Cenas do Filme Tróia
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Tróia – Lenda ou verdade?
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O debate sobre a existência da cidade de Tróia mantem-se vivo. Pesquisadores das mais diversas áreas contribuem para descobrir se a guerra descrita na Ilíada de Homero realmente existiu.
Por volta do século VIII a.C., os gregos passaram a contar a história de uma guerra que teriam realizado contra a cidade de Tróia, chamada por Ilium. Por isso, o poema que trata do conflito entra gregos e troianos, a Guerra de Tróia, se chama Ilíada é uma epopéia escrita provavelmente por um poeta cego conhecido como Homero. Entretanto, não se tem certeza da existência de Homero. Para alguns autores, a Ilíada reúne poemas de diversos aedos, poetas itinerantes que percorriam as cidades gregas cantando as façanhas de heróis mitológicos.
A história que a Ilíada conta é muito mais antiga do que ela. Trata-se do cerco de dez anos que, no século XII a.C, os guerreiros de diversas cidades gregas teriam feito à cidade de Tróia.
A guerra do Peloponeso, século V a.C
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Temos um sistema político – que se chama democracia, pois se trata de um regime concebido, não para uma minoria, mas para – a maioria. Em virtude das leis – todas as pessoas são cidadãos iguais. Por outro lado, é conforme a consideração – que cada um é preferido para a gestão dos nossos negócios públicos, menos por causa da sua classe social do que pelo seu mérito. E nada importa a pobreza: se alguém pode prestar serviço à Cidade, não é disso impedido pela obscuridade da sua categoria. É como homens livres que administramos o Estado
discurso de Péricles, e, 430 a.C Tucídides. A guerra do Peloponeso. In: FREITAS, Gustavo de.
Trecho do livro Política, século IV a.C
Qual pode ser, pois a igualdade em que – pobres e ricos estarão de acordo, é que deve examinar-se à luz do que uns e outros definem como justo. Ambos os grupos dizem que deve prevalecer a opinião da maioria dos cidadãos. Concedamos, porém não inteiramente; sendo duas as partes que constituem a cidade: os ricos e os pobres, o que deve prevalecer é aquilo em que concordem uns e outros ou a maioria; no caso de opiniões contrárias, prevalecerá a dos mais numerosos e cuja propriedade é maior. Por exemplo, suponhamos que os ricos são dez e os pobres vinte, que haja um choque entre o parecer de seis ricos de um lado com a de quinze pobres de outro, que os quatro ricos restantes se unam aos pobres e os cinco pobres restantes, aos ricos; neste caso deverá prevalecer a opinião do grupo cujas propriedades somadas alcancem a cifra mais alta.
ARISTÓTELES. Política. 1317a – 1329b. In PINSKY, Jaime 100 textos de história antiga.
Os significados da palavra democracia
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Originalmente, a palavra democracia significava ‘governo dos demos’. Demos era o nome dado pelos atenienses às dez divisões administrativas de sua cidade. Durante a existência da democracia em Atenas, algumas decisões políticas eram tomadas nos demos, e não na cidade como um todo – daí o sentido de “governo dos demos”. Até o surgimento da democracia, a vida política em Atenas envolvia principalmente os cidadãos que habitavam as regiões centrais da cidade, excluindo a maioria das montanhas e do litoral. A extensão da política a todos os demos que formavam a cidade deu à palavra democracia um segundo significado ‘governo de todos’. Essa ampliação da política a todos os cidadãos significou a transferência das decisões à maioria da população. Como a maioria da população ateniense era pobre, a palavra democracia passou a significar também ‘governo dos mais pobres’.
Democracia Moderna
No fim do século XVIII, novos governos surgidos nos Estados Unidos e na França também foram chamados de democracia, em homenagem aos gregos antigos. A democracia surgida no século XVIII e que existe até hoje no Brasil tem muito pouco a ver com a democracia antiga, apesar de as duas levarem o mesmo nome. Para diferenciar a democracia antiga da democracia inventada por norte-americanos e franceses, esta última recebe o nome de democracia moderna.
Ao contrário do que ocorre na democracia moderna, não existiam políticos profissionais na democracia antiga. Os representantes dos cidadãos não eram eleitos pela maioria dos votos (mas por sorteio) e não podiam ocupar cargos a vida toda – só podiam ser reeleitos uma vez. Apesar disso, havia cidadãos que se destacavam nas assembléias atenienses, fazendo mais propostas do que outros. Por exemplo, Péricles, no século V a.C., tinha grande influência sobre os demais cidadãos e a maior parte de suas propostas era aprovada.
Mas esses cidadãos atenienses de destaque não se comparam aos políticos atuais, pois podiam ter propostas rejeitadas a qualquer momento. Hoje, os políticos eleitos ficam no mínimo quatro anos no cargo e só podem ser retirados dele se cometerem algum crime. Se um político atual governa contrariando suas propostas de campanha, nada pode ser feito contra ele, que tem o direito de permanecer no cargo até o fim de seu mandato.
Arte Persa
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Friso de tijolos esmaltados, Palácio de Dario I
Tapetes Persas cores vibrantes para compensar a vida monótona
Os tapetes eram fabricados por tribos nômades da Ásia central e da Pérsia. Usava-se lã de carneiro, cabras e camelos. Eram usados como decoração nas paredes por ser considerados preciosos demais não eram usados no chão.
Tapetes que mostram a reprodução de figuras humanas
Na religião mulçumana não se faz a reprodução de figuras humanas, apenas os que antecedem o período de Maomé fazem essa retratação, os mais modernos mostram o abstracionismo.
Relevo Persa “Escitas com oferendas”
Religião Persa
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Zoroastro – Profeta da religião Persa
Os persas permitiam que os povos dominados cultuassem seus próprios deuses. Entretanto procuravam difundir por todo o Império a crença de Ahura Mazdah. O culto a Ahura Mazdah foi proclamado por um reformador religioso chamado Zoroastro ou Zaratustra. Segundo o zoroastrismo: Ormuz, representa o bem, e Arimã é o representante do mal. O símbolo de Ormuz é o fogo e o de Arimã, uma serpente que representava as trevas, o mal, desde a criação do mundo. O bem era representado pelo fogo sagrado aceso em altares ao ar livre, pois os persas não construíam templos. Esse fogo era provavelmente produzido pela queima de petróleo, combustível líquido que até hoje existe em grande quantidade no subsolo da região.
O antigo Império persa passou por muitas transformações desde que seu território foi conquistado pelo rei macedônio Alexandre Magno e, 331 a.C. Em 642, a região foi anexada ao Império Islâmico. Em 1935, sob o governo do xá (rei) Reza Pahlevi, o nome do país foi mudado de Pérsia para Irã.
Em 1979, o xá foi deposto por uma revolução chefiada pelo aiatolá (líder religioso mulçumano) Ruhollah Khomeini. O país se tornou então uma República com o nome de República Islâmica do Irã. Até esse momento, a antiga Pérsia havia tido como forma de governo quase que exclusivamente a monarquia. Isso vinha acontecendo desde a época de Ciro, o Grande. Sob o domínio do Império islâmico, a religião passou a ter um grande papel central na organização do Estado.
Com o xá, essa influência diminuiu. Entretanto, a revolução chefiada por Khomeini inverteu novamente a situação. De fato, ela transformou o Irã em um Estado no qual os poderes Executivos e Legislativo estão submetidos aos líderes religiosos.
Aiatolá Khomeini líder religioso mulçumano
















