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José de Alencar

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José Martiniano de Alencar, nasceu em Mecejana, estado do Ceará, em 1829, no final do Primeiro Reinado. Seu pai, que fora padre na juventude influenciou o jogo político que levou à maioridade de D. Pedro II, tendo sido senador no Período Regencial.

José de Alencar saiu do Ceará para a corte aos 10 anos, em 1839, justamente no ano de nascimento de Machado de Assis, de quem se tornaria amigo mais tarde.

Concluídos os estudos secundários na corte, mudou-se para São Paulo, aos 16 anos (1845), para cursar a Faculdade de Direito, exceto o terceiro ano, que faria em Olinda. Sua permanência em São Paulo coincide com a moda de poesia byroniana, liderada por Álvares de Azevedo, três anos mais jovem que ele.

De volta ao Rio, José de Alencar estréia como escritor no Correio Mercantil, em 1854, logo depois de Manuel Antônio ter publicado, nesse mesmo jornal, Memórias de um Sargento de Milícias. As crônicas publicadas nessa ocasião seriam mais tarde agrupadas em volume com o nome de Ao correr da Pena. Em 1856, Alencar provocou a famosa polêmica sobre a Confederação dos Tamoios, poema épico  que Gonçalves de Magalhães escreveu e queria impor ao Brasil como uma grande epopéia. Alencar discordou com alarde dessa opinião e, no ano seguinte, publicou, como resposta, O Guarani. Este, sim, seria a verdadeira epopéia romântica do Segundo Reinado.

Muito famoso com o sucesso do romance, José de Alencar passou a dedicar-se mais intensamente a esse gênero literário. Da mesma forma, dedicou-se ao teatro, à advocacia e a política, sendo eleito deputado diversas vezes pelo Ceará.

Durante a Guerra do Paraguai, foi ministro da Justiça, apesar de suas constantes rixas com D. Pedro II, tanto por razões estéticas quanto políticas.

Não conseguindo se eleger senador, como fora o pai a quem tanto admirava, José de Alencar retirou-se da vida pública. Nessa ocasião foi muito apoiado pela amizade de Machado de Assis, que despontava como seu sucessor nas letras brasileiras. Alencar morre aos  48 anos, vitimado de tuberculose, no ano em que escrevera Encarnação, um romance de feições espíritas.

José de Alencar é considerado o fundador do romance nacional, sendo o nosso primeiro grande romancista. Escreveu 21 romances, dos quais alguns são obras-primas da literatura nacional. Entre elas destacam-se:

Cinco minutos 1856
O Guarani 1857
Lucíola 1862
As Minas de Prata 1862 a 1866
Diva 1864
Iracema 1865
O Gaúcho 1870
A Pata da Gazela 1870
O Tronco do Ipê 1871
Til 1872
Sonhos d’Ouro 1872
A Guerra dos Mascates 1873 a 1874
Ubirajara 1874
Senhora 1875
O Sertanejo 1875
Encarnação 1877

fonte: Ler é Aprender. Estadão. volume 12. José de Alencar. São Paulo

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Nicolau Maquiavel

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Niccolo Machiavelli, nasceu em Florença no ano de 1469. Filho de Bernardo Machiavelli, jurisconsultor e tesoureiro da Marca de Ancona e de dona Bartolomea Nelli, mulher de família tradicional.

Nicolau Maquiavel Maquiavel

Em 1494 Maquiavel ocupou o cargo de copista de Marcelo Virgílio Adriani, professor de literatura grega e secretário da República de Florença.

Aos 29 anos, foi nomeado chanceler, na segunda chancelaria e logo após assume o cargo de secretário dos Dez Magistrados da Liberdade e da Paz do governo da República, onde permanece por 14 anos.

Maquiavel nunca se revelou um grande diplomata, mas um simples funcionário  de categoria. Seu trabalho se resumia em executar as ordens do Governo dos Dez.

Dos feitos de Maquiavel o mais importante foi a legação junto a César Borgia.

Com a reintegração dos Médicis no governo de Florença em 1502, Maquiavel foi privado de seu cargo de secretário de senhoria em 8 de novembro de 1502. Em 1505 concebia o projeto de milícia nacional para substituir as tropas, que foi aprovado pelo governo.

Em 1513 Maquiavel foi preso e torturado por suspeita de conspiração para eleiminar o cardeal Giovanni de Médici.

Maquiavel recebe anistia, quando assumi o papa Leão X, porém permanece no exílio  por mais um ano nos arredores de Florença. Foi nesse período que Maquiavel começou suas atividades literárias, escrevendo:

  • O Príncipe
  • Os discursos sobre a primeira década de Tito Lívio
  • Os sete livros sobre a arte da guerra
  • As comédias
  • A vida de Castruccio Castracani

Voltando às graças dos Médicis conseguiu do Cardeal Giulio de Médici, o encargo de escrever a história de Florença (Storie Fiorentine). Depois foi encarregado de inspecionar as fortificações de Florença e negociar com o governador de Romanha, Francesco Guicciardini. Seu último cargo foi uma missão junto ao exército da Liga contra Carlos V.

Em 1527, Maquiavel volta de uma viagem a Civita Vecchia, adoece e morre em 22 de junho do mesmo ano, sendo sepultado na Igreja de Santa Cruz.

fonte: Coleção Mestres Pensadores. Maquiavel.ed. Escala.

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Nostradamus (ParteII)

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As Viagens

As extravagâncias e as provocações de Scaliger exasperaram o inquisidor de Toulouse. Para escapar de qualquer perseguição, Nostradamus refugiou-se na cidade de Bordeaux e, em seguida, em La Rochele. Em 1540, retomou suas viagens.

Perdem-se nesse ponto alguns importantes registros de sua história. Reza a lenda que ele teria percorrido França, Alemanha, Itália, Espanha e até mesmo que teria se iniciado nas ciências ocultas à sombra da esfinge, no Egito. Sabe-se com segurança que passou por muitas regiões da França.

Deixou vestígios incontestáveis na atual região da Alsácia-Lorena e não é improvável que tenha atravessado o rio Reno e chegado à Alemanha. Sua presença na Itália também é quase certa, em Gênova, Florença, Turim e Milão.O resto é literatura.

O fio da meada da vida de Nostradamus reaparece por volta de 1545, na França, quando uma nova epidemia eclodiu em Aix. A cidade recordaria durante muito tempo o “carvão provençal”, doença assim chamada por escurecer radicalmente a epiderme dos afetados. “As pessoas atacadas por essa doença”, escreveria mais tarde César de Nostradame, “perdem a esperança de salvação”.

Nostradamus mostrou nessa época a coragem, determinação e generosidade de 20 anos antes. Seguiu o flagelo em cada canto daquela região e desenvolveu seu célebre “pó excelente para eliminar os odores pestilenciais”. À base de serragem de cipreste, íris de Florença, âmbargris, cravo-da-índia, almíscar, aloé e rosas encarnadas, aparentemente o produto tinha um efeito profilático real, pois seu inventor foi homenageado em Aix, já libertada da moléstia. Em Lyon, onde a peste chegou em 1547, o remédio também fez maravilhas.

No outono de 1547, Nostradamus retorna a Provença, casa-se pela segunda vez,  com Anne  Ponsard, que lhe deu  oito filhos.

Como todo prático da época, Nostradamus era “astrófilo”,  ou seja, seguia os princípios da medicina astrológica, herdada de Galeno, Averróis e Ptolomeu. A alma, o corpo e suas enfermidades estavam ligados ao Sol, à Lua e aos astros. A astrologia figurava no currículo da universidade. Por isso todo médico era um fazedor de horóscopos.

Para complementar a renda, a partir de 1550, Nostradamus passou a publicar anualmente um almanaque de conselhos e previsões metereológicas. Em 1555, editou suas sete primeiras “centúrias”, um conjunto de versos codificados, supostamente previsões do futuro.

No mesmo ano, lançou o livreto, Tratado sobre as maquiagens e os confeitos. O sucesso foi tanto que se seguiram numerosas reedições.  Nostradamus o aprimorava cada vez mais a cada reedição novas receitas de beleza e gastronomia. Embora estejam em francês antigo, salpicado de latim e provençal, as receitas têm ainda o mérito de ser inteligíveis. O que não é bem o caso de suas profecias.

Jean-Louis De Degaudenzi 

As profecias de Nostradamus são chamadas de “centúrias” porque se compõem de quadras reunidas em grupos de 100. Foram publicadas em tempos diferentes, algumas das quais depois de sua morte . As falsificações também foram muitas, ao longo dos séculos. Uma parte do que se apresenta ainda hoje como obra do médico foi, antes, arte de espertalhões.

fonte: revista História Viva. ano VI. nº 66

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Leia Também: Nostradamus (Parte I)

Nostradamus (Parte I)

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Não há registros da infância e adolescência  de Nostradamus.

Em 25 de outubro de 1529, um rapaz de 26 anos matricula-se na Faculdade de Medicina de Montpellier, na França. Os registros do estabelecimento de ensino conservam até hoje a data dessa matrícula, acompanhada da assinatura do estudante: Michel de Nostradame.

Trata-se de um dos raríssimos autógrafos daquele que viria a ser um mito que atendia pelo nome de Nostradamus. É provável que ele tenha recebido seu título de médico por volta de 1533 e merecido a fama de aluno assíduo e brilhante na universidade. Sabe-se, que seus mestres reconheciam nele habilidades originais.

Sua formação acadêmica, porém, data de antes desses registros. Michel de Nostradame matriculou-se pela primeira vez em Montpellier em 1521. Recebeu o diploma de “bacharel em medicina” em 1525 e ganhou imediatamente as estradas da Provença e do sudoeste, para combater a peste que assolava o sul da França. Durante três anos, visitou cidades e campos, correndo riscos, na tentativa de conter a terrível calamidade.

No relato documental Histoire et chronique de Provence (História e Crônica da Provença), Cesar, o filho de Nostradamus escreveu em 1614 que o pai retornou desse périplo “aureolado de hipocrática”. Teria ficado célebre por elaborar um vinagre de substâncias aromáticas com propriedades antissépticas e um misterioso “pó curativo contra o contágio”. Propenso a elogiar o pai, Cesar de Nostradame exagerou, sem dúvida, sua ciencia  e notoriedade. Nostradamus desenvolveu, efetivamente, tais remédios contra a peste, mas somente 20 anos depois da primeira fase de viagens e por ocasião de outra epidemia que devastou o vale do Rhône, a partir de 1546. Note-se, porém, que isso não diminuiu a competência nem a coragem do jovem bacharel durante a peste.

A partir de 1533, já médico em tempo integral, Nostradamus retornou às estradas da Provença, hábito muito praticado entre os doutores da época.

Nostradamus vivia de suas consultas, durante a peregrinação entre cidades e vilarejos, e, durante suas caminhadas colhia ervas medicinais que macerava à noite.

Era meio alquimista, como todos os da profissão, e também recorria à estranha farmacopéia da época. Usava pós oriundos das vísceras e tecidos animais, moeduras minerais e mesmo excrementos. O resultado era vendido em barracas de feira na forma de poções, unguentos e “drágeas”. A produção e a venda dos remédios também eram parte importante da renda de generalistas nômades, meio feiticeiros, meio boticários, que percorriam a França do século XVI, Consta que Nostradamus ganhava bem.

Nostradamus Nostradamus, gravura colorizada, séc. XIX, autor desconhecido, Biblioteca Nacional de Paris

Nostradamus, adquiriu de seu bisavô o conhecimento profundo da botânica, aprendeu as propriedades das plantas e a ciência do preparo de fórmulas farmacêuticas.

Um pouco charlatão como seus colegas boticários, Nostradamus tinha verdadeira paixão pela medicina e pela filosofia. Em 1536, fixou-se em Agen, onde chamou a atenção do humanista Jules César Scaligner. Médico e comentador de Hipócrates, esse foi um personagem do Renascimento dado às polêmicas envolvendo os saberes da Igreja. Patrocinou o casamento de Nostradamus com uma moça da região, cujo nome permanece desconhecido. Ela morreu em 1539, deixando um casal de filhos pequenos.

continua no próximo post…

fonte: revista História Viva. ano VI. nº 66. texto Jean-Louis de Degaudenzi.

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Karl Marx

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Karl Marx, um dos maiores pensadores da humanidade, nasceu em Trier, Alemanha, em 1818. Era filho de um advogado  judeu convertido ao protestantismo. Em 1841  obteve o título de doutor em folosofia. Em 1847 ingressou na Liga dos Justos, mais tarde Liga dos Comunistas. Substituiu o lema da Liga - “Todos os seres humanos são irmãos” – pelo grito de guerra:

“Trabalhadores de todos os países, uni-vos!”.

 

Karl Marx

Em colaboração com seu amigo Friedrich Engels (1820-1895), redigiu o Manifesto do Partido Comunista, publicado em Londres em 1848.

Por causa de suas idéias e de sua participação em movimentos revolucionários, Marx foi expulso da Alemanha. Após breve estada na França, passou a viver em Londres, na Inglaterra, onde acompanhou de perto as transformações da segunda Revolução Industrial e investigou a situação de penúria do proletariado inglês.

Em 1864, liderou a organização da I Internacional, associção geral dos trabalhadores de todo o mundo, cujo objetivo era preparar a tomada do poder pelo proletariado.

Em 1867, publicou em Londres o primeiro volume de sua obra mais importante: O Capital. Os outros dois volumes foram publicados depois de sua morte, com base em manuscritos por Engels.

Em O Capital, Marx faz uma análise das sociedades humanas, desenvolve a crítica à economia capitalista e lança as bases do socialismo científico, que luta por uma nova repartição dos rendimentos resultantes do trabalho.

Marx levou uma vida de pobreza e frequentemente teve de contar com a ajuda de seus amigos, em particular de Engels, para suas despesas e sustentar a família. Faleceu em Londres em 1883.

Nelson Piletti, Claudino Piletti, THiago Tremonte. História e vida integrada. ensino fundamental

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Charles Darwin e a teoria da evolução

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As idéias revolucionárias de Darwin, são os pilares da biologia e da genética, estão presentes em muitas áreas da ciência, incluindo a medicina e a biotecnologia. Sem a teoria da evolução a ciência moderna não faria sentido.

Suas idéias causam divergências entre um enorme número de pessoas, principalmente entre os mais religiosos.

As idéias de Darwin ainda são vistas como perigosas, e quando propôs suas teses sobre a evolução pela seleção natural, a maioria dos cientistas acreditavam que a Terra não tinha mais de 6 000 anos.

Quando da publicação de "A origem das espécies", os biólogos da época se viam desmentidos em sua certeza de que as espécies são imutáveis.

A igreja hesitou diante do desafio lançado por Darwin sobre a doutrina de que Deus criou o homem à sua semelhança. A sociedade se surpreendeu com a tese de que o homem Não é um ser especial na natureza, e que além disso tem parentesco com os macacos.

Porém Darwin havia reunido uma quantidade impressionante de provas, adquiridas de sua experiência e conhecimento no assunto, mesmo assim  restavam ainda muitas questões  sem resposta.

O primeiro cientista a ler a Origem das espécies, recém publicado, foi sir John Herschel, o qual Darwin era seu admirador,  que, não gostou do que leu. Ele não podia acreditar que as espécies podiam surgir de variações ao acaso. Onde estariam as provas?

Pressionado, Darwin disse que, se alguém lhe apontasse um único ser vivo que não tivesse um ascendente, sua teoria poderia ser jogada no lixo.

Hoje, para entender sobre o funcionamento da hereditariedade, basta consultar as estruturas genéticas. As  evidências que sustentam o darwinismo são agora de grande magnitude, mas a ansiedade continua.

A descoberta dos mecanismos da evolução enfraqueceu o único bom argumento disponível para a existência de Deus.

O biólogo americano Stephen Jay Gould, um dos maiores teóricos do evolucionismo do século XX, morto em 2002, dizia que as teorias de Darwin são mal compreendidas, não por serem complexas, mas porque muita gente evita compreende-las.

Os cinco pilares do darwinismo

 


 1


Evolução dos Seres Vivos

O mundo não foi criado por ninguém, nem é imutável. Os organismos estão em um lento e constante processo de mutação.


2


O Ancestral Comum

Cada grupo de organismo descende de um ancestral comum. Todos os grupos, incluindo animais, plantas e microrganismos remetem a uma única origem da vida na Terra - a ameba original.


3


Multiplicação das      Espécies

As espécies tendem a se diferenciar, criando novas espécies. O isolamento geográfico de determinada população, resulta ao longo do tempo no surgimento de nova espécie.



4




O Gradualismo

As populações se diferenciam gradualmente, de geração para geração, até que as espécies que seguiram por um "galho" da árvore da vida não mais pertençam à mesma espécie do "tronco" e de outros "galhos".



5



A Seleção Natural

Os seres vivos sofrem mutações genéticas e podem passá-las a seus descendentes. Cada nova geração tem sua herança genética posta à prova pelas condições ambientais em que vive.

 

Concordar com Darwin significa aceitar que a existência de todos os seres vivos é regida pelo acaso  e que não há nenhum propósito elevado no caminho do homem na Terra.

De modo geral, a crença na evolução é inversamente proporcional à crença em Deus. Pesquisas indicam que: os habitantes de países ricos acreditam menos em Deus que aqueles que vivem em países mais pobres. Isso pode significar que a crença em Deus e a rejeição do evolucionismo são mais intensas nas sociedades sujeitas às pressões darwinistas, como escreveu a revista Economist.

A ciência não tem respostas para todas as perguntas, os cientistas também não são capazes de recriar a vida a partir de uma poça de água e alguns elementos químicos, o que se acredita ter acontecido a 4,5 bilhões de anos. Não há provas sobre isso.

Manda o bom senso que não se misture ciência com religião. Há cientistas que acreditam em Deus, e não veem nisso nenhuma contradição com o darwinismo.

O mais conhecido deles é o biólogo americano Francis Collin, um dos responsáveis pelo mapeamento do DNA humano. Diz ele: "Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. A Bíblia não é um livro científico. Não deve ser levado ao pé da letra.

Em a "Origem das Espécies", Darwin produziu uma revolução que alteraria para sempre os rumos da ciência. Ele mostrou que todas as espécies descendem de um ancestral comum, mostrou também que pelo processo de seleção natural  as espécies evoluem ao longo das eras, sofrendo mutações aleatórias que são transmitidas a seus descendentes. Essas mutações podem determinar a permanência da espécie na Terra, ou sua extinção.

Dez anos depois da publicação de A origem das espécies, Charles Darwin, publicou a Descendência do Homem, onde mostra que o ser humano e os macacos divergiram de um mesmo ancestral, há 4 milhões de anos. 

Fonte:  trecho artigo. revista Veja. d.11/2/2009. por Gabriela Carelli

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Buda

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Siddharta Gautama nasceu por volta do ano de 563 a.C, em Kapilavastu, capital do reino de Çakya, na atual fronteira da Índia com o Nepal. O nome Çakyamuni, pelo qual Buda é freqüentemente designado, significa "o santo dos Çakya". Seu pai era o rei do país e assim sua família pertencia à casta nobre dos chátrias. Diz a tradição que, uma noite antes do parto, sua mãe sonhou que um elefante branco lhe penetrava o ventre. Os Brâmanes interpretaram que a criança se tornaria um monarca universal ou um místico de altíssima hierarquia, um buda (o termo já existia). Mahamaya, a rainha teve o filho ao ar livre, durante uma visita a seus pais, nas pradarias de Lumbini, depois Rummindei, no Nepal, onde até hoje se ergue um enorme monumento comemorativo.

Siddharta Gautama  (Buda)

 

Os brâmanes reunidos durante o batismo de Siddharta confirmaram a primeira profecia sobre o menino, acrescentando que, se permanecesse no palácio paterno, reinaria sobre o mundo e, se o deixasse, seguiria o caminho espiritual. Porém, Kondanna, um dos brãmanes, deu como certa a segunda possibilidade. Mais tarde, o próprio Siddharta contou num de seus sermões que já na infância encontrara um modo de entrar em transe. Mesmo assim, o pai o educou na abundância e no luxo, encorajando-o a tornar-se seu sucessor. Aos 16 anos, Buda casou-se com sua prima Yaçodhara.

Segundo os textos sagrados, Siddharta contava 29 anos quando saiu do palácio em sua carruagem, com o cocheiro Channa. Pela primeira vez na vida, encontrou um ancião. Consultou Channa e este lhe respondeu que a velhice era o destino de todo homem. Em outro dia Gautama viu um enfermo e ficou sabendo que o homem está sujeito a doenças e padecimentos. Em outra ocasião, passou por um cadáver e descobriu a morte. E ainda outra vez pôde contemplar um asceta com seu rosto sereno. A interpretação simbólica desses "quatro sinais"; a velhice, a dor, a morte e a superação de tudo isso mediante a contemplação, é a base do budismo. No mesmo dia em que viu o asceta, o ´príncipe recebeu a notícia de que se tornara pai. Esse fato, porém, não o impediu de abandonar sua posição para dedicar-se à busca da verdade.

Siddharta rumou para o sul. Seu primeiro mestre foi Alara Kalama, cuja direção conseguiu abolir a personalidade e o "eu". Com o segundo Uddaka Ramaputta, superou a esfera de perceptível, alcançando um estado espiritual superior. Ainda não satisfeito, seguiu seu caminho até chegar a uma aldeia chamada Senanigama, onde, conforme as práticas dos brâmanes, sujeitou-se durante seis anos às mais severas privações e mortificações, junto com cinco discípulos. Vendo porém, que o ascetismo não conduzia ao conhecimento supremo, abandonou-o. Foi no noroeste da Índia, em Gaya - mais tarde Buddh Gaya, que sentado embaixo de uma árvore, alcançou finalmente o nirvana, isto é, o estado que permite contemplar o ciclo da reencarnação universal, conscientizar-se das próprias encarnações passadas e encontrar o meio de superar a dor. Aos 35 anos, já convertido num buda, soube que tudo é relativo, que nada permanece, e que é possível escapar à aparência. Em Buddh Gaya até hoje se venera uma árvore descendente daquela daquela em que Buda descansou.

Quando decidiu abandonar o ascetismo extremo, seus discípulos se afastaram, mas procurados por Buda voltaram para seu lado depois de algumas  hesitações. Buda pronunciou em sânscrito seu primeiro sermão, o sutra das quatro nobres verdades, que constituem o dharma, a verdade que caracterizou a condição humana e mostrou o caminho para libertar-se dela. Em pouco tempo, os seguidores aumentaram para sessenta, e depois de preparados, foram enviados para pregar a nova mensagem à humanidade.

Buda, por sua vez, dirigiu-se para Uruvela, onde fez o célebre "sermão de fogo", e mais tarde para o reino de de Magadha. Ali conquistou novos discípulos e logo visitou a família, convertendo ao novo credo os pais, a mulher, o filho Rahula e o primo Ananda, que se tornou seu principal apoio. Convidado para o reino de Kossala, fundou Rajagaha, sua capital, na região de Bihar, o famoso mosteiro de Jetavana, o primeiro centro de irradiação do budismo para o resto da Índia e para os países próximos. Também ali Buda decidiu que as mulheres podiam entrar para a ordem como monjas.

Nos anos seguintes, teve de enfrentar não só as hostilidades de outras religiões mais antigas como também várias tentativas de assassinato por parte de seu primo Devadatta, que almejava seu lugar. Nada disso porém, prejudicou o rápido crescimento da nova religião. Aos oitenta anos, Buda realizou nova peregrinação pelo norte da Índia, em que foi acolhido com veneração por povos e cidades. Pregando para multidões, fez numerosas conversões.

Foi durante essa última viagem que Buda morreu serenamente, num entardecer em Kusinagara, mais tarde Kasia, por volta de 483 a.C., repetindo seu evangelho de mansidão, esquecimento de si mesmo e superação do mundo das aparências.

Enciclopédia Barsa: volume II. p. 227-8

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Simón Bolívar, "o Libertador"

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 Simón Bolívar, óleo sobre tela 1829

Bolívar nasceu em Caracas, atual capital da Venezuela, em 24 de julho de 1783, ano em que a Grã-Bretanha reconheceu a independência dos Estados Unidos da América. Antes de completar 3 anos de idade, perdeu o pai, e aos 9 anos, perdeu a mãe. Após a morte da mãe, ele foi entregue a um tio, Carlos Palácios, mas quem realmente o criou foi uma negra chamada Hipólita. Também tiveram forte influência nas ideias de Bolívar seus professores particulares Simón Rodrigues e Andrés Bello, que despertaram nele o gosto pelo conhecimento e pela liberdade. Aos 14 anos, Bolívar entrou para uma escola militar, experiência bastante útil para a luta que travaria mais tarde. Com 16, viajou para a Europa a fim de completar seus estudos. Lá entrou em contato com as obras de pensadores iluministas, que tanto influenciaram a Revolução Francesa.

Na Europa, fez um célebre discurso, no qual disse:

"Não darei descanso ao meu braço nem repouso  à minha alma enquanto não houver quebrado as correntes que nos oprimem por vontade do poder espanhol".

Depois de viver na Europa, Bolívar foi para os Estados Unidos, fato que aumentou sua disposição de lutar pela independência da América espanhola. Ao voltar para a Venezuela, formou um exército de libertação à frente do qual venceu as forças espanholas por diversas vezes . Uma delas foi em Caracas (Venezuela), onde assumiu o poder, sendo proclamado "Libertador" em 1821.

O exército de Bolívar libertou a Colômbia, a Venezuela, o Equador e a terra onde é hoje a Bolívia. Seu sonho era que as novas nações livres na América se unissem e formassem um único país, a Grande Colômbia (o nome seria uma homenagem a Colombo). Porém esse seu sonho não se concretizou. A América Latina acabou sendo dividida em vários países.

BOULOS JUNIOR, Alfredo. coleção: História Sociedade & Cidadania. ensino fundamental.

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Afonso Augusto Moreira Pena

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  Afonso Pena

Eleito deputado provincial em Minas Gerais (1874), desempenhando sua função, durante três anos seguidos, passando então a deputado geral. Em 1882, foi ministro da Guerra,  em 1883 ocupou a pasta da Agricultura: em 1885 a da Justiça.

Fez parte da Comissão que organizava o Código Civil Brasileiro, sendo logo nomeado deputado à Assembléia  Constituinte do Estado.

Foi eleito senador por Minas Gerais, mas pouco tempo depois abandonou o cargo por discordar dos atos de Deodoro da Fonseca.

Teve uma vida política agitadíssima tendo sido presidente do Estado de Minas, presidente do Banco do Estado de Minas, presidente  do Banco do Brasil e Diretor da Faculdade de Direito de Belo Horizonte.

Proporcionou grandes progressos ao seu estado, mudando a capital da Minas Gerais, de Ouro Preto para Belo Horizonte, criando a Faculdade de Direito, melhorando os transportes, divulgando o alfabetismo, etc.

Em 1906, foi eleito Presidente da República, continuando assim seu empreendimento pró desenvolvimento do país.

Foi durante seu governo que se instituiu o serviço militar obrigatório e que se resolveram as questões de limites com a Colômbia, Venezuela e Guiana Inglesa.

Afonso Pena não conseguiu concluir seu mandato, vindo a falecer no Rio de Janeiro, a 14 de junho de 1900, durante o seu terceiro ano de governo.

Foi um dos homens que mais lutou pelo desenvolvimento do Brasil. Suas últimas palavras foram “Deus…Pátria…Liberdade…e Família…”

Alberto Santos Dumont

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Nascido em 20 de Julho de 1873, em Minas Gerais, na fazenda Cabangu, perto da cidade de Palmira, a qual mais tarde, assou a ter seu nome.
Estudou mecânica em Paris e lá criou seu primeiro balão, em 1897. A partir daí, resolveu dedicar-se aos seus balões mandando então construir o primeiro, ao qual deu o nome de Brasil.
Em 1898, Santos Dumont resolveu utilizar motores à gasolina nos seus balões, para que pudessem subir.
Conseguiu manter a dirigibilidade em 1899, quando construiu seu terceiro balão. Em 1900, construiu o de número quatro. O quinto foi de encontro a um prédio de Paris, explodindo imediatamente. Com o de número seis, ganhou o Prêmio Deutsh, por fazer com que se elevasse do solo, contornando a Torre Eiffel e retornando ao ponto de partida, dentro de trinta minutos. Em 1902 com esse mesmo balão, caiu num rio, quase morrendo afogado.
Esteve no Brasil em 1904, mas logo voltou a Paris. Sua vida era seus balões. Não se cansava  de construí-los.
A 23 de outubro de 1906, recebeu um prêmio de 3.000 mil francos, por ter conseguido elevar-se do solo a 50 metros com seu maravilhoso “14 Bis”. O povo delirava de emoção. Nesse mesmo ano, bateu todos os recordes, percorrendo 220metros a 6 metros de altura, com a velocidade de 37 km por hora, recebendo assim, um prêmio do Aeroclube da França.
Insatisfeito, queria aperfeiçoar seus conhecimentos. Em 1908, criou o “Demoiselle”, pesando 103 kg, conseguiu levanta-lo em seis segundos, elevando-se a apenas 10 metros do solo, e sua velocidade chegava a 90 km por hora. Foi baseado no “Demoiselle”, que mais tarde foram criados outros aviões.
Em 1908, começou a ficar deprimido, por considerar-se um contribuidor à I Guerra Mundial, por ver aviões bombardearem cidades inteiras. Voltou ao Brasil em 1928, tendo sido esta viagem muito infeliz, pois quando chegava ao Rio de Janeiro de navio, um avião com seu nome, que viria recebe-lo, caiu ao mar, morrendo todos os passageiros. Cada vez mais deprimido, partiu para a Europa. Mas, em 1931, retornava ao Brasil, sempre doente, piorando cada vez mais. A 23 de julho de 1932 faleceu na cidade do Guarujá, litoral paulista.
Foi reconhecido como  “O Pai da Aviação” por todos os países.
Muitas foram as provas de que realmente cabe a ele o pioneirismo da aviação.

CHARLES DARWIN

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Charles Darwin (1809-1882).
Um dos marcos mais importantes da sua história foi a viagem a bordo no navio Beagle entre 1831 e 1836, na qual visitou diversas regiões do globo terrestre e teve condições de perceber uma interessante relação entre fósseis e espécies viventes na época, e mecanismos de adaptação de espécies relacionados ao ambiente e modo de vida destes.Um exemplo destas observações foi entre emas e avestruzes, espécies que, apesar da semelhança, ocupam regiões geográficas distintas. Os tentilhões de Galápagos, com bicos adaptados aos tipos alimentícios - e tartarugas gigantes do mesmo arquipélago, com detalhes no casco característicos para indivíduos de cada ilha - também foram exemplos clássicos quando nos referimos a Darwin. Inclusive estes foram, além de suas leituras, curiosidade e discussões com pesquisadores, definitivos para o insight que teve. Assim, Darwin teve condições de, por mais de 20 anos, relacionar esses fatos e publicar a teoria. Esta demora se refere, principalmente, ao fato de que suas descobertas contrariavam o que acreditava-se na época: que espécies eram fixas, ou seja: todas as espécies que Deus criou no início do mundo são as espécies que existem, sem nenhuma a mais ou a menos.Como quando chegou de viagem já era bastante conhecido, Wallace pediu a ele para que lesse seus manuscritos acerca de uma descoberta que teve. Surpreendentemente, Wallace havia escrito justamente o que Darwin  estava há décadas escondendo consigo e, como solução, publicou a teoria em seu nome e de Wallace. leia artigo na revista Veja

 

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