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América na Antiguidade

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Cronologia
  • 20000 a.C -15000 a.C  -  Início do povoamento da América por grupos provenientes da Ásia
  •       8000  a.C                -  Primeiros vestígios de agricultura no Equador atual
  •       5000  a.C                -  Grupos humanos começam a cultivar a terra na região do México atual
  •       3000  a.C                -  Forma-se a sociedade de Norte Chico, no norte do Peru atual.
  •       2627  a.C                -  O povo de Norte Chico constrói Caral, primeira cidade da América.
  •       1300  a.C                -  Surge na região do golfo do México a sociedade olmeca
  •         850  a.C                -  Tem início a sociedade chavín, na cordilheira dos Andes, Peru
  •         800  a.C                -  É formada no México, próximo à região dos olmecas, a sociedade zapoteca.
  •         450  a.C                -  Os zapotecas desenvolvem um calendário e efetuam cálculos matemáticos.

Ramses II

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As  antigas contruções egípcias  ainda fascinam o mundo
ONU - salva sítios arqueológicos nos anos 60
Entre 1963 e 1968, dois templos construídos pelo faraó Ramsés II que reinou de 1279 a.C e 1213 a.C -foram desmontados e erguidos de novo num platô 60 metros acima da localização original.
A operação foi feita principalmente com fundos recolhidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) - para evitar que os tesouros arqueólógicos fossem cobertos pelas águas do rio Nilo, represadas pelo governo egípcio no sul , fronteira com o Sudão.
Quatro estátuas sentadas de Ramsés, com 20 metro de altura, na entrada dos templos exigiram um complexo trabalho de engenharia para o transporte. Era necessário salvar até as "pichações": nos pés das estátuas existem inscrições feitas por mercenários que serviam no Egito no século VI a.C.
A represa de Assuã foi um projeto considerado prioritário pelo governo de Gamal Abdel Nasser (1956 - 1970) para programas de irrigação. Nasser usava o argumento de que o bem da população e o progresso deveriam prevalecer.
Realmente, pela primeira vez na história da humanidade, as cheias do Nilo puderam ser controladas, e uma enorme quantidade de energia elétrica é produzida anualmente na hidrelétrica de Assuã.
estátua de Ramsés - Vale dos Reis
Ramsés, ao completar 10 anos de idade, foi nomeado como comandante-chefe dos exércitos do seu pai, Set I, e aos 14 anos o jovem príncipe recebeu permissão para participar ao lado do faraó Set,de combates na Líbia. Os dois conseguiram tomar a cidade hitita de Kadesh por um breve período, mas os inimigos a recuperaram logo que retornaram ao Egito. Antes da morte do seu pai, Ramsés, o novo faraó, jurou retomar Kadesh.
No quinto ano de seu reinado, Ramsés decidiu reconquistar a estratégica cidade hitita à frente de um exército de 20 mil homens, dividido em quatro partes, cada um com um nome de um deus, Amon, Rá, Ptah e Seth. Durante a batalha, o soberano se adiantou na frente de seu exército e levou a divisão de Amon. Ramsés II e seus homens foram surpreendidos pelo exército Hitita comandado pelo rei Mouwattali com 40 mil guerreiros . Graças à pronta chegada dos reforços que acompanhavam as forças principais por outra rota, o faraó conseguiu salvar-se, reorganizando as divisões e fazendo os hititas recuarem.
A batalha de Kadesh não teve vencido ou vencedor, e o norte da Síria continuou sob domínio hitita, com os quais o faraó envolveu-se em novo choques posteriormente.
O tratado definitivo entre egípcios e hititas só foi concluído no 34° ano do reinado de Ramsés, já no reinado do rei hitita Hattusil III, irmão de Mouwattali que se apoderou do trono expulsando o filho do antigo soberano. Pelo tratado, Ramsés teve que desposar a filha mais velha do astuto usurpador para selar a nova amizade.


Nessa época, o faraó já tinha como esposas a bela Nefertari e sua segunda esposa Istnofret, sem falar nas mulheres do harém.
Durante a construção dos dois templos em Abu Simbel , o Grande Templo, em homenagem a Ramsés, e o Pequeno Templo para a esposa Nefertari, centenas de operários tiveram que esculpir todo o templo na rocha de uma colina de arenito, um detalhe admirável, porque qualquer erro grave causaria o afundamento de toda a obra.
Desenhistas ficaram pendurados por andaimes para desenharem na rocha. Depois vieram os escavadores e esculpiram quatro estátuas colossais de Ramsés II. O santuário interno, escavado em uma sólida rocha, prolongando-se por 55 metros de profundidade, era o lugar mais sagrado do Grande Templo.
 Nele, quatro estátuas, a do faraó e as de três deuses, estão sentadas. Duas vezes por ano, graças aos cálculos dos arquitetos, nos solstícios de verão, época da colheita, à medida que o Sol se levanta, seus raios brilham pelas paredes decoradas com as façanhas sangrentas da batalha de Kadesh e iluminam as estátuas divinas. A construção levou 20 ano.
Ramsés morreu com aproximadamente 90 anos e gerou pelo menos 90 filhos. Quando estudaram a múmia de Ramsés, viram grandes problemas com seus dentes. Pode ser que tenha morrido por infecção. Sabe-se que nos seus últimos dias sofreu bastante.
 Estátua de Ramsés  porta do templo (vista de outro ângulo)


Vale dos Reis - Egito

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Vale dos Reis - Luxor -  Egito


O Vale dos Reis, ou Wadi el-Muluk (وادي الملوك) em língua árabe, é um grande vale montanhoso no Egito onde, por um período de aproximadamente 500 anos foram construídos tumbas para os Faraós e nobres importantes do Antigo Egito (entre a décima sétima e a vigésima dinastias)
O Vale dos Reis localiza-se na margem ocidental do Nilo, oposto a Tebas (atualmente Luxor). Está separado em duas zonas, vale ocidental (West Valley) e vale oriental (East Valley), com os mais importantes túmulos no vale oriental
Com as descobertas de 2005 e 2008, o Vale contém agora 67 tumbas e câmaras, variando em tamanho desde uma simples câmara aberta na rocha até um complexo com mais de 120 câmaras. As tumbas reais são normalmente decoradas com cenas da mitologia egípcia que testemunham as crenças e os rituais funerários dos períodos de sua construção. A maioria das tumbas foram violadas e saqueadas na antigüidade, mas algumas (como a KV62) permaneceram intactas até a sua descoberta dando idéia da opulência e do poder dos governates de sua época.
A área tem sido o foco de explorações arqueológicas desde o final do século XVII, e suas tumbas e sarcófagos continuam a estimular pesquisas. Nos tempos modernos, o Vale se tornou famoso pela descoberta da tumba de Tutankhamon, fala-se muito sobre a maldição do Faraó, que é um dos mais famosos sítios arqueológicos do mundo. Em 1979, esta tumba se tornou Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, juntamente com o resto da Necrópole Tebana.
Escavações, explorações, pesquisas e conservações ainda continuam a ser feitas no Vale, que é, atualmente, um centro de turismo com muitas de suas tumbas abertas ao público. Inscrições deixadas nas paredes de várias tumbas indicam, também, que o Vale dos Reis já era uma atração turística desde o Período Romano, ao qual  o Egito fazia parte.

Papiro

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Ao contrário do papel, que é feito de fibras de plantas esmagadas, o papiro é feito de pequenos e finos pedaços do talo da cana do papiro, molhado por três dias até clarear. Os pedaços são colocados em toalha de linho, primeiro horizontalmente e então verticalmente. Eles são empilhados e colocados para secar ao sol.
Uma vez secas, as folhas soltas do papiro eram unidas pelas pontas para formar um rolo. Foi nesse papel rudimentar que os antigos egípcios deixaram importantes registros de sua sociedade.
Para escrever no papiro, os escribas utilizavam hastes finas de caniço de ponta cortada e afiada. A tinta era composta de pigmentos extraídos da natureza umedecidos com água. A cor preta, por exemplo, era fabricada com cavão. Os textos em papiro eram geralmente acompanhados de desenhos de grande leveza e elegância.
Ilustração do livro dos mortos. Á esquerda o deus Osiris preside a cerimônia de julgamento do morto.

Tutankhamon

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Mistério da morte de Tutankhamon vai ser desvendado


"O governo egípcio autorizou a realização de testes à múmia do jovem rei que governou o Egito há 3 mil trezentos anos atrás. Depois da sua descoberta há 82 anos, a morte do rei continua a ser um mistério... mas por pouco tempo"." (notícia postada dia 24/01/2009 pelo blog ciberia.aeiou)
Tutankhamon ou "rei menino" nasceu em 1546a.C filho de Amenófis IV que governou o Egito entre 1350a.C e 1334a.C. Durante seu reinado Amenófis entrou em choque com os sacerdotes, pois substituiu a crença em vários deuses (politeísmo) a uma única divindade, Aton simbolizado pelo disco solar. Quando Tutankhamon assumiu o Império restabeleceu o culto a diversos deuses.
Tutankhamon casou-se aos dez anos, assumiu o trono aos doze e faleceu aos dezenove.Morte misteriosa.
Por ter falecido tão jovem Tutankhamon não teve uma tumba tão suntuosa quanto a de outros faraós.
O faraó ficou famoso, pois sua tumba localizada no Vale dos Reis em Luxor estava quase que completamente intacta, essa descoberta foi em 1922 pelo arqueólogo inglês Howard Carter. Todos ficaram surpresos em ver que a tumba estava repleta de jóias, armas, objetos de arte, etc.
Aconteceram algumas mortes depois da descoberta da tumba, e logo se falou da maldição do faraó.
“A morte abaterá com suas asas quem perturbar o sono do faraó”
Esta foi a frase encontrada no dia 22 de novembro de 1922, quando a equipe do arqueólogo Howard Carter decifrou os hieróglifos do portal do mausoléu do faraó Tutankhamon. Coincidência ou não, sete anos depois, treze membros da equipe haviam morrido de forma inexplicável. Outras nove pessoas que tiveram contato com a múmia também estavam mortas.
A primeira morte aconteceu em abril de 1923. O Conde de Carnarvon, aristocrata inglês, que acompanhou Carter e financiou a expedição, começou a agonizar em seu quarto, em Luxor, no Egito. Os médicos falaram que a causa a febre alta era alguma moléstia provocada por picadas de mosquitos. Mas sua irmã, Lady Burghclere, disse que ouvia o doente mencionar o nome Tutankhamon em meio aos delírios: “Já entendi seu chamado... eu o seguirei!”.
O arqueólogo americano Arthur Mace, que havia ajudado Carter a destroçar os muros do mausoléu, teve uma morte ainda mais fulminante pouco tempo depois do falecimento de Carnavon. Por vários dias, ele se queixou de uma sensação de fraqueza e prostração crescentes, perdendo a consciência em certos momentos. Morreu em um hotel, antes mesmo que os médicos pudessem arriscar um diagnóstico.
O milionário americano George Jay-Gould foi outra vítima fatal. Ele esteve no sepulcro a convite de Carnarvon, que era um velho amigo, e morreu na tarde seguinte à visita, também atacado pela febre.
Archibald Douglas Reed, que desenrolou e radiografou a múmia, morreu com os mesmos sintomas ao retornar à Inglaterra, em 1924. O secretário de Howard Carter, Richard Bethell, foi encontrado morto em sua casa em Londres. Tinha boa saúde e ninguém entendeu a razão da morte. No mesmo ano, em 1929, a viúva de Lord Carnarvon, Lady Almina, morreu em circunstâncias semelhantes às do marido.
A maldição do faraó Tutankamon entrou para a história como um dos fatos mais inexplicáveis que já desafiaram os arqueólogos. Muitos acreditaram em uma força sobrenatural. Isso porque encontraram vários textos no sepulcro que diziam, por exemplo,
“Eu sou aquele que fez fugir os saqueadores dos túmulos com a chama do deserto. Eu sou aquele que protege o túmulo do faraó”.
 
Outros já afirmavam que as mortes dos exploradores estrangeiros eram mais do que justas, pois eles haviam realizado uma verdadeira pilhagem das riquezas do túmulo de Tutankhamon. Comentava-se, inclusive, que Lady Evelyn, filha do conde, freqüentava festas em Londres ostentando as jóias encontradas no sepulcro. Além disso, seu pai montou uma imensa coleção de raridades egípcias. De acordo com os registros, o arqueólogo Carter encontrou 200 quilos de ouro maciço decorando o túmulo do soberano.
A maldição do faraó nunca foi totalmente esclarecida. Mesmo assim, os cientistas ainda se admiram com a eficiência dos embalsamadores egípcios. Em 1987, na cidade de Lyon, França, equipes de arqueólogos e médicos realizaram, pela primeira vez, uma autópsia completa na múmia de um nobre enterrado há mais de 2.500 anos.
Os resultados deixaram os pesquisadores estarrecidos. Os tendões da mão direita da múmia mantinham o tom rosado. Os pés estavam perfeitamente conservados, com todos os dedos. As vísceras tinham sido retiradas e a cavidade tratada com resinas especiais. No interior do crânio, sem o cérebro, os sacerdotes tinham colocado betume, um material semelhante ao asfalto. Todos os ossos estavam intactos.
O mesmo teria acontecido com a múmia de Tutankhamon, se não fosse a imprudência dos pesquisadores. Conhecido como faraó-menino, ele morreu possivelmente aos 18 anos, num acidente com uma carruagem puxada por vários bois. Nos séculos em que esteve sepultado, sofreu menos danos do que nos 75 anos de contato com os vivos.

Egito - "Terra dos Faraós"

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Sabemos que arqueólogos e outros cientistas indicaram que o ser humano surgiu na África. Foi também nesse continente que se organizaram algumas das primeiras sociedades da história. Uma dessas sociedades, a dos egípcios, surgiu às margens do rio Nilo, ao norte da África, por volta de 5500a.C. Entre 3150a.C e 1085a.C, estiveram a maior parte do tempo reunidos em um império ora unificado, ora fragmentado.
Os antigos egípcios deixaram muitos registros sobre sua sociedade; pirâmides, esculturas, pinturas, templos, textos, miniaturas, jóias e objetos.
A construção de uma grande civilização como a egípcia, só foi possível graças a combinação de fatores como: o homem, o trabalho e a natureza.
Por volta de 5500a.C, grupos humanos formados por caçadores e coletores começaram a cultivar alimentos nas margens do rio Nilo, tornando-se agricultores e criadores de gado. Com o tempo os povoados foram crescendo e estabelecendo relações entre si. Como viviam da agricultura e da pecuária essa população dependia da natureza, e principalmente do rio Nilo.
Toda propriedade pertencia ao faraó e o excedente produzido era arrecadado pelo Estado através da cobrança de impostos. Esses impostos arrecadados visavam a subsistência dos funcionários reais (escribas, sacerdotes e artesãos).
O rio Nilo passa por períodos de cheia e seca, portanto durante a antiguidade, nos primeiros quatro meses do ano, as águas do rio Nilo inundavam suas margens. Nos meses seguintes quando o rio baixava, as margens ficavam cobertas por uma rica camada de humus, (resto de plantas e de animais apodrecidos sobre o solo úmido, formando uma espécie de adubo orgânico) tornando a terra própria para o plantio de cereais como trigo e cevada, legumes, uva, azeitonas. Nos quatro últimos meses do ano, de seca, era realizada a colheita. Os alimentos colhidos deviam ser suficientes para o consumo do ano inteiro. Era preciso produzir grandes quantidades e estocar parte da colheita em armazéns e ter pessoas encarregadas de controlar os estoques e fazer a contagem do que entrava e do que saía desses armazéns. Também era necessário que houvesse um grupo armado para proteger as colheitas estocadas, e técnicos que soubessem quando e onde era melhor fazer o plantio.
Toda essa complexa organização sobre as atividades econômicas eram controladas pelo grande soberano, o faraó, que representava os poderes político, judiciário, e também religioso, ou seja, exercia ao mesmo tempo o papel de rei, juiz e sumo sacerdote, dando ao Estado egípcio o caráter de monarquia despótica, (forma de governo em que o poder se encontra nas mãos de apenas um governante) de origem divina.
No Egito o faraó era o próprio Deus e não apenas seu representante. O faraó e sua família ocupavam o topo da sociedade . Abaixo do faraó havia um grupo formado pelos sacerdotes, pelos grandes proprietários de terra e pelos altos funcionários. Essas pessoas tinham privilégios que os outros não tinham, e formavam a camada mais rica da população.
 
Escultura do faraó Miquerinos que ordenou a construção da terceira grande pirâmide de Gizé, no Egito, à sua esquerda a deusa Hator (deusa do amor) e a sua direita, divindade local que representa um dos namos do Alto Egito
 
Os sacerdotes realizavam cerimônias religiosas e enriqueciam com as oferendas feitas pelos deuses. Os grandes proprietários governavam as províncias chamadas namos. Os funcionários, auxiliavam o faraó na administração do Império. Entre eles estavam os oficiais do exército e os escribas que cobravam impostos e registravam as decisões do faraó. Mas a maioria da população era formada por artesãos, camponeses, soldados e escravos, normalmente prisioneiros de guerra.

A vida depois da Morte
A ressurreição marcou a ideologia dominante; os homens acreditavam que a alma poderia vir novamente habitar o corpo, daí a grande preocupação com a preservação dos corpos já sem vida. Os egípcios desenvolveram a prática da mumificação, preparando os corpos para a vida além-túmulo. Depois de morta, uma pessoa, um técnico em mumificação, (embalsamador) retirava o cérebro e outros órgãos internos. Em seguida aplicava no corpo cristais de sal e um conservante extraído do cedro, madeira importada da Fenícia (atual Líbano). Feito isso o corpo era envolvido em faixas de linho e sobre o rosto era colocada uma máscara funerária. Assim a alma do morto estava preparada para ingressar na eternidade. Para orienta-la nessa viagem havia o Livro dos mortos, o texto reunia regras e conselhos sobre a vida após a morte.
 
Máscara funerária do faraó Tutankhamon que faleceu na adolescência aos dezenove anos.
 
Os faraós eram sepultados em pirâmides. Sacerdotes e altos funcionários eram enterrados em tumbas grandiosas. Mas a maioria da população era enterrada em túmulos simples. As pirâmides não eram apenas monumentos funerários, eram também um símbolo do poder daqueles que mandavam construir. Quanto mais altas, maior era o poder da pessoa sepultada. Os egípcios acreditavam também que as pirâmides eram o lugar de onde o espírito do eterno faraó morto podia subir ao céu todos os dias.
 
 
Pirâmides de Guizé a primeira das sete maravilhas do mundo encontra-se em relativo bom estado
"O homem teme o tempo e ainda o tempo teme as pirâmides"
Provérbio árabe sobre as pirâmides.
O fim do império egípcio
Por volta de 1750a.C, o território egípcio foi invadido pelos hicsos, povo nômade originário da Ásia. Os hicsos governaram o Egito até 1580aC, quando o poder dos faraós foi restabelecido. O império egípcio deixou de existir em 1085a.C depois de batalhas contra invasores externos e disputas internas pelo poder. Mas o Egito continuou a existir como Estado. Em 525a.C ele foi conquistado pelos persas, em 332a.C pelos macedônios e em 30a.C pelos romanos.
A escrita
 
 
                                                                                Hieróglifos Egípcios
 
 
Criada por volta de 3250a.C a escrita egípcia utilizava símbolos que representavam tanto fonemas quanto objetos e ideias.
Cada grupo da sociedade egípcia tinha seus próprios símbolos para se comunicar. Os sacerdotes usavam símbolos que formavam o sistema hieroglífico, os escribas empregavam o sistema hierático e para o restante da população havia o sistema demótico.
O significado da escrita egípcia só foi decifrado em 1822 pelo francês Jean-Francois Champollion. Isso só foi possível com a descoberta da "Pedra Rosetta em 1799 na região de Rashid.
A pedra contém 3 versões de um mesmo texto escritas em 196a.C nos sistemas hieroglífico, demótico e grego, assim foi feito para que o texto pudesse ser lido pelos sacerdotes. Como Champollion sabia grego antigo conseguiu deduzir o significado dos hieróglifos por meio de comparação.
                                                                                      Pedra Rosetta

 

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