, mais tarde, para o do Império persa (539 a.C) – As cidades fenícias foram ainda conquistadas pelos macedônios em 322 a.C e pelos romanos em 64 a.C.

Hebreus e Fenícios - Cronologia

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  • 3000 a.C  Os fenícios se estabelecem na região ocupada pelo Líbano.
  • 1850 a.C  Segundo a Bíblia, Abrão e sua família, levando criados e gado, saem da Mesopotâmia e se dirigem para a região de Canaã, ou Palestina.
  • 1600 a.C  Os Hebreus migram de Canaã para o Egito, onde são escravizados.
  • 1500 a.C Os fenícios inventam o alfabeto e dão início à sua expansão comercial.
  • 1200 a.C  Os Hebreus fogem do Egito e voltam para a Palestina.
  • 1010 a.C  Os Hebreus unificam suas tribos e criam o reino de Israel.
  • 933  a.C  O reino de Israel se divide nos reinos: de Judá e de Israel.
  • 587  a.C  O reino de Judá é invadido pelos babilônios, que destroem o templo de Jerusalém. Muitos Hebreus são levados como escravos para a Babilônia.
  •    70 a.C  Os romanos conquistam a Palestina.
  • 100 d.C  Os Hebreus são expulsos da Palestina pelos romanos.

 

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