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Cenas do Filme Tróia

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Video Clip do Filme Tróia (Troy). direção Wolfgang Petersen, 2004, 162 min. História da Guerra de Tróia. Embora seja baseado na Ilíada, altera aspectos do poema de Homero.
O filme mostra a violência das batalhas travadas entre gregos e troianos até a tomada de Tróia.

Tróia – Lenda ou verdade?

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O debate sobre a existência da cidade de Tróia mantem-se vivo. Pesquisadores das mais diversas áreas contribuem para descobrir se a guerra descrita na Ilíada de Homero realmente existiu.

A história [da Ilíada] tem atraído a atenção de incontáveis especialistas, dos primeiros historiadores gregos, por volta do século V a.C., até os arqueólogos atuais. Para eles, é possível garantir que a guerra – que uniu povos de toda a região que viria a ser a Grécia contra habitantes da Ásia Menor – realmente aconteceu.
Esse é o caso de uma equipe de cientistas que conduziu escavações – para descobrir como era o relevo da região no provável período da guerra. O estudo publicado na revista especializada Geology, é no mínimo curioso. “Nada do que a nossa pesquisa encontrou contraria a Ilíada”, escreve John Kraft, geólogo da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo. O trabalho de Kraft consistiu em fazer dezenas de perfurações na costa noroeste da Turquia, analisar as camadas geológicas do terreno e fazer um mapa de como a região seria por volta de 3250 anos atrás. O resultado, indica o cientista, está de acordo com a´Ilíada. Tróia estaria na beira de uma baía. Na outra extremidade, num estreito braço de terra, os gregos teriam montado acampamento. Muitas das guerras descritas teriam ocorrido na planície Escamândria, onde deságuam os rios Escamandro e Simoente. A baía, no entanto foi coberta ao longo dos séculos, principalmente pela ação de assoreamento na região, causado pelos sedimentos trazidos pelos rios que desaguavam no local. Os pesquisadores, que conduzem escavações desde 1977, fizeram  buracos de 70 metros de profundidade e depararam com material que indicava que a região fora coberta por água salgada. Na conclusão, os cientistas são cautelosos. “Apesar de os resultados não poderem validar a lenda, nós não encontramos nada no registro estratigráfico (conjunto de camadas que formam o solo de uma região e revelam as transformações ocorridas em seu relevo) que negue os eventos da “Ilíada”.
A Guerra de Tróia
Por volta do século VIII a.C., os gregos passaram a contar a história de uma guerra que teriam realizado contra a cidade de Tróia, chamada por Ilium. Por isso, o poema que trata do conflito entra gregos e troianos, a Guerra de Tróia, se chama Ilíada é uma epopéia escrita provavelmente por um poeta cego conhecido como Homero. Entretanto, não se tem certeza da existência de Homero. Para alguns autores, a Ilíada reúne poemas de diversos aedos, poetas itinerantes que percorriam as cidades gregas cantando as façanhas de heróis mitológicos.
A história que a Ilíada conta é muito mais antiga do que ela. Trata-se do cerco de dez anos que, no século XII a.C, os guerreiros de diversas cidades gregas teriam feito à cidade de Tróia.
Assim como a existência de Homero é incerta, não se sabe se  a Guerra de Tróia ocorreu realmente. Entretanto, escavações realizadas por arqueólogos na região indicada por Homero para Tróia revelaram ruínas de nove cidades superpostas construídas em diferentes épocas. Uma delas foi destruída por um incêndio, tal como ocorreu com a Tróia do poema de Homero. Mas essa cidade existiu mil anos antes da data em que a Guerra de Tróia teria ocorrido.
Segundo Ilíada, o motivo da guerra foi o rapto de Helena, a bela esposa de Menelau, rei da cidade grega de Esparta, por Páris, um dos filhos do rei de Tróia. Menelau era irmão de Agamenon, rei de Micenas, que organizou um exército em toda Grécia para atacar Tróia. Durante o conflito narrado na Ilíada, os deuses se dividiram entre os que apoiavam os gregos e os que queriam a vitória dos troianos, utilizando seus poderes para ajuda-los.
Depois de dez anos de cerco, os gregos conseguiram finalmente entrar na cidade.
Os gregos já estavam exaustos com a guerra que vinha se arrastando durante os dez anos, foi quando Ulisses teve uma idéia engenhosa, que foi posta em prática imediatamente. Construíram um cavalo em madeira, todo oco e o abandonaram a poucos metros das portas de Tróia. Dentro desse cavalo estavam os guerreiros gregos prontos para atacar. Os troianos sem desconfiar de nada, levaram o cavalo para dentro dos muros da cidade e ficaram festejando até tarde o presente recebido. e madrugada quando os troianos estavam dormindo, os soldados gregos saíram de dentro do cavalo e abriram as portas de Tróia para seus companheiros. Tudo como Ulisses havia planejado. Graças a isso, conta a Ilíada, os gregos venceram os troianos e chegou ao fim a Guerra de Tróia.
Desse episódio nasceu a expressão “PRESENTE DE GREGO”, que é usada até hoje, quando ganhamos um presente que ao invés de agradar nos aborrece.

A guerra do Peloponeso, século V a.C

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Temos um sistema político – que se chama democracia, pois se trata de um regime concebido, não para uma minoria, mas para – a maioria. Em virtude das leis – todas as pessoas são cidadãos iguais. Por outro lado, é conforme a consideração – que cada um é preferido para a gestão dos nossos negócios públicos, menos  por causa da sua classe  social do que pelo seu mérito. E nada importa a pobreza: se alguém pode prestar serviço à Cidade, não é disso impedido pela obscuridade da sua categoria. É como homens livres que administramos o Estado

discurso de Péricles, e, 430 a.C Tucídides. A guerra do Peloponeso. In: FREITAS, Gustavo de.

Trecho do livro Política, século IV a.C

Qual pode ser, pois a igualdade em que – pobres e ricos estarão de acordo, é que deve examinar-se à luz do que uns e outros definem como justo. Ambos os grupos dizem que deve prevalecer a opinião da maioria dos cidadãos. Concedamos, porém não inteiramente; sendo duas as partes que constituem a cidade: os ricos e os pobres, o que deve prevalecer é aquilo em que concordem uns e outros ou a maioria; no caso de opiniões contrárias, prevalecerá a dos mais numerosos e cuja propriedade é maior. Por exemplo, suponhamos que os ricos são  dez e os pobres vinte, que haja um choque entre o parecer de seis ricos de um lado com a de quinze pobres de outro, que os quatro ricos restantes se unam aos pobres e os cinco pobres restantes, aos ricos; neste caso deverá prevalecer a opinião do grupo cujas propriedades somadas alcancem a cifra mais alta.

ARISTÓTELES. Política. 1317a – 1329b. In PINSKY, Jaime 100 textos de história antiga.

Os significados da palavra democracia

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Originalmente, a palavra democracia significava ‘governo dos demos’. Demos era o nome dado pelos atenienses às dez divisões administrativas de sua cidade. Durante a existência da democracia em Atenas, algumas decisões políticas eram tomadas nos demos, e não na cidade como um todo – daí o sentido de “governo dos demos”. Até o surgimento da democracia, a vida política em Atenas envolvia principalmente os cidadãos que habitavam as regiões centrais da cidade, excluindo a maioria das montanhas e do litoral. A extensão da política a todos os demos que formavam a cidade deu à palavra democracia um segundo significado ‘governo de todos’. Essa ampliação da política a todos os cidadãos significou a transferência das decisões à maioria da população. Como a maioria da população ateniense era pobre, a palavra democracia passou a significar também ‘governo dos mais pobres’.

Democracia Moderna

No fim do século XVIII, novos governos surgidos nos Estados Unidos e na França também foram chamados de democracia, em homenagem aos gregos antigos. A democracia surgida no século XVIII e que existe até hoje no Brasil tem muito pouco a ver com a democracia antiga, apesar de as duas levarem o mesmo nome. Para diferenciar a democracia antiga da democracia inventada por norte-americanos e franceses, esta última recebe o nome de democracia moderna.

Ao contrário do que ocorre na democracia moderna, não existiam políticos profissionais na democracia antiga. Os representantes dos cidadãos não eram eleitos pela maioria dos votos (mas por sorteio) e não podiam ocupar cargos a vida toda – só podiam ser reeleitos uma vez. Apesar disso, havia cidadãos que se destacavam nas assembléias atenienses, fazendo mais propostas do que outros. Por exemplo, Péricles, no século V a.C., tinha grande influência sobre os demais cidadãos e a maior parte de suas propostas era aprovada.

Mas esses cidadãos atenienses de destaque não se comparam aos políticos atuais, pois podiam ter propostas rejeitadas a qualquer momento. Hoje, os políticos eleitos ficam no mínimo quatro anos no cargo e só podem ser retirados dele se cometerem algum crime. Se um político atual governa contrariando suas propostas de campanha, nada pode ser feito contra ele, que tem o direito de permanecer no cargo até o fim de seu mandato.

Arte Persa

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 Friso de tijolos esmaltados, Palácio de Dario I

Tapetes Persas cores vibrantes para compensar a vida monótona

Os tapetes eram fabricados por tribos nômades da Ásia central  e da Pérsia. Usava-se lã de carneiro, cabras e camelos. Eram usados como decoração nas paredes por ser considerados preciosos demais não eram usados no chão.

Tapetes que mostram a reprodução de figuras humanas

Na religião mulçumana não se faz a reprodução de figuras humanas, apenas os que antecedem o período de Maomé  fazem essa retratação, os mais modernos mostram o abstracionismo.

 

Relevo Persa  “Escitas com oferendas”

Religião Persa

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Zoroastro – Profeta da religião Persa

Os persas permitiam que os povos dominados cultuassem seus próprios deuses. Entretanto procuravam difundir por todo o Império a crença de Ahura Mazdah. O culto a Ahura Mazdah foi proclamado por um  reformador religioso chamado Zoroastro ou Zaratustra. Segundo o zoroastrismo: Ormuz, representa o bem, e Arimã é o representante do mal. O símbolo de Ormuz é o fogo e o de Arimã, uma serpente que representava as trevas, o mal, desde a criação do mundo. O bem era representado pelo fogo sagrado aceso em altares ao ar livre, pois os persas não construíam templos. Esse fogo era provavelmente produzido pela queima de petróleo, combustível líquido que até hoje existe em grande quantidade no subsolo da região.

O antigo Império persa passou por muitas transformações desde que seu território foi conquistado pelo rei macedônio Alexandre Magno e, 331 a.C. Em 642, a região foi anexada ao Império Islâmico. Em 1935, sob o governo do xá (rei) Reza Pahlevi, o nome do país foi mudado de Pérsia para Irã.

Em 1979, o xá foi deposto por uma revolução chefiada pelo aiatolá (líder religioso mulçumano) Ruhollah Khomeini. O país se tornou então uma República com o nome de República Islâmica do Irã. Até esse momento, a antiga Pérsia havia tido como forma de governo quase que exclusivamente  a monarquia. Isso vinha acontecendo desde a época de Ciro, o Grande. Sob o domínio do Império islâmico, a religião passou a ter um grande papel central na organização do Estado.

Com o xá, essa influência diminuiu. Entretanto, a revolução chefiada  por Khomeini inverteu novamente a situação. De fato, ela  transformou o Irã em um Estado no qual os poderes Executivos e Legislativo estão submetidos aos líderes religiosos.

 

Aiatolá Khomeini líder religioso mulçumano

 

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